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Bolsas e petróleo acentuam perdas com Coronavírus que já fez 80 vítimas mortais

Tal como o número de vítimas mortais provocadas pelo novo vírus chinês, também está a crescer a apreensão dos investidores com a acelerada propagação do coronavírus.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 27 de Janeiro de 2020 às 00:11
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À medida que o coronavírus se está a propagar de forma mais rápida, também cresce a reação negativa dos mercados financeiros. Este domingo as autoridades chinesas aumentaram o tom do alerta para a gravidade da situação, adiantando que a propagação do vírus está a acelerar.

 

Atualizaram também o número de vítimas mortais confirmadas, que é já de 80, numa altura em que há relatos de casos em mais de uma dezena de países em todo o mundo. Na noite deste domingo a televisão estatal chinesa revelou que na província de Hubei faleceram mais 24 pessoas, levando o número de vítimas a aproximar-se rapidamente da centena. A CCTV indicou também a existência de mais 371 pessoas infetadas nesta região onde está a cidade de Wuhanm, onde teve início este caso.

 

A espelhar o maior nervosismo dos investidores com a propagação do coronavírus, poucos minutos depois da abertura da negociação do mercado de futuros em Wall Street (23h00 em LIsboa), o contrato sobre o S&P500 descia 1,04% para 3.259,40 pontos e o petróleo afundava cerca de 3%.

 

Os futuros sobre os índices nipónicos estão também a afundar, fazendo antever uma sessão asiática no mercado. Os futuros sobre o WTI cedem 2,8% para 52,67 dólares e o Brent cede 2,44% para 59,21 dólares, devido ao impacto que a propagação do vírus poderá ter, sobretudo na já debilitada maior economia chinesa, que é a maior consumidora de petróleo do mundo.

 

A apreensão com a propagação do coronavírus já te tinha sentido na semana passada, sobretudo no final da sessão em Wall Street. Na sexta-feira as bolsas europeias até subiram e chegaram a negociar em máximos históricos, mas as notícias sobre o vírus levaram os índices norte-americanos ao vermelho, fechando mesmo com a queda semanal mais intensa desde outubro.

 


Os investidores temem sobretudo que o novo vírus chinês tenha o mesmo impacto do SARS de há 17 anos e que penalize a recuperação da economia global.

 

Para enfrentar a propagação mais rápida do vírus, as autoridades chinesas optaram por alargar o período de férias do novo ano que agora começou. Irá prolongar-se além de 30 de janeiro e ainda não há indicação de quando vai terminar. O primeiro-ministro Xi Jinping admitiu que a "situação é grave" e que a propagação do coronavírus" está a acelerar.

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