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Juros a dois anos descem para mínimos históricos

As taxas de juro implícitas nas obrigações portuguesas estão em queda em todos os prazos. Na maturidade a dois anos a "yield" já tocou num novo mínimo histórico, um comportamento que surge depois de a Moody’s ter subido o "rating" de Portugal.

Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 28 de Julho de 2014 às 13:47
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Os juros da dívida pública portuguesa estão a cair em todos os prazos no mercado secundário. As "yields" a dois anos recuam 5,5 pontos base para 0,739%, tendo chegado a recuar para 0,733%, o que corresponde ao nível mais baixo de sempre. A cinco anos a queda é de 16,3 pontos base para 2,082%, de acordo com as taxas genéricas da Bloomberg. A dez anos, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si cedem 7,6 pontos base para 3,564%.

 

O risco de Portugal, que é calculado através da diferença entre a taxa que os investidores exigem para transaccionarem dívida a dez anos de Portugal e da Alemanha - país que é visto como sendo o mais seguro mas que oferece um retorno menor – está também a descer, situando-se nos 240 pontos base.

 

Na última sexta-feira, 25 de Julho, a agência de notação financeira Moody’s reviu o "rating" de Portugal de Ba2 para Ba1, com uma perspectiva "estável". Esta melhoria, que deixa o "rating" de Portugal a apenas um nível de sair de lixo, é a segunda efectuada no espaço de menos de três meses.

 

A 9 de Maio a Moody’s tinha subido o "rating"  para Ba2, tendo na altura colocado a notação de Portugal em revisão com implicações positivas. É por isso que a Moody’s decidiu agora melhorar de novo o "rating" de Portugal, fora do calendário pré-definido para o fazer e numa altura em que o colapso do Grupo Espírito Santo voltou a colocar Portugal nos holofotes dos mercados pelas piores razões. Na nota onde anuncia esta revisão do "rating" de Portugal, a Moody's desvaloriza o impacto desta crise no GES, afirmando que as "incertezas que rodeiam o BES não deverão ter um impacto material" no Estado português.

 

A Moody’s dá conta das duas principais razões para a melhoria na notação financeira da dívida soberana da Portugal. A primeira deve-se ao facto de a agência esperar que "a consolidação orçamental permaneça no caminho certo, apesar das decisões desfavoráveis do Tribunal Constitucional". A Moody’s espera que a descida do défice "suporte uma redução gradual no nível muito elevado da dívida pública nos próximos anos". A segunda diz respeito à "confortável posição de liquidez" que o País apresenta, depois de ter reconquistado o acesso aos mercados financeiros criando uma "almofada de liquidez considerável" e terminado o programa e assistência financeira.

 

No mercado secundário de dívida, os juros da dívida do reino de Espanha estão igualmente numa trajectória descendente em todos os prazos, com a taxa a dez anos a deslizar 3 pontos base para 2,5%, o que também corresponde a um novo mínimo histórico.

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