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Berenberg nomeia Jerónimo Martins "vencedora estrutural" e recomenda "compra"

A Jerónimo Martins é destacada pela Berenberg na avaliação que lhe é concedida face à concorrente francesa Carrefour.

A dona do Pingo Doce é a quarta cotada do PSI-20 que mais valoriza em 2018, depois de em 2017 já ter registado um desempenho acima da média. Uma prestação que levou a cotação das acções a superar o preço-alvo médio que os analistas atribuem à Jerónimo Martins (16,42 euros). O potencial de queda é assim de 3%, sendo que a empresa liderada por Pedro Soares dos Santos é das que melhor desempenho apresenta neste período de turbulência nas bolsas.
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 12 de Junho de 2019 às 07:42
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A Berenberg iniciou a avaliação da portuguesa Jerónimo Martins com a recomendação de "compra", com a justificação de que Portugal e Polónia – dois mercados onde esta retalhista está presente – são os "mercados de mercearia mais apelativos estruturalmente".

A Berenberg atribui o preço-alvo de 17,10 euros à Jerónimo Martins, distinguindo-se da média de 14,57 euros que considera os restantes analistas consultados pela Bloomberg. O potencial de valorização desta avaliação é de 17,2%.

A empresa liderada por Soares dos Santos, de acordo com a nota de "research" citada pela Bloomberg, é descrita como "uma vencedora estrutural, a entrar num período de dissipação das forças adversas e uma aceleração das forças a favor na Polónia, com potencial para gerar uma inflexão dos lucros e promover a expansão com uma valoração gradual noutros mercados".

A visão favorável sobre a Jerónimo Martins torna-se mais evidente face às previsões lançadas ao par francês Carrefour que, de acordo com a Berenberg, enfrentará "desafios estruturais e de concorrência em vários mercados". França, ao contrário de Portugal e da Polónia, é um país que a casa de investimento coloca no lado oposto do espetro no que toca à atractibilidade do mercado. A Carrefour recebe uma recomendação de "manter" e o preço-alvo é de 17 euros, contra a média de 19,23 euros avançadas pela média dos analistas acompanhados pela Bloomberg.

A Jerónimo Martins fechou na última sessão a descer 0,17% para os 14,58 euros, registando a primeira sessão no vermelho após seis consecutivas no verde. A cotação atual da empresa contrasta com os 10,30 euros com o qual a retalhista abriu o ano. Desde janeiro, a Jerónimo Martins conta uma valorização de 41,02%, depois de o ano passado ter terminado a perder 36,15%. 

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