Juros da casa retomam tendência de descida. Valor é o mais baixo desde março de 2023
Em abril, a taxa de juro implícita do crédito à habitação voltou a descer, depois de uma interrupção em março, para 3,077%. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, verificou-se uma subida.
Após terem registado em março - o primeiro mês de guerra no Médio Oriente - a primeira subida desde janeiro de 2024, os juros implícitos da casa retomaram em abril a tendência de descida que se verificava desde fevereiro de 2024. No conjunto dos contratos de crédito, houve uma descida mensal de 1,1 pontos-base para 3,077% - o valor mais baixo desde março de 2023 - de acordo com os dados publicados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Nos contratos celebrados nos últimos três meses já houve uma subida ligeira para 2,833%.
Estes valores retomam assim a tendência que vinha sendo registada desde o máximo atingido no início de 2024, de 4,657%. Até abril, registou-se uma redução acumulada de 157,8 pontos-base, uma redução que tem acompanhado a evolução das Euribor - que dependem da fixação de taxas de juro pelo Banco Central Europeu (BCE) - e que no mês passado tinha sido interrompida numa primeira reação a uma possível subida de juros do BCE.
Na finalidade de aquisição de habitação, o mais relevante no conjunto do crédito à habitação, a taxa de juro implícita também desceu 1,2 pontos base para 3,074%, mas nos contratos celebrados nos últimos três meses subiu 0,6 pontos base para 2,829%.
O valor médio da prestação subiu para 404 euros, o valor mais alto desde outubro de 2024, superior em dois euros face ao mês anterior e oito euros acima do registado em abril de 2025, mantendo a tendência do mês passado. A fasquia dos 400 euros foi superada pela primeira vez desde fevereiro de 2025 em março. "Do valor da prestação, 197 euros (48,8%) correspondem a pagamento de juros e 207 euros (51,2%) a capital amortizado. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação aumentou dois euros, fixando-se em 702 euros (subida de 13% face ao mesmo mês do ano anterior)", indica o INE.
Já o capital médio em dívida subiu 536 euros comparativamente ao mês anterior, elevando-se para 77.614 euros. Para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio em dívida foi 177.057 euros, mais 1.219 euros que em março.
Notícia atualizada às 11:25h