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Vendas da H&M levam acções para maior subida em 16 anos

A H&M revelou que as vendas cresceram para 55,82 mil milhões de coroas suecas, superando até as estimativas mais altas para os resultados da retalhista no terceiro trimestre. Esta surpresa positiva levou as acções a registarem a maior subida em 16 anos.

Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 17 de Setembro de 2018 às 11:50
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As acções da H&M registaram a maior subida em 16 anos depois de a retalhista ter revelado um crescimento das vendas que surpreendeu os investidores. Este resultado foi uma "lufada de ar fresco" para uma empresa cujo desempenho em bolsa tem sido pressionado pela queda dos lucros e pelo acumular dos inventários ao longo dos últimos anos.  

Os títulos da empresa liderada por Karl-Johan Persson estão a subir 12,83% para 138,96 coroas suecas. Mas chegaram a avançar 13,67% para 140 coroas suecas durante a sessão, naquela que foi a maior subida desde 2002. 
O desempenho positivo acontece depois da retalhista ter apresentado vendas de 55,82 mil milhões de coroas suecas (cerca de 5,3 mil milhões de euros) no terceiro trimestre. Um resultado que superou até as previsões mais elevadas: a estimativa média dos analistas consultados pela Bloomberg situava-se entre 53,22 mil milhões e 55,49 mil milhões de coroas suecas. 

De acordo com a H&M, o período de "transição, para enfrentar grandes mudanças no sector, contribuiu para uma melhoria gradual das vendas e aumento da quota de mercado em muitos mercados no terceiro trimestre". 

A retalhista está agora numa rota de recuperação, contrariando a tendência que tem vindo a registar -- as accções estão a cair quase 18% desde o arranque do ano apesar da recuperação de hoje. A H&M tem assistido a uma queda dos lucros, mas também ao acumular dos inventários, provocado pelo abrandamento das vendas nos últimos anos.

"A H&M parece estar perto de estabilizar as vendas comparáveis", escreveu Charles Allen, analista da Bloomberg Intelligence. "Se conseguir reduzir os inventários, então as margens fracas devem ficar para trás", acrecentou o analista.

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