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Ronaldo e a queda da Coca-Cola. Ações desvalorizaram no dia em que a empresa entrou em ex-dividendo

A queda das ações da empresa não estará necessariamente relacionada com a atitude do capitão da seleção nacional, que afastou duas garrafas da conhecida marca numa conferência de imprensa, colocando no seu lugar uma garrafa de água. É que, nesse mesmo dia, a empresa começou a descontar o dividendo.

Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 16 de Junho de 2021 às 18:33
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Na segunda-feira, dia 14 de junho, a conferência de antevisão do jogo entre Portugal e a Hungria, da primeira jornada do Grupo F do Euro 2020, teve um momento que se tornaria viral nas redes sociais. O capitão da seleção, Cristiano Ronaldo, afastou duas garrafas da marca Coca-Cola e colocou, no seu lugar, uma de água mineral. Nesse mesmo dia, as ações da empresa norte-americana chegaram a cair 1,7%, a meio da sessão, mas os dois factos podem não estar relacionados.

É que nessa sessão, a Coca-Cola entrou em regime de ex-dividendo, que acontece dois dias antes de uma empresa começar a distribuir os dividendos pelos seus acionistas. E, por norma, quando uma empresa entra em ex-dividendo, as suas ações em bolsa caem, uma vez que ao preço de cada ação é descontado também o valor do dividendo.

No caso, a empresa pagou hoje um dividendo intercalar de 0,4 dólares por cada ação, que começou a ser descontado na passada segunda-feira. Se não descontarmos este valor à cotação da empresa no fecho de sessão de segunda-feira, a empresa teria terminado o dia com uma queda em torno de 0,5%.


Só que, tendo em conta o seu valor de mercado (240 mil milhões), a queda registada com o desconto do prémio a pagar aos acionistas significou uma desvalorização líquida ligeiramente acima de 4 mil milhões de dólares. No total, a empresa vai pagar um dividendo anual na ordem dos 1,68 dólares por ação aos seus acionistas, referente à operação do ano passado.

Mas a história ganhou outras proporções, uma vez que as declarações de Cristiano Ronaldo, que nesse dia falou na conferência de imprensa conjunta com Fernando Santos, selecionador nacional, ocorreram pouco depois da abertura dos mercados em Wall Street, pelo que a associação com a desvalorização da Coca-Cola foi feita de imediato. Na reta final do dia, o título até conseguiu recuperar ligeiramente, mas sem chegar a um patamar positivo.

O que é certo é que a Coca-Cola se viu obrigada a responder à atitude de Ronaldo dizendo que "aos jogadores é oferecida água, assim como Coca-Cola e Coca Zero, à chegada às nossas conferências de imprensa". Também a organização do Euro 2020 se chegou à frente a defender a marca, uma vez que a empresa de refrigerantes é um dos patrocinadores oficiais da competição.

Depois de Ronaldo, o jogador da seleção francesa, Paul Pogba, teve um gesto semelhante, também numa conferência de imprensa relativa ao Euro 2020 e afastou uma garrafa da Heineken, uma marca de cerveja dos Países Baixos, de um lugar de destaque ao pé do microfone. Mas as ações da empresa fecharam com uma subida de mais de 1%.
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