Mercados Juros baixos determinam quebra de 22,6% no investimento em PPR

Juros baixos determinam quebra de 22,6% no investimento em PPR

O forte travão à aposta em seguros de PPR é justificada pelo ambiente de baixas taxas de juro, que está a ter um impacto negativo nas taxas oferecidas nos novos contratos.
Juros baixos determinam quebra de 22,6% no investimento em PPR
Patrícia Abreu 25 de janeiro de 2016 às 12:44

O ambiente de taxas de juro extremamente baixas está a ter um impacto negativo na entrada de novo capital em seguros de PPR. Este investimento caiu 22,6% em 2015, depois de dois anos marcados por uma forte aposta nestes produtos.


O investimento em seguros de PPR caiu pela primeira vez em três anos. O valor aplicado pelos portugueses nestes produtos recuou 22,6% para 1,9 mil milhões de euros, segundo os dados finais divulgados esta segunda-feira, 25 de Janeiro, pela Associação Portuguesa de Seguradores (APS) em comunicado.


A associação do sector segurador, presidida por Pedro Seixas Vale (na foto), refere que a quebra das contribuições para seguros de poupança verificou-se sobretudo em produtos não ligados a fundos de investimento, uma evolução que "não é alheia a persistência das baixas taxas de juro de longo prazo, a acentuada redução da taxa de poupança dos particulares e a aproximação de um regime de solvência mais sensível aos riscos inerentes a garantias financeiras".


Entre os PPR, a queda "foi especialmente influenciada pela performance de dois ou três operadores, enquanto a maioria dos restantes apresentou evoluções positivas ou relativamente estáveis no volume de contribuições recebidas para estes produtos", diz o documento.


Nos últimos anos, os PPR foram alvo de forte interesse por parte dos portugueses, devido às rendibilidades atractivas oferecidas por estes produtos de poupança para a reforma. No entanto, ao contrário do que acontecia nos contratos mais antigos, a taxa oferecida nos novos seguros tem vindo a cair, devido às taxas de juro no mercado, reduzindo a atractividade destes produtos.


A forte contracção das contribuições do ramo vida, no qual se incluem os produtos de poupança, determinou um ano negativo para o sector segurador em termos de produção. O volume global da produção caiu 11,4%, em 2015, para 12,66 mil milhões de euros.




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