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Navigator sobe lucro para 64 milhões e entra no "packaging"

A produtora de pasta e papel, que registou um crescimento dos lucros de 46% no primeiro semestre, entrou numa nova área de negócio de produtos dirigidos ao segmento de embalagem. no qual vai investir entre 10 a 12 milhões de euros, por ano, nos próximos anos. 

Política de dividendos da Navigator pode ser ajustada
Maria João Babo mbabo@negocios.pt 27 de Julho de 2021 às 17:33
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A The Navigator Company obteve no primeiro semestre deste ano um resultado líquido de 64,4 milhões de euros, mais 46,3% do que os 44 milhões registados no mesmo período de 2020. Já do primeiro para o segundo trimestre de 2021 os lucros do grupo cresceram 74%, enquanto que comparativamente com o segundo trimestre do ano passado a subida chega aos 204,8%.


Em comunicado, a Navigator salienta, na primeira metade deste ano, "a melhoria das condições de mercado de papel com aumento progressivo dos volumes", apesar de "ainda com um preço de venda abaixo do semestre homólogo".


As vendas totais do grupo aumentaram no primeiro semestre 2,8% para 714,7 milhões de euros, com as vendas de papel a representarem cerca de 70% do volume de negócios (quando há um ano pesaram 67%).


O volume de vendas de papel totalizou 700 mil toneladas (mais 17%), de pasta 152 mil toneladas (menos 21%) e de tissue de 52 mil toneladas (em linha com o período homólogo).


A produtora de pasta e papel realça a "evolução positiva dos custos variáveis de produção (a volumes constantes) de cerca de 23 milhões de euros, nas rubricas de madeira, energia e químicos, essencialmente por melhorias de eficiência ao nível dos consumos específicos".

Também nos custos fixos refere ter dado continuidade aos esforços de contenção iniciados em 2020, com uma redução nos custos de funcionamento de 7 milhões de euros em relação ao primeiro semestre de 2020, ou seja, de 15%.


Já os custos com pessoal e manutenção registaram uma evolução inversa, aumentando 14% e 15% respetivamente, o que levou os custos fixos totais a ficarem 4% acima dos custos fixos do semestre homólogo, refere.


Desta forma, o EBITDA cresceu 7,4% ultrapassando os 150 milhões de euros, tendo a margem sobre vendas atingido os 21,1%, "beneficiando da melhoria dos volumes de papel, dos preços de venda de pasta e de poupanças nos custos variáveis unitários", explica o grupo.


Também do primeiro para o segundo trimestre deste ano o grupo salienta a melhoria, com o volume de negócios a crescer 10% totalizando no período entre abril e junho 374 milhões de euros. Já por comparação com o 2020 o acréscimo foi de 29% "devido essencialmente à recuperação dos volumes de papel e melhoria dos preços da pasta", explica.


Os resultados financeiros situaram-se em 10,1 milhões, um agravamento de 2,3 milhões face ao período homólogo.


Na primeira metade do ano a Navigator investiu 32,8 milhões de euros, essencialmente de manutenção e ambientais, que comparam com 48,7 milhões no primeiro semestre de 2020.


A dívida líquida remunerada diminuiu para 658,1 milhões de euros.

 

Navigator lança-se no packaging


No comunicado de apresentação dos resultados do semestre, a empresa liderada por António Redondo revela que decidiu avançar de forma decisiva para a produção de novos produtos de packaging (embalagem), desenvolvendo uma nova área de negócio.


A empresa explica que tem vindo, desde há vários anos, a desenvolver soluções para packaging, nomeadamente através da produção de papel de embalagem para os seus próprios produtos, assim como papel para fabrico de sacos e cartolinas de embalagem. Nos últimos 18 meses, acrescenta, entendeu avançar para a produção de novos produtos de packaging, "num segmento em grande crescimento e como resposta à necessidade sentida a nível mundial de diminuir o consumo de plástico, nomeadamente os plásticos de uso único, contribuindo para a redução da poluição dos oceanos".


A Navigator decidiu assim investir na disponibilização de papéis de embalagem mais seguros e higiénicos para a indústria alimentar sem os riscos de contaminação por substâncias perigosas, que a fibra reciclada pode conter, explica ainda.

A empresa refere ter feito já um pedido de registo da primeira patente e da primeira trademark, assumindo que pretende  evoluir para os segmentos de flexible packaging, bags e kraftliner.


A empresa prevê vender até ao final de 2021 um volume "significativo" de papel para packaging e, em 2022, alargar a sua oferta. O objetivo é aumentar gradualmente a produção até atingir cerca de 200 mil toneladas em 2025/2026.

O investimento previsto nesta primeira fase para a produção destes produtos é de cerca de 10 a 12 milhões de euros, por ano, nos próximos anos. 

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