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Deutsche Bank exorta bancos centrais a "agirem rapidamente" para travar inflação

A crise desencadeada pela invasão da Ucrânia pela Rússia atingiu um novo pico quando a Gazprom anunciou este mês que suspendeu indefinidamente os fluxos de gás através do seu maior gasoduto para a Europa.

DWS, detida pelo Deutsche Bank, foi questionada pelo regulador alemão e norte-americano sobre a sustentabilidade dos seus fundos ESG
Lusa 07 de Setembro de 2022 às 13:44
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O presidente executivo do Deutsche Bank, Christian Sewing, exortou esta quarta-feira os bancos centrais a "agirem rápida e decisivamente" para controlarem a inflação, advertindo que a economia alemã está a caminho de uma recessão.

A maior economia da Europa está a "caminho de entrar" em recessão devido ao aumento da inflação, aos estrangulamentos no fornecimento de energia e à interrupção das cadeias de abastecimento globais, alertou Sewing durante um discurso realizado em Frankfurt, na Alemanha.

"Não seremos mais capazes de evitar uma recessão na Alemanha", prosseguiu.

Além disso, explicou que o Deutsche Bank acredita que a economia alemã é "resiliente o suficiente para lidar bem com a recessão", desde que os bancos centrais "atuem rápida e decisivamente".

A crise desencadeada pela invasão da Ucrânia pela Rússia atingiu um novo pico quando a Gazprom anunciou este mês que suspendeu indefinidamente os fluxos de gás através do seu maior gasoduto para a Europa.

A União Europeia está a procurar apresentar medidas para evitar que a crise do gás se transforme num colapso económico, sendo que os ministros da Energia vão realizar uma reunião de emergência em Bruxelas na sexta-feira.

"Quanto mais a inflação permanecer alta, maior será a tensão e maior será o potencial de conflito social", avisou Sewing.

O Banco Central Europeu (BCE) deverá aumentar as taxas de juros de referência quando se reunir na quinta-feira, com os economistas a esperarem um aumento da taxa de juro diretora de até 75 pontos base, segundo a agência financeira Bloomberg.
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