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Navigator emite 100 milhões de euros em dívida a cinco anos para fins sustentáveis

A empresa nacional anunciou uma operação de financiamento que será assessorada pelo BPI e CaixaBank. Parte desta emissão terá fins de sustentabilidade.

Navigator
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 29 de Julho de 2021 às 11:21
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A Navigator, empresa portuguesa de produção de papel, está a planear uma emissão de dívida de 100 milhões de euros com maturidade a cinco anos, numa operação que tem por base financiar projetos relacionados com a sua meta de sustentabilidade.

Esta emissão de dívida deverá ter lugar no dia 5 de agosto deste ano. No mesmo comunicado, citado pela Bloomberg, a empresa comunica que irá recomprar dívida de forma antecipada do cupão cuja maturidade termina em 2023, com o mesmo volume.

Numa outra nota, o BPI e o CaixaBank - que serão os acessores desta operação - afirmam que apenas "uma parte da margem do financiamento se encontra indexada ao desempenho da Navigator em dois indicadores ESG (Environmental, Social and Governance): redução de emissões CO2 e aumento da percentagem de madeira certificada adquirida no mercado nacional".

Esta operação está indexada a dois indicadores ESG (Environmental, social and corporate governance) alinhados com as metas das Nações Unidas no campo da ação climática. Estes indicadores recaem sobre as metas de redução de emissões de CO2, com a empresa a querer ser neutra em carbono nos seus complexos industriais até 2035, numa operação que poderá custar cerca de 154 milhões de euros.

Em março deste ano, a empresa divulgou que possui desde o início do ano uma nova central solar fotovoltaica em regime de autoconsumo instalada no complexo industrial da Figueira da Foz. A nova central fotovoltaica é o quarto projeto da Navigator no domínio da energia solar e encontra-se instalada na cobertura da área fabril. A empresa já investiu, globalmente, mais de 4,7 milhões de euros na instalação de 17.200 painéis solares fotovoltaicos, com uma área aproximada de 28.500 metros quadrados.


A Bloomberg escreve que a operação irá servir para alargar a maturidade média da dívida da empresa, reduzir custos de financiamento e incluir condições que foram ajustadas ao plano de sustentabilidade traçada pela empresa portuguesa.

A Navigator obteve no primeiro semestre deste ano um resultado líquido de 64,4 milhões de euros, mais 46,3% do que os 44 milhões registados no mesmo período de 2020. Já do primeiro para o segundo trimestre de 2021 os lucros do grupo cresceram 74%, enquanto que comparativamente com o segundo trimestre do ano passado a subida chega aos 204,8%.

Em comunicado, a Navigator salientou, na primeira metade deste ano, "a melhoria das condições de mercado de papel com aumento progressivo dos volumes", apesar de "ainda com um preço de venda abaixo do semestre homólogo".

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