Lisboa volta às quedas sob pressão do BCP e Galp
Depois de três sessões positivas no início do ano, o índice nacional seguiu as perdas europeias, com o banco e a petrolífera a liderarem as quedas.
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A bolsa de Lisboa fechou em baixa esta quarta-feira, interrompendo três sessões de ganhos, numa sessão negativa também a nível europeu, com os receios geopolíticos a regressarem aos mercados bolsistas.
O índice de referência nacional, o PSI, desceu 0,41% para 8.479,08 pontos, com 10 dos seus 16 títulos no vermelho, depois de ter atingido máximos de 2010 na sessão anterior.
O índice foi pressionado pelo BCP e Galp, que lideraram as perdas. O banco recuou 2,16% para 0,8708 euros, seguindo as perdas setoriais europeias. Os investidores realizaram também mais-valias depois da forte valorização de 2025, em que foi a segunda cotada que mais subiu no PSI.
Já a petrolífera recuou 1,62% para 14,57 euros, pressionada pela queda dos preços do crude após os EUA terem capturado um petroleiro ligado à Venezuela e o Presidente norte-americano ter anunciado que o país irá receber até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano, agravando potencialmente o excedente no mercado.
A Galp foi também pressionada pela entrada de um "short seller" com uma posição a descoberto sobre 0,52% do capital da empresa. O fundo Two Sigma Investments também visou o setor do papel, com posições curtas sobre a Navigator, que perdeu 1,16% para 3,234 euros na sessão de hoje, e a Altri (-0,66% para 4,52 euros).
Pela positiva, destaque para a REN, que foi a única cotada a subir mais de 1%, com uma valorização de 1,66% para 3,375 euros. O grupo EDP também subiu, com ganhos de 0,59% para 4,095 euros (EDP) e de 0,54% para 12,94 euros.
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