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Azerbaijão em risco de resgate com queda do petróleo

O colapso do petróleo levou o Azerbaijão a iniciar negociações com o FMI e o Banco Mundial para um empréstimo no valor de 4 mil milhões de dólares, avança o Financial Times.

Bloomberg
Vera Ramalhete veraramalhete@negocios.pt 28 de Janeiro de 2016 às 13:23
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial estão a negociar com o Azerbaijão um resgate, devido ao colapso do petróleo. O empréstimo em causa ronda os 4 mil milhões de dólares (3,7 mil milhões de euros), indica o Financial Times (FT), que adianta que este pode ser o primeiro de vários resgates aos países afectados pela queda dos preços da matéria-prima.

Os representantes do FMI e do Banco Mundial realizam entre hoje e 4 de Fevereiro uma visita a Baku, a capital do Azerbaijão, confirmaram as instituições em comunicado. O objectivo da visita é discutir "áreas para assistência técnica e avaliar possíveis necessidades de financiamento", indica o FMI.

"O Banco Mundial e o FMI estão em diálogo permanente com o Governo, discutindo tanto medidas imediatas e de longo prazo como resposta à pressão da moeda local e dos baixos preços do petróleo", diz o Banco Mundial. Segundo o Financial Times, que cita "fontes próximas das discussões", o empréstimo deverá rondar os 4 mil milhões de dólares.

O petróleo e o gás representam 95% das exportações e 75% das receitas do Azerbaijão. O colapso da matéria-prima tem afundado a divisa e a economia do país. Na semana passada, o Azerbaijão impôs o controlo de capitais, aplicando um imposto de 20% nas transacções que impliquem a saída de dinheiro do país. A Moody’s estima um défice de 5,5% em 2016, um recuo face aos 9,2% registados no ano passado.

Primeiro resgate de vários?

Devido ao colapso do petróleo, as instituições têm estado a monitorizar também a economia brasileira e do Equador, indica o FT. O impacto dos preços baixos na Venezuela pode restituir as relações entre o país e o FMI, acrescenta o jornal, citando funcionários do fundo.

O petróleo que está esta quinta-feira a valorizar 1,21% para 33,50 dólares, em Londres, perdeu 35% do seu valor no ano passado, afectando as contas dos países exportadores da matéria-prima.

O manat, a moeda do Azerbaijão, segue a cair 2,15% para 0,6135 dólares. Acumula já uma desvalorização 4,17% este ano, após ter afundado 49,8% no ano passado, quando o país terminou a ligação ao dólar.

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