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Pânico com coronavírus tira 5 biliões de dólares aos mercados numa semana

O medo gerado pelo coronavírus tirou 5 biliões de dólares aos mercados nesta semana, e 6 biliões desde o dia 20 de janeiro. O Stoxx 600 e o índice mundial preparam-se para terminar a pior semana desde a crise financeira de 2008.

Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 28 de Fevereiro de 2020 às 13:05
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Os mercados acionistas em todo o mundo já perderam 5 biliões de dólares em valor nesta semana e desvalorizaram 6 biliões desde 20 de janeiro, altura em que o efeito do coronavírus se fez sentir nos mercados em todo o mundo, numa altura em que os investidores estão já a descontar o pior dos cenários, segundo analistas. 

"Muito investidores estão a recear a incerteza quanto à duração e severidade de uma potencial pandemia, o que tem levado a um acelerar da fuga para ativos de refúgio", disse Ricardo Evangelista, analista sénior da ActivTrades, num comentário enviado ao Negócios. 

Também John Lau, analista de investimentos da SEI Investments na Ásia, disse à Reuters que "os investidores estão a precificar já o pior dos cenários e, nesta altura, o maior risco é perceber o que acontece nos Estados Unidos e noutros grandes países asiáticos". 

Quer o Stoxx 600 - que reúne as 600 maiores cotadas da Europa -, como o índice mundial estão a caminho das suas piores semanas desde a crise financeira de 2008. Ontem, o Standard & Poor’s 500, em Wall Street, recuou 4,42%, o que representa a maior queda intradiária desde agosto de 2011. 
Na China registaram-se 3
27 novos casos, o volume mais baixo desde 23 de janeiro, e o número de casos até ao momento fixa-se nos 78.800, com quase 2.800 mortes. No entanto, apesar da propagação dentro do território chinês estar a abrandar, fora do país tem aumentado de forma mais rápida do que o previsto.

Agora, outros novos quatro países relataram os seus primeiros casos, elevando o número de países e territórios fora da China com infeções para 55. No total, fora do terriório, o surto Covid-19 matou 70 pessoas.

"O medo de uma recessão económica global, desencadeada pela crise do coronavírus, aumenta à medida que surgem cada vez mais casos em novos países", sublinha Ricardo Evangelista. 

Também o preço do petróleo se tem ressentido e vai a caminho da pior semana desde 2011. O Brent, negociado em Londres, desvalorizou mais de 13% durante esta semana, enquanto que o norte-americano WTI perdeu quase 15%. Os dois ativos desvalorizam há seis sessões consecutivas. 

Na Europa, para já um cenário de encerramento de fronteiras não passa pelos planos, mas a ameaça da saúde pública é um dos motivos que pode levar um país aderente ao Acordo de Schengen - tratado sobre a livre circulação de pessoas entre os países signatários - a requerer a sua suspensão. 

Nos Estados Unidos, o líder da Casa Branca Donald Trump disse estar atento ao desenvolver do vírus e mostrou-se disponível para aumentar a produção de equipamento de proteção. As expectativas de que a Reserva Federal dos Estados Unidos efetue um novo corte de 25 pontos base nas taxas de juro diretoras no país, na próxima reunião de 17 e 18 de março, passou agora a ser de 75%.
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