Bolsa Receios na frente comercial voltam a abalar e nem a Boeing dá asas a Wall Street

Receios na frente comercial voltam a abalar e nem a Boeing dá asas a Wall Street

As bolsas norte-americanas encerraram em baixa, pressionadas pelos novos receios em torno do eventual acordo comercial entre os EUA e a China. Apenas o Dow conseguiu chegar à tona nos minutos finais de negociação.
Receios na frente comercial voltam a abalar e nem a Boeing dá asas a Wall Street
Reuters
Carla Pedro 11 de novembro de 2019 às 21:07

O Dow Jones foi o único dos três grandes índices de Wall Street que conseguiu encerrar com ganhos, ao chegar à tona nos minutos finais de negociação, com um ganho marginal de 0,04% 27.693,55 pontos.

Já o S&P 500 recuou 0,20% para 3.087,01 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite perdeu 0,13% para se fixar nos 8.464,28 pontos.

 

A penalizar a negociação bolsista do outro lado do Atlântico estiveram uma vez mais os receios relativamente à frente comercial EUA-China.

Depois do anúncio de que Washington e Pequim iriam assinar um acordo comercial parcial (de "fase um"), provavelmente em dezembro, tinha sido posteriormente avançado que ambas as partes iriam começar também a retirar faseadamente as tarifas aduaneiras impostas ao longo do último ano e meio.

 

No entanto, na sexta-feira os EUA contrariaram essas informações, com Donald Trump a dizer que não existia ainda qualquer entendimento com a China sobre a retirada das taxas alfandegárias. Foi o suficiente para uma quebra de Wall Street, que hoje prosseguiu, dada a maior cautela assumida pelos investidores.

 

Entre as cotadas, os destaques vão para a queda da Qualcomm após uma revisão em baixa da recomendação para as suas ações, e para a subida da Walgreens Boots Alliance – depois de informações avançadas pela Bloomberg de que a KKR & CO. abordou formalmente a empresa com vista a um acordo para a sua privatização.

 

Também a Boeing sobressaiu do lado positivo, a ganhar terreno depois de a construtora aeronáutica anunciar que deverá retomar as entregas de aviões 737 Max no próximo mês - que deverão voltar a voar em 2020.

Contudo, nem as subidas da Walgreens nem da Boeing foram suficientes para levar todas as bolsas norte-americanas a fechar em terreno positivo.




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