Bolsa Wall Street recupera com suspensão de sanções à Huawei por três meses

Wall Street recupera com suspensão de sanções à Huawei por três meses

Os investidores estão a aplaudir a decisão do Departamento de Comércio dos EUA, que suspendeu as sanções a aplicar à chinesa Huawei por um prazo de três meses.
Wall Street recupera com suspensão de sanções à Huawei por três meses
Reuters
Rafaela Burd Relvas 21 de maio de 2019 às 14:36
As bolsas norte-americanas abriram esta terça-feira, 21 de maio, a recuperar das quebras registadas na última sessão, numa altura em que o desempenho dos mercados acionistas tem sido condicionado pelos desenvolvimentos da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

O índice de referência S&P 500 abriu a valorizar 0,67% para os 2.859,31 pontos, enquanto o industrial DoW Jones avança 0,5% para os 25.802,37 pontos. Já o tecnológico Nasdaq, que na segunda-feira foi o mais penalizado pelas decisões do governo de Donald Trump em torno da chinesa Huawei, está agora a subir 0,95% para os 7.775,50 pontos.

A contribuir para estas subidas está, sobretudo, o setor tecnológico, que avança mais de 1% e recupera, assim, da quebra de 1,75% registada na última sessão. As grandes tecnológicas seguem todas a valorizar, com destaque para a Qualcomm e a Intel, duas das empresas que tinham anunciado corte de relações com a Huawei para cumprir com a ordem executiva, que estão agora a subir mais de 1%.

Este movimento acontece depois de, ao final do dia de segunda-feira, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos ter anunciado que irá conceder um prazo de três meses para que as empresas norte-americanas continuem a negociar com a Huawei, permitindo-lhes manter, para já, as redes e equipamentos existentes, bem como as atualizações de software.

Apesar de o fundador da Huawei ter já garantido que esta medida terá um impacto diminuto, a mesma está a ser bem recebida pelos investidores, que veem na decisão um sinal de abertura da administração de Donald Trump, ainda que o conflito entre as duas maiores economias do mundo não tenha, para já, fim à vista.

Do lado das quedas, destaque para a Tesla, que prolonga as quedas registadas na segunda-feira e cai agora mais de 1% para mínimos de dezembro de 2016. A produtora automóvel continua a reagir ao anúncio de Elon Musk, que enviou um memorando aos seus funcionários a revelar que a Tesla tem liquidez para apenas mais dez meses de funcionamento.

Notícia atualizada às 14h49 com mais informação.



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