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Tensões entre EUA e Irão derrubam Wall Street. Tecnológicas sob pressão

Após duas sessões de recuperação nas tecnológicas, o "rally" voltou a ser interrompido com a escalada de tensões entre EUA e Irão. Dados económicos continuam a apontar para grande resiliência do mercado laboral.

Wall Street.
Wall Street. AP / Richard Drew
19 de Fevereiro de 2026 às 21:23

Os principais índices norte-americanos terminaram a sessão em território negativo, num dia em que uma escalada nas tensões entre Irão e EUA acabou por interromper um "rally" de recuperação nas ações tecnológicas. Depois de a Agência Internacional de Energia Atómica ter alertado que a a janela de oportunidade para Teerão alcançar um acordo diplomático está a fechar, Donald Trump confirmou que os próximos dez dias vão ser determinantes - e que o país do Médio Oriente está num "ponto quente" neste momento. 

S&P 500 terminou a sessão com perdas de 0,28% para 6.861,89 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite deslizou 0,31% para 22.682,73 pontos e o industrial Dow Jones cedeu 0,54% para 49.395,16 pontos. Os três índices encerraram a negociação de quarta-feira em território positivo, mas com os ganhos a serem limitados pela divulgação das atas da Reserva Federal (Fed), que demonstraram uma divisão interna entre os seus membros quanto ao futuro da taxa de juro diretora dos EUA - com 

O otimismo acabou por desvanecer-se de vez quando os EUA e o Irão começaram a intensificar os exercícios militares na região. Washington reforçou a presença de navios militares em águas próximas ao país do Médio Oriente, enquanto Teerão decidiu conduzir alguns exercícios navais com a Rússia que restringiram, de forma temporária, alguns embarques através do Estreito de Ormuz — um ponto crucial para as exportações de petróleo. 

"Neste momento, as ações não refletem as tensões entre os EUA e o Irão. [As movimentações de hoje] parecem adequadas", explica Dennis Follmer, analista da Montis Financial, à Bloomberg. No entanto, o analista afirma que "dada a probabilidade de uma solução diplomática e o facto de a volatilidade resultante de um conflito armado real ser bastante contida", "quaisquer alterações na carteira são injustificadas", acrescenta. 

As tensões geopolíticas voltam, assim, a ser o tema dominante entre os investidores, depois de várias sessões a avaliar a existência de uma "bolha" nas ações de inteligência artificial (IA) e o impacto que esta tecnologia poderá ter nos modelos de negócio mais tradicionais - tanto fora do setor tecnológico como dentro. Apesar de uma recuperação nos últimos dias, estes receios fizeram com que o S&P 500 ficasse bastante atrás dos seus pares europeus e asiáticos no acumulado deste ano.

Os investidores estiveram ainda atentos a uma nova fornada de dados económicos. Os pedidos de subsídio de desemprego caíram na maior magnitude desde novembro, alimentando a narrativa de que o mercado laboral está mais resiliente. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Walmart acelerou 1,38%, apesar de a maior retalhista dos EUA, agora liderada por John Furner, ter projetado um crescimento da receita líquida que ficou abaixo das estimativas dos analistas. No entanto, o programa de recompra de ações anunciado, avaliado em 30 mil milhões de dólares, foi o suficiente para animar os investidores.

Já o EBay ganhou 3,13%, depois de a empresa ter revelado as suas previsões para o primeiro trimestre deste ano, que ficaram acima das expectativas, e após ter anunciado a aquisição do "marketplace" Depop por 1,2 mil milhões de dólares à rival Etsy. 

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