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Goldman elege EDP como uma das melhores surpresas que aí vêm nas renováveis

O Goldman Sachs recomenda "comprar" tanto no caso da EDP como da EDP Renováveis. As ações continuam em alta na bolsa.

A Brand Finance fechou o ranking das 25 marcas mais valiosas em janeiro, mas a pandemia de covid-19 veio baralhar as contas, ainda que a EDP se mantenha como a mais valiosa.
Miguel Baltazar
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 13 de Outubro de 2020 às 11:17
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O Goldman Sachs analisou um conjunto de energéticas europeias e destaca a EDP como uma das empresas que tem maior potencial para surpreender no segmento das renováveis.

A EDP e a RWE são as "mais prováveis de surpreender o mercado pela positiva, em relação às suas metas, no que toca à capacidade de escalar as atividades em renováveis", tendo em conta o universo de empresas que é coberto por esta casa de investimento, lê-se numa nota de research à qual o Negócios teve acesso.

As "surpresas" devem verificar-se num horizonte de 6 a 12 meses, prevê o Goldman. No que toca à EDP, as previsões decorrem dos esforços da empresa para reduzir a alavancagem. A elétrica, em conjunto com a sua subsidiária de energias limpas, pôs em marcha um plano em dezembro do ano passado que reduz a dívida em 5 mil milhões de euros. A casa de investimento acrescenta que "uma aceleração nos investimentos em renováveis só pode acontecer se as empresas tiveram cash flows robustos e/ou acesso aos mercados de capitais".

Feita a análise, a EDP e a EDP Renováveis juntam-se à Enel e Iberdrola no grupo de players estabelecidos que possuem "capacidade demonstrada para escalar o negócio de renováveis e que têm atualmente espaço na folha de balanço para endividamento".

As várias medidas que se traduzem num alívio de 5 mil milhões no endividamento fazem com que o banco estime uma redução da dívida líquida/EBITDA para menos de 3,5x em 2021, abaixo da média dos pares. Neste cenário, "esperamos que a EDP acelere fortemente os investimentos orgânicos", afirma o Goldman, com uma "enorme aceleração no eólico e no solar", a anunciar em 2021.

O banco espera também ver incrementos na capacidade líquida da EDP Renováveis nos próximos cinco anos, de forma a passar dos atuais 0,9 gigawatts (GW) para os 2 GW.

Paralelamente, os "quasi pure plays" das renováveis, ou seja, empresas com grande percentagem destes ativos no seu portefólio mas nas as quais as energias limpas não chegam a cobrir a totalidade, estão "a negociar com um desconto significativo face aos atores puros", o que o Goldman considera "inconsistente", sobretudo porque no caso da EDP – assim como da RWE – o peso das renováveis está entre os 70% e os 75%.

Neste cenário, o Goldman Sachs recomenda "comprar" tanto no caso da EDP como da EDP Renováveis e vê a EDP como um "potencial alvo para aquisição". O preço alvo avançado para a EDP são os 5,40 euros e no caso da subsidiária de energias limpas está agora nos 18 euros. Há, contudo, alguns riscos a ter em conta, nomeadamente a possibilidade de um crescimento ou retorno abaixo do esperado no que toca a novas instalações, a desvalorização significativa de moedas estrangeiras como o dólar e o real, assim como o ambiente político na Península Ibérica.

As duas representantes do grupo EDP em bolsa têm valorizado significativamente desde o início da semana. A "mãe", liderada por Miguel Stilwell d’Andrade, segue a somar 3,15% para os 4,644 euros, depois de avançar numa medida semelhante na sessão anterior. Na sequência de uma subida de 3,35%, chegou a tocar esta terça-feira num máximo de 24 de fevereiro.

Já a EDP Renováveis voltou a renovar máximos históricos nesta sessão, na qual segue a ganhar cerca de 4%, mas já disparou 6,14% para os 17,28 euros. Isto, depois de no arranque da semana ter exibido uma subida de 8,98% para os 16,50 euros.

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