Setor mineiro pressiona Europa. Petróleo cede com perspetiva de menos crescimento na China

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta segunda-feira.
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Andy Rain/EPA
Fábio Carvalho da Silva e Sílvia Abreu e Mariana Ferreira Azevedo e Carla Pedro 06 de Março de 2023 às 17:28
Últimos eventos
Meta de Pequim para PIB chinês aponta Europa para o verde

A Europa deve arrancar a sessão em terreno positivo, tendo a Ásia fechado mista, após Pequim ter apontado a meta para o crescimento do PIB.

 

Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 crescem 0,4%.

 

Na Ásia, pela China, Xangai caiu 0,3%, enquanto Hong Kong valorizou 0,4%. No Japão, o Topix arrecadou 0,8% enquanto o Nikkei valorizou 1,11%. Por fim, na Coreia do Sul, o Kospi subiu 1,26%.

 

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, anunciou que espera que a economia chinesa cresça em torno de 5% este ano.

 

A previsão fica ligeiramente abaixo das estimativas dos economistas, citados pela Bloomberg, que apontavam para uma subida de mais de 5%, tendo por base a recuperação das despesas do consumidor e da produção industrial, após o fim das restrições implementadas para combater a covid-19.

Fed e Pequim pressionam petróleo

A meta modesta apontada por Pequim para o crescimento da economia chinesa este ano, a par da preocupação em torno de uma política monetária mais restritiva da Reserva Federal norte-americana (Fed) pressionou o petróleo, que está a desvalorizar tanto em Londres como em Nova Iorque.

 

O West Texas Intermediate – referência para as importações norte-americanas – desliza 0,23% para 79,50 dólares por barril. Já o Brent do Mar do Norte – negociado em Londres – cai 0,31% para 85,56 dólares por barril.

 

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, anunciou que espera que a economia chinesa cresça em torno de 5% este ano. A previsão fica ligeiramente abaixo das estimativas dos economistas, citados pela Bloomberg, que apontavam para uma subida de mais de 5%.

 

A par disto a Fed continua a centrar as atenções do mercado. Esta semana os investidores vão estar atentos ao discurso do presidente do banco central, Jerome Powell, e à divulgação dos dados do emprego, de forma a tentar encontrar pistas sobre o futuro da política monetária nos EUA.

 

Este sábado, a presidente da Fed de São Francisco, Mary Daly, reiterou a necessidade de manter a taxa de juro de referência num nível elevado durante mais tempo para conter a inflação.

No mercado do gás, a matéria-prima negociada em Amesterdão (TTF) - referência para as importações europeias - cai 4,68% para 42,80 euros por megawatt, dando continuidade às perdas de sexta-feira. 

 

Ouro em queda após registar melhor semana desde meados de janeiro

O ouro segue a cair pressionado pela meta modesta de Pequim para a evolução do PIB chinês este ano.

O ouro cai 0,13% para 1.854,01 dólares a onça. Prata, paládio e platina seguem esta tendência negativa.

Este movimento ocorre depois de o metal amarelo ter alcançado a melhor semana desde meados de janeiro.

 

Esta semana o sentimento dos investidores deve ser influenciado pelas palavras do presidente da Fed, Jerome Powell, diante do senado na quarta-feira, já que estas declarações poderão fornecer pistas sobre o que esperar das próximas decisões de política monetária do banco central.  

O aumento das taxas tende a ser negativo para o metal amarelo, já que o ouro não remunera em juros.  

Euro sobe face à fraqueza do dólar

O indicador de força do dólar recua ligeiramente enquanto o euro avança, depois de Pequim ter apontado um crescimento de 5% para a evolução do PIB chinês este ano.

 

O índice do dólar da Bloomberg – que compara a força da nota verde contra 10 divisas rivais -  recua 0,07% para 104,44 pontos.

Esta semana, o sentimento dos investidores poderá ser influenciado pelo discurso do presidente da Fed, Jerome Powell, no senado dos EUA, a por dos dados do emprego, numa altura em que o mercado procura sinais sobre o futuro da política monetária do banco central.

 

Já a moeda única sobe 0,15% para 1,0642 dólares.

Juros aliviam em dia de palavras "dovish" de Centeno

Os juros aliviam na Zona Euro, num dia em que o governador português Mário Centeno apela à necessidade do BCE definir a sua política monetária na próxima reunião, tendo em conta o recuo da inflação.

 

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos – referência para o mercado europeu – alivia 4,8 pontos base para 2,659%.

 

Em Itália, os juros das obrigações a dez anos subtraem 7,5 pontos base – o alívio mais expressivo entre as "yields" das principais dívidas soberanas dos 20 países – para 4,443%.

 

Na Península Ibérica, os juros da dívida espanhola a dez anos aliviam 6 pontos base para 3,594% enquanto a "yield" das obrigações portuguesas com a mesma maturidade perde 5,5 pontos base para 3,501%

 

Em entrevista à publicação italiana La Stampa, e pouco tempo depois de o mercado ter conhecido os dados da inflação do Eurostat – que indicam que a inflação subjacente voltou a subir em fevereiro  apesar de inflação geral ter voltado a cair este mês – Centeno frisou que os números da inflação "surpreenderam" pela sua queda face às previsões do BCE de dezembro.

