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Wall Street no vermelho com dúvidas sobre datas da trégua Trump-Jinping

As principais praças norte-americanas começaram a sessão em terreno negativo pressionadas pelas dúvidas dos investidores quanto às datas para a trégua negociada entre os Estados Unidos e a China.

Os mercados mundiais estão cada vez mais repletos de prodígios e situações extraordinárias e a forte diminuição da volatilidade observada em todas as classes de activos em 2017 não foi excepção. Os mínimos históricos dos índices de volatilidade VIX e MOVE são conjugados com máximos de sempre nas bolsas e no imobiliário. Resultado: um barril de pólvora que poderá levar o índice norte-americano S&P 500 a afundar 25% – e num rápido movimento, como um “flash crash” (queda repentina). Todo um conjunto de fundos de curta volatilidade será completamente varrido do mapa, surgindo uma nova figura: o outrora desconhecido operador de volatilidade de longo prazo, a obter retornos de 1.000% e a tornar-se rapidamente uma lenda.
reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 04 de Dezembro de 2018 às 14:35
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O índice Dow Jones abriu a sessão desta terça-feira, 4 de Dezembro, a perder 0,34% para 25.737,74 pontos, seguido pelo Nasdaq Composite a recuar 0,47% para 7.406,406 pontos e pelo Standard & Poor's 500 a resvalar 0,24% para 2.783,64 pontos.

A penalizar o sentimento em Wall Street estão as dúvidas dos investidores quanto às datas da trégua comercial acordada entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, respectivamente Donald Trump e Xi Jinping. Depois das subidas ontem registadas após Trump e Jinping terem decidido suspender por 90 dias as taxas aduaneiras reforçadas de 25%, entretanto a Casa Branca deu indicações dúbias quanto à data para a entrada em vigor dessa suspensão de três meses. 

Também a suscitar dúvidas estão as obrigações soberanas norte-americanas de curto prazo, que seguem a valorizar de forma acentuada esta terça-feira, com as correspondentes taxas de juro ("yields") a registarem quedas. Este é um sinal de que os investidores estão com dúvidas em relação ao futuro mais próximo, o que pode estar relacionado com a previsão de volatilidade, explica a Reuters.

Entre as cotadas que mais pressionam destaque para a Apple, que perde 1,99% para 181,14 dólares, isto depois de um dos fornecedores (Cirrus Logic Inc) da gigante tecnológica ter cortado as estimativas de receitas, o que adensa a possibilidade de estar a diminuir a procura de iPhones. 

(Notícia actualizada às 14:45)
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