Mercados Fitch baixa rating da Arábia Saudita face a risco de novos ataques à produção petrolífera

Fitch baixa rating da Arábia Saudita face a risco de novos ataques à produção petrolífera

Apesar da dívida da nação saudita se manter num patamar de alta qualidade, a eventualidade de novos ataques à produção ditou uma reavaliação em baixa da notação de crédito por parte da Fitch.
Fitch baixa rating da Arábia Saudita face a risco de novos ataques à produção petrolífera
Negócios 30 de setembro de 2019 às 15:28

A Fitch baixou o rating da Arábia Saudita um patamar – ainda que dentro da categoria de crédito de alta qualidade – tendo em conta a possibilidade de novos ataques que desestabilizem a produção, à semelhança do que aconteceu em meados de setembro.

 

O rating atribuído pela Fitch à dívida da nação saudita desceu de A+ para A, divulgou a agência esta segunda-feira, 30 de setembro. "A revisão em baixa reflete as crescentes tensões geopolíticas e militares na região do Golfo, a renovada avaliação da vulnerabilidade da estrutura económica da Arábia Saudita e a contínua deterioração do orçamento", lê-se a nota da Fitch, citada pela CNBC.

 

Os ataques às instalação da Saudi Aramco tiveram impacto em metade do volume de produção do país, o que equivale a 5% da oferta a nível mundial. Na altura, os preços do petróleo dispararam quase 20%, embora se seguissem algumas sessões de correção depois de avançada a data prevista para a recuperação dos danos.

 

Esta segunda-feira, o príncipe herdeiro e ministro da defesa da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman (na foto), disse que a guerra entre o seu país e o Irão poderia conduzir "a um colapso total da economia mundial" no caso de "o mundo não atuar de forma firme para deter o Irão". O líder saudita alertou ainda para um previsível "escalar de tensões" com a nação iraniana, embora tivesse assumido que "preferia não recorrer a ação militar".

 

As cotações da matéria-prima seguem a cair 1,42% para os 61,03 dólares, contando a segunda sessão consecutiva no vermelho. Numa semana de mais ua ronda de negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China, tal como de uma ameaça pendente de sanções de Washington sobre a Europa, os investidores seguem receosos quanto à evolução da procura.




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