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Caixabank BPI baixa preço-alvo da Galp de olhos na transição energética e no dividendo

"As limitações decorrentes da covid-19 que estão por detrás das falhas na produção em 2020 devem persistir", prevê o CaixaBank BPI. A recomendação mantem-se "neutral", mas o preço-alvo desce de 12 euros para os 9,60 euros, em linha com a atual cotação.

O britânico Andy Brown trabalhou mais de 15 anos na Shell. Vai assumir a função de presidente executivo da Galp a partir de 19 de fevereiro.
Espera-se que o novo CEO reveja as oportunidades estratégicas que resultam do movimento de transição energética, diz o CaixaBnk/BPI Jiri Buller
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 18 de Fevereiro de 2021 às 10:31
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A Galp enfrenta dois grandes desafios: os efeitos da pandemia de covid-19 na economia e a transição energética. Neste contexto, o CaixaBank BPI optou por baixar o preço-alvo da cotada, enquanto aguarda novidades na sequência da apresentação de resultados que está marcada para a próxima semana. A atualização do dividendo será um dos tópicos chave, e os analistas veem margem para surpreender os investidores pela positiva. 

"A Galp perdeu o prémio de avaliação em relação ao setor à medida que a história de crescimento no upstream (exploração e produção de petróleo e gás natural) faz uma pausa", escrevem os analistas do CaixaBank BPI, numa nota a que o Negócios teve acesso. A recomendação mantem-se "neutral", mas o preço-alvo desce mesmo de 12 euros para os 9,60 euros.

Na ótica da mesma casa de investimento, "as limitações decorrentes da covid-19 que estão por detrás das falhas na produção em 2020 devem persistir", para depois, já em 2022, a produção atingir o seu pico – mesmo antes de o campo petrolífero de Tupi, no Brasil, entrar em fase de declínio.

Em paralelo, "os fundamentais do downstream mantêm-se fracos", com os inventários das refinarias "muito acima" dos níveis históricos, "pressionando as margens". As margens de 2021, de acordo com as previsões do CaixaBank, não deverão cobrir os custos fixos, já que a maioria das poupanças resultantes do fecho da refinaria em Matosinhos só deverá notar-se em 2022. No que diz respeito à área Comercial, terá pelo menos "um duro começo do ano", dada a nova onda de confinamentos, que reduz a mobilidade.

Mas nem tudo são más notícias. A política de dividendos deverá ser atualizada nos resultados do quatro trimestre, prevê o Caixabank BPI. Os resultados serão divulgados no dia 22 de fevereiro, ainda antes da abertura dos mercados, e a empresa estará numa chamada com os analistas a partir das 14h30. "Acreditamos que a Galp tem margem suficiente para oferecer um dividend yield acima da média e ao mesmo tempo investir no portefólio para a descarbonização", aferem os mesmos analistas.

Neste último ponto, os mesmos analistas consideram que uma "maior clareza" no caminho para a transição energética e novas medidas além das metas de renováveis serão "críticas" para avaliar a Galp como investimento.  Espera-se que o novo CEO reveja as oportunidades estratégicas que resultam do movimento de transição energética, "entrando, potencialmente, em novos mercados, o que poderia ser bem recebido pelo mercado".

As ações da Galp Energia sobem 0,19% para 9,596 euros, em linha com o novo preço-alvo do CaixaBank/BPI.

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