Cobre atinge novo recorde: 12.000 dólares por tonelada

As paralisações em minas e perturbações no comércio, ligadas à agenda tarifária do presidente dos EUA, colocam o "metal vermelho" industrial a caminho do maior ganho anual desde 2009.
BLOOMBERG LP
Bárbara Cardoso 23 de Dezembro de 2025 às 13:34

O cobre está mais caro do que nunca. Esta terça-feira, o "metal vermelho" negoceia, em Nova Iorque, em 5,5695 dólares por libra-peso, ao passo que em Londres, nos contratos para entrega a três meses, chegou a transacionar em 12.044 dólares por tonelada, após uma subida de 1%. 

O metal já ameaçava, há vários dias, ultrapassar esta barreira psicológica. O impulso surge devido às graves paralisações em minas, bem como perturbações no comércio - c

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  por parte dos EUA ao longo do ano, resultando numa guerra entre as fabricantes para manter o seu abastecimento regularizado.

Aliás, as ameaças de Trump com novas taxas parecem ter impactado de tal forma os fluxos comerciais que os preços escalaram mesmo com a quebra do consumo por parte do maior comprador de "metal vermelho" do mundo - a China, que utiliza metade do cobre mundial. E nem com a desaceleração da atividade industrial por todo o mundo a subida de preços abrandou. 

As empresas continuam a enviar grandes volumes de cobre para os EUA de forma a se anteciparem a possíveis tarifas, o que leva os analistas a crer que os preços ainda têm espaço para crescer. 

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Com uma valorização de 36% desde o início do ano, o metal industrial encaminha-se para o maior ganho anual desde 2009.

Acompanhe toda a evolução dos mercados financeiros desta terça-feira .

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