5 coisas que precisa de saber para começar o dia
O mercado anseia por desenvolvimentos sobre as negociações entre os Estados Unidos e a China para perceber se a tendência de recuperação nas bolsas tem pernas para a andar. Hoje poderão surgir novidades e vão ser publicados dados económicos relevantes nos EUA e na Alemanha.
EUA e China retomam negociações
Uma delegação de alto nível dos Estados Unidos vai estar na China para negociações sobre as tarifas com oficiais chineses. Estas conversações ocorrem depois de Donald Trump e Xi Jinping terem acordado uma trégua na guerra comercial, no encontro do G20, no início de dezembro. Durante a semana, representantes da negociação comercial norte-americana reúnem-se com oficiais europeus e japoneses, em Washington, nos EUA. É elevada a expectativa de que será desta que o caminho fica livre para ser fechado um acordo comercial entre as duas maiores potências mundiais.
Mais dados positivos nos EUA?
O relatório sobre o mercado de trabalho, revelado na sexta-feira, deu sinais bem positivos sobre a economia norte-americana, afastando receios sobre um abrandamento pronunciado na maior economia do mundo. Hoje serão revelados mais dados que podem reforçar (ou colocar em causa) esta tendência. Serão conhecidas as encomendas às fábricas em novembro e também a evolução do índice ISM para o setor dos serviços em dezembro. Os economistas apontam para uma subida de 0,5% das encomendas (-2,1% no mês anterior) e uma degradação do índice de 60,7 para 54,6 pontos.
Maior economia europeia está a abrandar
Na Europa os dados económicos têm sido negativos neste arranque de ano. A Alemanha tem dados sinais de enfraquecimento, sobretudo ao nível das exportações. Esta manhã o Governo germânico revela dados sobre as encomendas às fábricas no país, o que poderá confirmar (ou não) se a economia europeia continua a abrandar. Os economistas apontam para uma queda em cadeia de 0,4% em novembro, depois do aumento de 0,3% no mês anterior.
Bolsas mantêm tendência de recuperação?
A semana passada terminou da melhor forma para os mercados acionistas, que recuperaram em força das quedas sofridas nas últimas semanas. Os índices em Wall Street marcaram ganhos de cerca de 3%, apoiados nos dados económicos positivos (subida do emprego), declarações positivas do presidente da Fed (prometeu política monetária flexível) e perspetivas animadoras sobre um acordo comercial EUA/China. Esperam-se desenvolvimentos sobre estes três temas nos próximos dias (Jerome Powell), que deverão condicionar o rumo dos mercados acionistas.
Ações da Inapa reagem a venda da posição da CGD
Foi já depois do fecho da sessão de sexta-feira, 4 de Janeiro, que a Inapa anunciou que a Caixa Geral de Depósitos vendeu a totalidade da participação que tinha na empresa. O Estado pagou 15,8 milhões de euros por 148.888.866 ações preferenciais sem direito de voto de que o banco estatal era titular, representativas de 49,47% do total das ações preferenciais sem voto emitidas e de 33,01% do capital social da Inapa. O preço unitário é de 10,6 cêntimos, acima dos 10 cêntimos a que estes títulos negociaram pela úlitma vez em bolsa. As acções ordinárias fecharam na sexta-feira nos 7,92 cêntimos. Na semana passada a Inapa disparou 29,8% em bolsa, sendo que só hoje as ações (ordinárias e preferenciais) vão reagir ao comunicado oficial que a empresa colocou na CMVM no fecho de sexta-feira.