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5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Esta terça-feira, a Pharol vai estar a reagir ao agravar de prejuízos de 2017 e o BCP também estará em foco devido às várias informações sobre o banco que foram conhecidas ontem. A apresentação de contas do primeiro trimestre, que por cá arranca na quinta-feira com a Jerónimo Martins, segue a todo o vapor no resto da Europa e nos EUA.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 24 de Abril de 2018 às 07:30
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Pharol reage às perdas de 2017

A Pharol registou perdas de 806,5 milhões de euros no ano passado, contra prejuízos de 61,9 milhões um ano antes, isto num ano que ficou marcado pelas alterações contabilísticas registadas pela Pharol no seu investimento na operadora brasileira Oi – onde detém 27,5% do capital através da sua subsidiária Bratel. Considerando os efeitos dos ajustes contabilísticos apresentados pela Oi, o resultado líquido da Pharol foi então negativo em 806,5 milhões de euros. Sem esses efeitos, a empresa liderada por Palha da Silva teria tido perdas de 13,5 milhões de euros.

Os 27,5% que a Pharol detém na Oi poderão diminuir para 7,66% após a conversão em capital de 72,12% da dívida suportada pelos credores, no âmbito do processo de recuperação judicial da operadora brasileira, referiu a Valor Econômico no passado dia 13 de Abril. A Pharol foi uma das cotadas que mais brilho deu à bolsa na sessão de ontem, tendo encerrado em alta pelo quarto dia consecutivo, a somar 6,32% para 22,7 cêntimos. Hoje conseguirá manter a tendência das últimas jornadas?


 

Novidades do BCP no radar dos investidores

O BCP deverá estar a reagir em bolsa às notícias divulgadas ontem após o fecho da praça lisboeta. O banco liderado por Nuno Amado adiou de 15 para 30 de Maio a data para eleição da administração, já que, do anterior mandato, ficaram três administradores por entrar em funções no BCP, pendentes do processo de avaliação do BCE.

Além disso, foi também ontem anunciado que a Sonangol terminou 2017 com 19,49% do capital do BCP. A petrolífera angolana tinha autorização do Banco Central Europeu para superar a fasquia dos 20% até ao final de 2017, mas acabou por não a ultrapassar.


Ainda ontem, foram também divulgadas as remunerações de 2017 no BCP, sendo que a administração do banco ganhou mais 81% com fim da ajuda do Estado. Com efeito, a devolução da ajuda estatal permitiu ao BCP acabar com os cortes salariais em Junho. Só a remuneração de Nuno Amado aumentou para 631 mil euros.


 

Juros a 10 anos nos EUA: é hoje que chegam aos 3%?

Os juros da dívida a 10 anos dos EUA atingiram ontem um máximo de quatro anos ao tocarem nos 2,998% devido aos receios de aceleração da inflação numa altura em que os preços do petróleo continuam a subir – o que faz com que os investidores desviem aplicações do mercado accionista para o obrigacionista, se bem que as cotadas da banca se vejam beneficiadas com a subida das "yields".

A dívida com vencimento a 10 anos está assim muito perto dos 3%, um nível que há alguns meses assustou os investidores. No entanto, nem todos estão receosos. Jeff Kravetz, estratega do U.S. Bank Wealth Management, comentou à Reuters que embora a subida dos juros das obrigações torne as acções menos atractivas, o facto de se esperar uma época robusta de apresentação dos resultados trimestrais das cotadas ajuda a contrabalançar. Na opinião de Kravetz, as obrigações só irão competir verdadeiramente com as acções quando as "yields" chegarem aos 4%.


 

Wall Street reage à Alphabet enquanto espera pelas restantes tecnológicas

A Alphabet, casa-mãe da Google, registou no primeiro trimestre deste ano lucros e receitas acima do esperado pelos analistas, apesar dos receios em torno da privacidade dos utilizadores. A justificar estiveram os melhores preços publicitários e a contabilização de ganhos com investimentos em start-ups. Os lucros do primeiro trimestre da empresa liderada por Larry Page ascenderam a 9,4 mil milhões de dólares, ou 13,33 dólares por acção, superando assim as estimativas médias de 6,56 mil milhões (9,28 dólares por acção) apontadas pelos analistas inquiridos pela Thomson Reuters.

Esta semana teremos outras gigantes norte-americanas das tecnologias a reportarem as suas contas, como é o caso do Facebook, Twitter, Microsoft e Amazon.


 

Na Europa, contas seguem de vento em popa

Nos EUA, a época de apresentação de resultados do primeiro trimestre começou há duas semanas, com a banca em força. No Velho Continente, é agora que a divulgação de contas começa a ganhar ímpeto e a banca estará em destaque. Ontem foi a vez do UBS, hoje será o Santander e no resto da semana teremos ainda outras instituições financeiras a confessarem-se ao mercado, como o Barclays, Lloyds, Deutsche Bank e Credit Suisse. Lá fora, destaque ainda, neste sector, para a Visa, Nomura e Bank of China.

Mas há outras indústrias a sobressair esta semana na Europa e nos EUA, como a automóvel, aeronáutica e petrolífera, com as contas de Janeiro a Março a serem reportadas por empresas como a Volvo (esta terça-feira), Daimler, Honda e Volkswagen; Lockheed Martin (também hoje), Airbus, Boeing e Caterpillar; e Royal Dutch Shell, Total, Exxon e Chevron; além da Coca-Cola, PepsiCo e Starbucks.

 

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