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Bancos centrais compram recorde de 15,7 mil milhões em ouro

Os bancos centrais têm apostado no metal precioso numa altura em que a terra-mãe do ativo-refúgio "rival", o dólar, protagoniza vários conflitos comerciais.

Dario Pignatelli/Bloomberg
Negócios jng@negocios.pt 01 de Agosto de 2019 às 16:50
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Os bancos centrais amealharam 15,7 mil milhões de dólares de ouro durante o primeiro semestre do ano.

O conselho Global de Ouro (World Gold Council) revelou os números esta quinta-feira, 1 de agosto. Os líderes das compras foram os bancos centrais da Polónia, China e Rússia. No total, foram adquiridas 374 toneladas do metal precioso, a quantidade mais elevada de sempre comprada por instituições públicas, segundo o Financial Times. Desta forma, os bancos centrais foram responsáveis por um sexto da procura total de ouro de janeiro até junho.

O objetivo das instituições terá sido o de diversificar as reservas, num contexto em que as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China afetam o interesse pelo dólar. O recorde de aquisições é alcançado depois de, no ano passado, as compras de ouro terem ultrapassado pela primeira vez as quantidades amealhadas na época em que era possível anexar o ouro à divisa de cada país – isto é, 1971.

A mudança de atitude perante o metal amarelo foi sinalizada recentemente quando o Banco Central Europeu decidiu terminar com um acordo que limitava as vendas de ouro.

A procura pelo ouro aumentou 8% no segundo trimestre, em comparação com o mesmo período do ano anterior, para as 1.123 toneladas. A encorajar estiveram os discursos dos vários bancos centrais, que sinalizaram políticas monetárias expansionistas e possíveis alívios nos juros – uma opção que acabou por ser confirmada pela Fed esta última quarta-feira, 31 de julho, que ficou marcada pela primeira descida de juros pelo banco central americano em 10 anos. A instabilidade política e os preços crescentes também contribuem para atrair os investidores.  

O ouro segue a somar 0,12% para os 1.415,48 dólares por onça, ainda acima da fasquia dos 1.400 dólares, a qual atingiu em junho pela primeira vez em seis anos.

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