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Nos entra nas "balas de prata" do Haitong

A lista das acções preferidas do Haitong na Península Ibérica continua a ter três cotadas portuguesas. Sai a Corticeira Amorim e entra a Nos.

Miguel Baltazar/Negócios
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 13 de Julho de 2017 às 07:54
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O Haitong publicou esta quinta-feira, 13 de Julho, a lista das acções preferidas para a Península Ibérica para o terceiro trimestre, que o banco apelida de "balas de prata".  

 

A principal novidade diz respeito à entrada da Nos, que substitui outra cotada portuguesa, a Corticeira Amorim. A Sonae e os CTT continuam a integrar a lista, que passa também a incluir as espanholas Ebro Foods e Hispania (a Indra permanece e sai a Euskatel e a Acciona).  

No research publicado hoje, a que o Negócios teve acesso, o Haitong justifica as escolhas das três novas cotadas pelo facto de estarem ligadas a um evento específico, que as pode levar a apresentar "um desempenho superior nos próximos três meses".

 

No segundo trimestre, a carteira de acções incluídas nas "balas de prata" registou uma valorização de 9%, que compara com o retorno de 7% do PSI-20 e 1% do IBEX, um desempenho explicado sobretudo pelas valorizações da Corticeira Amorim (21,4%) e CTT (16,1%). 

Nos tem o maior potencial  

 

Entre as seis cotadas que integram agora a carteira das "balas de prata" do Haitong, a Nos é a que apresenta o potencial de valorização mais elevado. O banco tem um preço-alvo de 7,10 euros para as acções da companhia liderada por Miguel Almeida (na foto), o que confere um potencial de 35%. Seguem-se a Sonae, Ebro Foods, CTT e Indra, sendo que a Hispania é a única com um potencial abaixo de 20%.

 

O Haitong justifica a escolha da Nos por acreditar que a empresa vai cumprir as metas a que se propôs, sendo que os resultados do primeiro trimestre "foram um passo na direcção certa e esperamos que o segundo trimestre consolide este caminho".

 

Os analistas do banco esperam que a Nos continue a melhorar as receitas e o EBITDA, "evidenciando os fortes fundamentais" da cotada. Apesar de ter ficado "decepcionado" no início do ano com o facto de a Nos não ter realizado o Dia do Investidor (onde dá feedback aos investidores e analistas sobre a evolução do negócio e perspectivas para o futuro), o Haitong diz agora que "o cumprimento dos objectivos ao nível operacional é a chave para reganhar a confiança" dos investidores.

 

Já a Sonae continua a ser uma "bala de prata" porque, "além da avaliação atractiva, pensamos que 2017 pode ser um ano marcado pela melhoria da rentabilidade da Sonae SR (retalho não alimentar)". As melhorias são esperadas ao nível das unidades de produtos electrónicos (Worten) e artigos desportivos (Sport Zone), sendo que o Haitong espera também uma recuperação no EBITDA da Sonae MC (supermercados). O preço-alvo para a Sonae é de 1,18 euros, o que confere um potencial de subida de 24%.

 

Quanto aos CTT, o Haitong diz que as acções foram "penalizadas em demasia devido ao fraco desempenho dos resultados de 2016", o que "pode ser revertido em 2017", com o contributo do aumento dos preços do correio. "Vemos os CTT como um título valioso, comum ‘dividend yield’ para 2017 de cerca de 9%, que se situa bem acima dos pares", refere o Haitong.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro. 

 
(notícia actualizada às 8:40 com mais informação)

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