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PSI-20 contraria ganhos do resto da Europa com quedas da Jerónimo Martins e Galp

A bolsa nacional foi incapaz de acompanhar os ganhos registados no resto da Europa, com alguns nomes como a Jerónimo Martins, a Galp e a EDP Renováveis a registarem perdas.

A bolsa portuguesa destaca-se com uma escalada de 20% em menos de mês e meio.
Miguel Baltazar
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 04 de Agosto de 2021 às 16:41
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O índice PSI-20 terminou a sessão desta quarta-feira com uma desvalorização de 0,23% para os 5.112,02 pontos, contrariando a tendência positiva registada entre os pares do resto da Europa. O índice de referência para a região, o Stoxx 600, renovou mesmo máximos históricos.

Por cá, dez empresas terminaram em queda e apenas oito conseguiram valorizar. A liderar as perdas esteve a Jerónimo Martins, com uma queda de 1,96% para os 17,27 euros por ação. Ontem, a dona do Pingo Doce foi retirada da lista preferencial do CaixaBank BPI, uma vez que a empresa registou uma forte subida nos últimos meses. Desde que foi adicionada a este grupo, em abril deste ano, a cotada valorizou 22,3%. 

A cair esteve também a petrolífera Galp Energia, com uma queda de 1,58% para os 8,33 euros por ação, num dia em que os preços do petróleo estão a afundar cerca de 3%. A
 penalizar a matéria-prima continuam os receios perante o crescente número de casos da variante delta do coronavírus.

Além disso, os inventários norte-americanos de crude aumentaram na semana passada, quando se esperava uma redução, o que está a agravar o pessimismo dos investidores. As reservas aumentaram em 3,6 milhões de barris, quando os analistas apontavam para uma queda de 3,1 milhões.

Os CTT tombaram 1,69% para os 4,36 euros por ação, na véspera de apresentação dos resultados do semestre. A EDP Renováveis perdeu 0,67% para os 20,64 euros, enquanto que a casa-mãe EDP subiu 0,67% para os 4,49 euros por ação. Do lado dos ganhos esteve também o Banco Comercial Português (BCP), que viu as suas ações ganharem 1,25% para os 12,17 cêntimos por ação.

No resto da Europa, o sentimento foi positivo à medida que "a maioria das empresas continua a publicar relatórios corporativos que superam as estimativas, o que também é visto como um bom sinal de uma recuperação robusta por parte dos investidores em todo o mundo", diz Ricardo Evangelista, analista da ActivTrades, numa nota. 

"Com resultados corporativos positivos melhores do que o esperado num ambiente ainda apoiado pelos bancos centrais, a postura de negociação permanece otimista na maioria dos benchmarks", conclui. 
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