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Colapso da FTX chega ao futebol: Chelsea perde patrocinador cripto

Depois da especulação nas redes sociais de que a Amber estaria para cair devido ao "crash", a empresa está a levar a cabo uma estratégia de redução de custos que inclui mudança de escritórios, despedimentos e fim do acordo com o clube britânico.

Lusa/EPA
Fábio Carvalho da Silva fabiosilva@negocios.pt 09 de Dezembro de 2022 às 10:03

O colapso da FTX continua a fazer estragos no mercado cripto e não só. A Amber, plataforma asiática de investimento e empréstimos cripto, vai despedir trabalhadores, encerrar operações e colocar um ponto final no patrocínio ao Chelsea.


O Chelsea FC e a Amber anunciaram uma parceria em maio que inclui um logótipo na manga das camisolas dos jogadores do clube britânico durante a época que está a decorrer.

Na altura o acordo de "sponsorship" foi avaliado em 20 milhões de libras por ano (23,21 milhões de euros por ano à taxa de câmbio atual). A empresa já está a tomar as medidas legais para pôr fim ao contrato.

Estas decisões fazem parte de uma estratégia de redução de custos, de acordo com uma fonte com conhecimento do processo, citada pela Bloomberg. A empresa tem vindo a reduzir o número de trabalhadores. Se há algum tempo, a plataforma chegou a contar com um pico de 1.100 funcionários, atualmente conta com 700 que, por sua vez, são ser reduzidos para 400.

A estratégia vai também passar pela saída do mercado a retalho, focando-se sobretudo em investidores com grandes fortunas, institucionais e empresas familiares, o que deve reduzir o "target" de milhares de utilizadores apenas par a ordem das centenas, de acordo com a mesma fonte.

A plataforma vai ainda mudar-se para escritórios mais baratos em Hong Kong e fomentar o teletrabalho, de forma a cortar custos, sendo de esperar que sejam encerradas alguns escritórios em mercados de menor dimensão.

O novo plano da empresa não é no entanto uma novidade, pelo menos na internet já se especulava que a Amber seria a próxima peça a cair no dominó da FTX, depois de alguns "players" do setor terem mesmo fechado as portas ou pedido proteção contra credores. A especulação levou mesmo um dos executivos da empresa a acalmar os ânimos no Twitter.

A Amber tem passado por tempos difíceis. Em novembro, um dos cofundadores da plataforma, Tiantian Kullander, faleceu com apenas 30 anos, enquanto dormia.

A plataforma foi lançada em 2018, por um grupo de pessoas do qual faziam inclusivamente parte investidores do Morgan Stanley. A empresa arrecadou em ronda privada de investimento 200 milhões de dólares em fevereiro, o que a avaliou em três mil milhões. Esta semana, a Bloomberg deu conta que a empresa tinha suspendido uma nova ronda de 100 milhões de dólares.

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