UBS sobe preço-alvo da EDP em 9,6% para 3,65 euros
A UBS aumentou o preço-alvo da EDP de 3,33 euros para 3,65 euros, o que corresponde a um acréscimo de 9,6%. A revisão em alta surge na sequência da subida das estimativas para o negócio das energias renováveis.
A UBS aumentou o preço-alvo da EDP de 3,33 euros para 3,65 euros, o que corresponde a um acréscimo de 9,6%. A revisão em alta surge na sequência da subida das estimativas para o negócio das energias renováveis.
Na sequência dos resultados dos primeiros nove meses do ano, o banco de investimento aumentou as previsões de lucros para o final do ano em 21% para os 867 milhões de euros, e em 10% no ano seguinte para os 979 milhões.
Na origem desta revisão em alta, está a subida das estimativas para a subsidiária de energias renováveis, cuja avaliação subiu de 0,58 euros para 0,79 euros por acção.
"Reiteramos a recomendação de neutral 2, e a nossa perspectiva de que a EDP oferece o melhor valor entre as ‘utilities’ ibéricas", refere a UBS num "research" divulgado hoje, no qual sublinha que a eléctrica portuguesa transacciona com um desconto face às congéneres europeias.
"A EDP está a negociar com um PER para 2007 de 13,4 vezes, o que é um desconto em relação aos pares ibéricos e europeus que estão a transaccionar com um PER de 19 vezes e 16 vezes, respectivamente".
Para os próximos seis meses, os analistas José De La Rosa Rato e Vincent Gilles identificam cinco catalizadores para as acções da empresa, são eles: a venda da posição de 15% na REN, as novas licenças para centrais de ciclo combinado (CCGT), a subida dos valor dos contratos PPA, a nova regulação em Espanha e o reforço da especulação face aos movimentos de concentração na Península Ibérica.
Apesar da recomendação positiva da UBS, as acções da EDP seguem a desvalorizar 1,12 % para os 3,54 euros.