 

Assim, o membro do conselho do BCE espera que "a [próxima] decisão [da autoridade monetária] reflita esta inflação mais baixa".  

Europa começa semana no verde. Lisboa é a que mais perde

A Europa começou a semana com ganhos ligeiros, a valorizar pela terceira sessão consecutiva, com os investidores a avaliam o futuro das políticas monetárias dos bancos centrais, enquanto estão de olhos postos nos sinais de uma economia resiliente e numa época de resultados que está a correr melhor do que o esperado.

 

O Stoxx 600 – referência para o mercado europeu -  sobe 0,22% para 465,29 pontos. Entre os 20 setores que compõe o índice, retalho e produtos de consumo comandam os ganhos enquanto a mineração lidera as perdas, depois de a China ter estipulado uma meta modesta para o crescimento económico deste ano.

 

Nas principais praças europeias, Madrid avança 0,47%, Frankfurt sobe 0,34%, Paris arrecada 0,44% e Amesterdão valoriza  0,14% enquanto Milão cresce 0,57%. Já Londres cai 0,14% e Lisboa perde 0,48%, a queda mais expressiva entre as principais bolsas do bloco.

 

Os investidores estão atentos às ações do Credit Suisse, que registam uma queda de 0,43%, após a  Harris Associates, um dos principais acionistas do Credit Suisse, ter informado este domingo que ao longo dos últimos meses vendeu a sua participação no capital do banco.

 

Já a Repsol valoriza 0,88% após anunciar a recompra de até 909,8 milhões de euros em ações.

Por sua vez, a Telecom Italia cresce sobe 2,94% impulsionada pela oferta do fundo australiano Macquarie e do investidor público italiano CDP terem apresentado uma proposta – concorrente ao fundo KKR - para adquirir a empresa de telecomunicações.

Taxas Euribor sobem nos principais prazos aproximando-se a 12 meses dos 4%

As taxas Euribor subiram hoje nos principais prazos, em relação a sexta-feira, reforçando novos máximos a três e a 12 meses, aproximando-se no prazo mais longo dos 4%.

A taxa Euribor a 12 meses, que atualmente é a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje, ao ser fixada em 3,859%, mais 0,033 pontos, um novo máximo desde dezembro de 2008.

Segundo o Banco de Portugal, a Euribor a 12 meses já representa 43% do 'stock' de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável, enquanto a Euribor a seis meses representa 32%.

Após ter disparado em 12 de abril de 2022 para 0,005%, pela primeira vez positiva desde 05 de fevereiro de 2016, a Euribor a 12 meses está em terreno positivo desde 21 de abril de 2022.

No prazo de seis meses, a taxa Euribor, que entrou em terreno positivo em 6 de junho, subiu hoje, para 3,363%, mais 0,010 pontos do que na sexta-feira.

A Euribor a seis meses esteve negativa durante seis anos e sete meses (entre 6 de novembro de 2015 e 3 de junho de 2022).

A Euribor a três meses, que entrou em 14 de julho em terreno positivo pela primeira vez desde abril de 2015, subiu hoje, ao ser fixada em 2,875%, mais 0,026 pontos e um novo máximo desde janeiro de 2009.

A taxa Euribor a três meses esteve negativa entre 21 de abril de 2015 e 13 de julho último (sete anos e dois meses).

As Euribor começaram a subir mais significativamente desde 4 de fevereiro de 2022, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras este ano devido ao aumento da inflação na zona euro e a tendência foi reforçada com o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022.

Na última reunião de política monetária, em 2 de fevereiro, o BCE voltou a subir em 50 pontos base as taxas de juro diretoras, acréscimo igual ao efetuado em 15 de dezembro, quando começou a desacelerar o ritmo das subidas em relação às duas registadas anteriormente, que foram de 75 pontos base, respetivamente em 27 de outubro e em 8 de setembro.

Em 21 de julho, o BCE aumentou, pela primeira vez em 11 anos, em 50 pontos base, as três taxas de juro diretoras.

As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses registaram mínimos de sempre, respetivamente, de -0,605% em 14 de dezembro de 2021, de -0,554% e de -0,518% em 20 de dezembro de 2021.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Lusa

Wall Street começa semana no verde. Início de cobertura do Goldman impulsiona Apple

Wall Street começou a semana no verde, enquanto os investidores aguardam pela divulgação dos dados do emprego nos EUA e pelo discurso do presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana, numa altura em que o mercado procura pistas sobre o futuro da política monetária levada a cabo pelo banco central.

O industrial Dow Jones negoceia na linha de água (0,03%) para 33.402,03 pontos, enquanto o Standard & Poor's 500 (S&P 500) soma 0,18% para 4.052,96 pontos.

Já o tecnológico Nasdaq Composite avança 0,43% para 11.739,83 pontos.  

Na sexta-feira, o S&P 500 recuperou depois de três perdas semanais, com os investidores a ponderarem a possibilidade de um abrandamento na subida dos juros diretores nos EUA. Os mais recentes movimentos na média móvel a 200 dias apontam para ganhos a curto prazo, segundo o Morgan Stanley.

