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PSI-20 passa a ter só 17 empresas. Sonae Capital excluída a partir de 30 de outubro

O índice nacional volta a sofrer um emagrecimento na sua constituição com a saída da Sonae Capital, como consequência da OPA pela família Azevedo.

A bolsa portuguesa tem sido incapaz de atrair novas empresas para o mercado de capitais português.
Miguel Baltazar
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 28 de Outubro de 2020 às 17:59
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A Sonae Capital será excluída do índice PSI-20 a partir da próxima sexta-feira, dia 30 de outubro, como consequência da OPA (oferta pública de aquisição) levada a cabo pela Efanor, holding da família Azevedo, que passa a deter mais de 92% da empresa. O anúncio foi feito após os resultados da OPA terem sido divulgados, pela Euronext.

"Na sequência do resultado da Oferta Pública Geral e Voluntária de Aquisição de Ações da Sonae Capital e na sequência da decisão tornada pública pelo comité independente dos índices, informamos que a visada será excluída do índice a partir do dia 30 de outubro de 2020", pode ler-se no comunicado enviado nesta quarta-feira.

Contudo, apesar da sua saída do índice que reúne as (ainda) 18 maiores cotadas portuguesas, a empresa continua a negociar em bolsa, pelo que será possível comprar e vender os títulos.

Depois da saída da Sonae Capital, o índice PSI-20 vai ficar apenas com 17 empresas até à próxima revisão trimestral, que vai decorrer em dezembro, segundo fonte oficial da Euronext Lisbon. 

De acordo com os resultados da OPA, a Efanor - que já detinha a maioria do capital da Sonae Capital - passa agora a ser dona de 92,302% da empresa, que correspondem a mais de 230 milhões de ações. 

A Sonae Capital é a quarta empresa menos valiosa do índice PSI-20, com uma capitalização de mercado de 192,5 milhões de euros. Atrás desta cotada, estão a Pharol (82,48 milhões), a Novabase (100,48 milhões) e a Ibersol (141,48 milhões).

A liderar esta tabela está a família EDP, com a empresa atualmente liderada por Miguel Stilwell d'Andrade avaliada em 17,43 mil milhões de euros e a EDP Renováveis com uma capitalização de mercado de 13,73 mil milhões de euros. A completar o top-3 está a Jerónimo Martins, dona do Pingo Doce, que vale 9,05 mil milhões.
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