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14 acções que os gurus comprariam hoje na bolsa

Depois de estudar os critérios de selecção de títulos desenvolvidos pelos sete gurus da bolsa, o Negócios aplicou as regras para encontrar os melhores investimentos que se podem fazer agora no mercado. A busca compreendeu as acções que fazem parte dos principais índices das bolsas mais acessíveis: Lisboa, Madrid, Paris, Amesterdão, Bruxelas, Frankfurt, Londres, Nova Iorque e Nasdaq.

David Almas 30 de Julho de 2010 às 09:00
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Benjamin Graham
As regras impostas pelo pai do investimento em valor para seleccionar acções são bastante simples. Graham aprecia rácios preço-lucros e preço-valor contabilísticos reduzidos, bem como taxas de dividendos elevadas e que tenham espaço para continuar a subir. A National Oilwell Varco, uma empresa que produz plataformas petrolíferas e o equipamento incorporado nessas plataformas, é, actualmente, um bom exemplo: a sociedade texana apresenta um preço-lucros entre os 10 por cento mais baixos dos principais índices, o preço-valor contabilístico é praticamente unitário e a taxa de dividendos ultrapassa os 3,5 por cento. Estes critérios também seleccionam a companhia energética alemã E.On para o cabaz de Benjamin Graham.


Warren Buffett
Para saber no que investe o "Oráculo de Omaha" não é preciso ir mais longe do que o último relatório de participações da Berkshire Hathaway, a sociedade de investimentos liderada por Warren Buffett. No primeiro trimestre de 2010, o guru esteve mais voltado para as vendas do que para as compras. No entanto, Buffett reforçou as aplicações em três empresas: a Republic Services, a Iron Mountain e na Becton Dickinson. Todavia, foi nas duas primeiras que mais dinheiro gastou nos primeiros três meses do ano. A Iron Mountain vende serviços de gestão documental. A Republic é a segunda maior empresa de recolha de lixo dos Estados Unidos da América. Bill Gates, amigo de Buffett, é também um dos grandes accionistas desta companhia.


James O'Shaughnessy
O'Shaughnessy trabalha na mesma linha de Graham e Buffett: aprecia modelos de selecção de títulos simples. O antigo director do banco de investimento Bear Stearns sugere rácios preço-vendas e preço-"cash-flow" reduzidos, bem como taxas de dividendos generosas. Quando indeciso entre dois títulos, James O'Shaughnessy desempata escolhendo o que mais valorizou no último ano. Usando estes critérios na pesquisa de acções dos principais índices, a construtora espanhola Ferrovial e a seguradora belgo-holandesa Ageas são eleitas.
Apesar de defender uma táctica quantitativa, o gestor diz que não se pode ignorar o humor do mercado. Por isso, se quiser conhecer as principais compras que O'Shaughnessy tem efectuado no mercado analise a carteira de um fundo gerido por si, como o RBC O'Shaughnessy International Equity. No final de Maio, os principais activos eram as acções da Portugal Telecom, da importadora automóvel belga D'Ieteren e da italiana Sorin, que produz equipamento médico.


Joseph Piotroski
No modelo académico de Piotroski, o elemento mais importante é o rácio preço-valor contabilístico. Ele selecciona as firmas que tenham os rácio mais baixos e, posteriormente, realiza nove testes fundamentais a cada uma delas. Esses testes envolvem variáveis como o lucro anual, a margem bruta e a rotação dos activos. O portefólio de Piotroski fica apenas com acções de baixo preço-valor contabilístico que passam pelo menos oito dos nove testes. Seguindo essa táctica, foram escolhidas as acções da construtora espanhola Acciona e da imobiliária britânica Hammerson.


Martin Zweig
É o crescimento das empresas que mais interessa a Martin Zweig, por isso a maioria dos seus indicadores de referência medem a variação dos lucros ou do volume de negócios. Ele preocupa-se tanto com a evolução trimestral dessas variáveis como com a sua tendência de longo prazo. Uma das poucas medidas que Zweig usa para saber que não está a pagar em excesso pelo crescimento dos resultados é o rácio preço-lucros. Mesmo assim a folga é grande: apenas não aceita companhias que tenham um rácio superior em 50 por cento à mediana do mercado. Os títulos da norte-americana Comcast e da portuguesa Jerónimo Martins são os que mais se aproximam dos desejos quantitativos de Zweig.


John Neff
John Neff é conhecido como "o investidor do rácio preço-lucros baixo": o antigo gestor do fundo Windsor começa a sua avaliação de empresas por esse rácio, que resulta da divisão da cotação da acção pelos lucros dos últimos 12 meses por acção. As empresas com esses rácios mais reduzidos são normalmente as que já atingiram um patamar de estabilidade, defende Neff. Porém, o guru não ignora o potencial de crescimento das firmas, por isso desenvolveu um indicador composto, a que chamou "rácio do que se recebe pelo que se paga". Esse indicador obtém-se da soma da taxa de dividendos e da taxa de crescimento a dividir pelo rácio preço-lucros. As acções da ArcelorMittal e da Aviva são selecciona ao aplicar o indicador de John Neff.


William O'Neil
William O'Neil prefere empresas de pequena e média dimensão, porque prometem mais crescimento no futuro. Contudo, o modelo de selecção desenvolvido por si, o CAN SLIM, também pode ser aplicado às grandes empresas, como as que estão incorporadas nos principais índices accionistas. O processo de selecção de acções é complicado, porque cada letra do acrónimo representa uma das sete regras de O'Neil. O "A", por exemplo, refere-se a "anual", porque o guru procura um crescimento mínimo anual dos lucros de 25 por cento. Aplicando os seus critérios encontram-se os títulos da Apple, a fabricante dos iPhones, e da operadora de telecomunicações belga Telenet.










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