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Emissão de dívida a juros negativos "é um bom sinal", diz Marcelo

O Presidente da República destacou esta quarta-feira a emissão de dívida no valor 1.750 milhões de euros a juros negativos, que considerou "um bom sinal", salientando a importância dos mercados financeiros para a recuperação económica de Portugal.

RODRIGO ANTUNES
Lusa 20 de Maio de 2020 às 16:31
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"Hoje houve uma boa notícia, a dívida emitida hoje foi emitida a juro inferior às últimas emissões. E é uma dívida de curto prazo, em que as pessoas estão muito sensíveis a acreditar no que se passa neste momento na economia portuguesa. Isso é um bom sinal", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

Em declarações aos jornalistas à porta do restaurante "A Valenciana", em Lisboa, onde hoje almoçou num gesto de apoio ao setor da restauração, o chefe de Estado reiterou a ideia de que Portugal vai enfrentar "uma crise de anos" e só em 2022 voltará ao ponto em que estava antes da pandemia de covid-19 em termos económicos.

"Agora, como é que vai evoluir a situação? Vai depender muito do regresso à atividade económica, vai depender das exportações", referiu, acrescentando que também "vai depender naturalmente daquilo que os mercados pensam de Portugal".

No plano europeu, o Presidente da República voltou a manifestar expectativa na aprovação do projeto apresentado pela chanceler alemã, Angela Merkel, e pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, de um Fundo de Recuperação no valor de 500 mil milhões de euros para as economias afetadas pela pandemia de covid-19.

"É isso somado que nós queremos que nos permita - sabendo que a crise é uma crise para este tempo, até 2022 - que a recuperação seja mais rápida do que mais lenta. E é isso que se vai ver nos próximos meses", acrescentou.

O Estado português emitiu hoje dívida a seis e doze meses no valor de 1.750 milhões de euros, num duplo leilão de dívida realizado pela Agência da Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP).

Em Bilhetes do Tesouro a doze meses foram colocados mil milhões de euros, com uma taxa de -0,351% - no leilão de abril tinha sido de 0,038% - e a seis meses 750 milhões de euros com uma taxa de -0,411% - que compara com -0,089% do leilão de março.

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