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PSI-20 renova máximos de três anos com ganhos de 3% da EDP e BCP

O dia terminou em alta para a bolsa nacional que conseguiu tocar nos máximos de agosto de 2018. Por cá, os ganhos de empresas como a EDP ou o BCP deram força.

A partir de março de 2022, o índice de referência nacional muda de nome e passa a chamar-se apenas PSI.
Miguel Baltazar
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 01 de Setembro de 2021 às 16:38
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O índice PSI-20 terminou a sessão desta quarta-feira com a terceira valorização dos últimos três dias. Um registo que lhe permitiu tocar hoje em máximos de agosto de 2018, depois de uma subida de 1,02% para os 5.472,53 pontos.

Com 14 empresas a terminarem em alta e quatro em queda, foi a EDP uma das que se destacaram com um ganho de 2,90% para os 4,79 euros por ação. A registar ganhos esteve a sua subsidiária, a EDP Renováveis que valorizou 1,33% para os 22,82 euros por ação.

Estas subidas acontecem num dia em que o Berenberg se mostra mais confiante quanto às valorizações de ambas as empresas na bolsa de Lisboa. O banco de investimento alemão subiu o preço-alvo dos títulos das cotadas lideradas por Miguel Stilwell d'Andrade, antecipando um forte crescimento sustentado pela estratégia de reforço do negócio verde.

A subir esteve também a Nos (0,67%) tocando em máximos de um ano. Ontem, o JB Capital Markets reforçou a recomendação sobre a empresa portuguesa em "comprar" e definiu um preço-alvo de 4,89 euros por ação. Ao preço de fecho do dia 30 de agosto, um dia antes de a nota ser divulgada, esta meta definida dá um retorno potencial de 37% à empresa de Miguel Almeida. 

No lado oposto esteve a petrolífera Galp, que perdeu 0,88% para os 8,60 euros por ação. Hoje, os preços do petróleo perderam mais de 1%, novamente, num dia em que a OPEP+ concordou em continuar a injetar 400.000 barris diários, a cada mês, até setembro de 2022, altura em que se prevê que a produção desta matéria-prima regresse aos níveis pré-pandemia. 

BCP lidera ganhos na Europa
O setor da banca foi um dos que mais subiu na sessão desta quarta-feira, com os vizinhos espanhóis animados com a hipótese de um regresso ao pagamento integral de dividendos aos seus acionistas. Mas é em Portugal que mora o banco que liderou as subidas do dia, no "velho continente".

O BCP registou um ganho de 2,90% para os 13,5 cêntimos por ação, num dia em que a sua unidade polaca, o Bank Millennium, recebeu um aumento de recomendação por parte de um banco de investimento. O Biuro Maklerskie mBanku aumentou a recomendação de "manter" para "acumular" - equivalente a um "comprar" e manteve o preço-alvo inalterado em 7,30 zlotis, o que lhe dá um ganho potencial de 11%.

Em Espanha, os principais bancos estão dispostos a recuperar a normalidade relativamente à remuneração acionista, avança o El Economista. Santander, Bankinter, Unicaja, Caixabank, BBVA e Sabadell contam com um excesso de capital de 49 mil milhões de euros, segundo os dados do primeiro semestre. Estas contas têm em conta a referência de mínimo de capital pedido pela Europa (CET 1 "fully loaded"). Este montante representa 53% da capitalização atual do setor em bolsa.

De acordo com o jornal espanhol, num cenário pouco provável de este montante ser repartido na totalidade, tal implicaria mais do que duplicar os atuais 22,6 mil milhões de euros que se destinam, de acordo com as estimativas atuais, aos acionistas nos próximos três exercícios.
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