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Wall Street "vive West Side Story" e fecha no vermelho. "Yield" da dívida perto dos 4%

Wall Street terminou o dia em terreno negativo, apagando a breve e cautelosa recuperação sentida no início da sessão liderada pelas tecnológicas. A "yield" da dívida a dez anos está perto de renovar máximos de 2010.

O fenómeno é conhecido dos mercados financeiros, mas pouco compreendido. Os gastos com o início do ano escolar e a revisão de projeções dos analistas podem estar entre os fatores.
Brendan McDermid/Reuters
Fábio Carvalho da Silva fabiosilva@negocios.pt 26 de Setembro de 2022 às 21:21
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Wall Street terminou o dia em terreno negativo, apagando a breve e cautelosa recuperação sentida no início da sessão, liderada pelas tenológicas.

O movimento de endurecimento monetário em todo mundo e a possibilidade de recessão, frisados pelas declarações de vários membros da Reserva Federal norte-americana (Fed), a par do caos nos mercados do Reino Unido aprisionou os três principais índices dos EUA no vermelho.

O industrial Dow Jones perdeu 0,93% para 29.313,26 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 0,88% para 3.660,76 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite derrapou 0,47% para 10.816,59 pontos. 

O" sell-off" que se sentiu no final da semana passada continuou durante esta segunda-feira.

Os investidores estiveram a digerir a declaração do Banco de Inglaterra que assegurou, horas depois da queda da libra para mínimos históricos contra o dólar de que "hesitará em alterar as taxas de juro".

Por sua vez, vários membros da Fed proferiram palavras com um tom "hawkish". A presidente do banco central em Boston frisou que é necessário continuar o caminho de endurecimento da política monetária para controlar a inflação.

Susan Collins alertou ainda que este processo irá exigir a perda de alguns empregos. Também o presidente da Fed em Atlanta, Rafael Bostic, avisou que o banco central ainda tem um longo caminho a percorrer para controlar a inflação.

"Parece um 'remake' do West Side Story, com um gangue de membros do banco central a perseguir o mercado de trabalho que se recusa desistir", brincou Mike Bailey, diretor do departamento de "research" da FBB Capital Partners em declarações à Bloomberg.

Para o especialista, "[Jerome] Powell e [Andrew] Bailey estão a tentar desacelerar a economia, mas a minha sensação é que os empregadores estão a tentar manter o maior número de trabalhadores. "Então quase temos uma luta entre banqueiros centrais e empregadores", acrescentou.

No mercado da dívida, os juros das obrigações norte-americanas a dez anos escalaram 21,3 pontos base para 3,898%, estando muito próximo da fasquia dos 4%, ultrapassada pela última vez em 2010.
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