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Resultados das empresas levam S&P500 a novo máximo histórico

As principais bolsas dos Estados Unidos encerraram em alta pelo segundo dia consecutivo, impulsionadas pelo sector tecnológico e pelas empresas da área da saúde.

Bloomberg
Rita Faria afaria@negocios.pt 23 de Julho de 2014 às 21:12
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Os principais índices norte-americanos encerraram esta quarta-feira, 23 de Julho, em alta pela segunda sessão consecutiva, impulsionados pela Apple, que contagiou positivamente todo o sector tecnológico, e pelas empresas da área da saúde, devido aos resultados do segundo trimestre.

 

O índice industrial Dow Jones foi a excepção, com um recuo de 0,16% para 17.086,63 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq avançou 0,4% para 4.473,695 pontos. Já o S&P500 ganhou 0,2% para 1.987,19 pontos, um novo máximo histórico.

 

A Apple atingiu máximos de 2012, depois de sinalizar que a longa espera por novos produtos está próxima de chegar ao fim.

 

A apresentação de resultados, onde a empresa anunciou que os lucros do segundo trimestre subiram 12%, acabou por se revelar também um espaço para anunciar uma nova etapa na Apple. O CEO Tim Cook antecipou na terça-feira, 22 de Julho, novos produtos enquanto o director financeiro Luca Maestri falou num "Outono muito ocupado".

 

Sem concretizarem quais os novos produtos a caminho, o burburinho fez-se logo sentir na imprensa internacional e entre os investidores. Para além dos novos iPhones com ecrãs maiores (dois modelos com 4,7 e 5,5 polegadas), fala-se da entrada no ramo dos "wearables" (com o vulgarmente denonimado iWatch) e numa actualização da Apple TV, diz a Bloomberg.

 

Pelo lado positivo, destaque ainda para a Biogen Idec, que reviu em alta as estimativas de resultados para o conjunto do ano, enquanto a Intuitive Surgical Inc. apresentou resultados que superaram as estimativas dos analistas.

 

O índice S&P500 acumula uma valorização de 7,5% desde o início do ano, devido aos resultados das empresas mais positivos do que o esperado e aos estímulos da Reserva Federal, numa altura em que a economia dos Estados Unidos mostra sinais de recuperação depois da contracção de 2,9% registada no primeiro trimestre do ano. 

 

Entre as várias empresas que já apresentaram resultados até ao momento, 78% superou as estimativas dos analistas no que diz respeito aos lucros e 65% superou as estimativas de receitas, de acordo com os dados compilados pela Bloomberg.

 

Os índices norte-americanos beneficiaram ainda dos dados da inflação divulgados ontem, que estão a criar expectativas que a Reserva Federal não seja levada a subir os juros num futuro próximo. O custo de vida nos Estados Unidos subiu 0,3% em Junho, ficando enquadrado nas expectativas dos 85 economistas consultados pela Bloomberg, que apontavam para um intervalo entre uma quebra de 0,2% e uma subida de 0,4%.

 

A presidente da Fed, Janet Yellen, garantiu recentemente que os juros permanecerão baixos por um "período de tempo considerável" depois de o banco central norte-americano terminar o seu programa de compra de activos, o que deverá acontecer em Outubro.

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