Dividendos 160 mil acionistas do BCP recebem hoje primeiro dividendo desde 2010

160 mil acionistas do BCP recebem hoje primeiro dividendo desde 2010

Por cada ação os investidores recebem 0,2 cêntimos. A rendibilidade é pouco superior a 1%.
160 mil acionistas do BCP recebem hoje primeiro dividendo desde 2010
Miguel Baltazar
Nuno Carregueiro 11 de junho de 2019 às 08:00

Nove anos depois, o Banco Comercial Português volta a remunerar os seus acionistas com o pagamento de dividendos. É esta terça-feira, 11 de junho, que o banco liderado por Miguel Maya paga 0,2 cêntimos por cada ação detida, uma remuneração que representa uma rentabilidade pouco acima de 1%.

 

No total o BCP vai entregar 30,2 milhões de euros aos seus quase 160 mil acionistas. No final de 2018 o banco tinha 159.670 acionistas, sendo que a grande parte deles são individuais. O banco tem 152.170 pequenos investidores, que em conjunto controlam 22,67% do capital da instituição financeira, fazendo do banco a cotada portuguesa com um maior número de acionistas particulares.

 

Um pequeno investidor que tenha em carteira mil ações do BCP, recebe hoje uma remuneração bruta (sem pagamento de impostos e comissões) de 2 euros.

 

Entre os acionistas do BCP encontram-se ainda os colaboradores (2.781 detêm ações), acionistas institucionais (323), qualificados (4) e outras empresas (4.392).

 


Os dividendos que o BCP entrega hoje aos acionistas correspondem a 10% dos lucros que o banco obteve no ano passado. O objetivo passa por aumentar esta fatia para 40%.

 

"Em função dos objetivos estratégicos apresentados e na correspondente evolução em termos de necessidades de capital existe um objetivo aspiracional de a partir de 2021 apresentar um payout ratio de 40%, sendo, todavia, a decisão final sempre decorrente da política acima referida", explica o banco no relatório e contas de 2018.

 

Em 2010, o banco pagou um dividendo de 19 cêntimos por ação, um valor que ajustado aos aumentos de capital entretanto realizados corresponde um dividendo de 8,5193 cêntimos.  

 

"O dividendo de 10% é muito importante para sinalizar ao mercado a normalização do banco, mas com prudência, porque os desafios continuam a ser relevantes", afirmou Miguel Maya, CEO do BCP, durante a apresentação de resultados de 2018, em fevereiro.




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