Os investidores vão estar atentos às ações da Apple, que ganham 2,17%, após o Goldman Sachs ter iniciado a cobertura dos títulos da tecnológica com a recomendação "comprar".

O presidente da Reserva Federal norte-americana, Jerome Powell, tem agendada para esta quarta-feira uma audição no comité de serviços financeiros do Congresso dos EUA para apresentar o relatório de política monetária.

Powell deverá ser questionado sobre até onde poderão subir os juros de referência do banco central dos EUA.

Já na sexta-feira será tempo de conhecer os dados do desemprego.

Preços do ouro recuam após melhor semana desde meados de janeiro

O preço do ouro segue a cair, depois de na passada semana o metal precioso ter fechado o melhor avanço desde meados de janeiro. 

O metal amarelo perde 0,27% para 1.851,43 dólares por onça, a platina cede 0,81% para 974,68 dólares e o paládio recua 2,15% para 1.427,08 dólares. A prata, por sua vez, desvaloriza 0,57% para 21,14 dólares.

A pesar na negociação do ouro, além da expectativa quanto às declarações do presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed), Jerome Powell, na quarta-feira perante o Senado, está também a meta de um crescimento económico mais modesto (5%) da China - maior consumidor da matéria-prima - para este ano.

"O ouro está em modo 'esperar para ver'" disse Giovanni Staunovo, analista do UBS, à CNBC. 

A pesar na negociação do ouro, além da expectativa quanto às declarações do presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed), Jerome Powell, na quarta-feira perante o Senado, está também a meta de um crescimento económico mais modesto (5%) da China - maior consumidor da matéria-prima - para este ano.

"O ouro está em modo 'esperar para ver'" disse Giovanni Staunovo, analista do UBS, à CNBC. 

Euro avança face ao dólar

O euro segue a valorizar face à divisa norte-americana, estando a moeda única europeia a subir 0,37% para 1,0674 dólares. 

Já o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da nota verde face a dez rivais - cai 0,25% para 104,268 pontos. 

Os investidores estão de olhos postos no discurso de Jerome Powell perante o Congresso dos Estados Unidos. A semi-anual audição no comité dos serviços financeiros do Congresso para apresentar o relatório de política monetária decorrerá na terça e quarta-feira. O responsável pelo banco central deverá ser questionado sobre até onde poderão subir os juros de referência, um dado que os investidores procuram saber.

Petróleo cede com perspetiva de menor crescimento na China

Os preços do "ouro negro" seguem a negociar em ligeira baixa, depois de a China – maior importador mundial – ter apresentado uma meta abaixo do esperado para o crescimento económico este ano, que está agora em torno de 5%.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, desliza 0,34% para 79,41 dólares por barril.

 

Por seu lado, o Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, cede 0,54% para 85,37 dólares.

 

Os investidores estão também atentos à Reserva Federal norte-americana, já que o presidente do banco central, Jerome Powell, fala esta semana perante o Congresso dos EUA. O mercado aguarda por mais pistas sobre a política monetária da Fed.

 

O aumento dos juros diretores nos EUA tem dado força ao dólar e retirado atratividade ao crude como investimento para quem negoceia com outras moedas.

Juros da Zona Euro agravam-se apesar de comentários "dovish" de Centeno

Os juros das dívidas públicas a 10 anos na Zona Euro agravaram-se esta segunda-feira, num dia em que o governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, apelou a que o Banco Central Europeu tenha em conta na sua próxima reunião que a inflação de fevereiro ficou aquém das expectativas.

 

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos – referência para o mercado europeu – avançou 2,5 pontos base para 2,733%, enquanto em Itália os juros das obrigações a dez anos subiram 4,3 pontos base para 4,561%.

 

Na Península Ibérica, os juros da dívida espanhola a dez anos aumentaram 2,7 pontos base para 3,680% enquanto a "yield" das obrigações portuguesas com a mesma maturidade ganhou 3,3 pontos base para 3,589%.

 

Em entrevista à publicação italiana La Stampa, e pouco tempo depois de o mercado ter conhecido os dados da inflação do Eurostat – que indicam que a inflação subjacente voltou a subir em fevereiro, apesar de a inflação geral ter voltado a cair este mês –, Centeno frisou que os números da inflação "surpreenderam" pela sua queda face às previsões do BCE de dezembro.

Europa fecha mista com setor mineiro a tombar mais de 2%

As bolsas europeias fecharam mistas, numa altura em que os investidores equacionam as previsões das subidas de juros.

O Stoxx 600, índice de referência para a região, fechou na linha d'água, tendo caído 0,02% para os 464,18 pontos.

Dos 20 setores que compõem o índice, o mineiro foi o que mais tombou (2,70%), arrastado pela previsão de um crescimento do PIB mais "modesto" por parte da China. Pequim divulgou durante o fim de semana a meta de um avanço de 5% e não anunciou qualquer novo estímulo para impulsionar a economia. 

Nas principais praças europeias, o alemão Dax subiu 0,48%, o francês CAC-40 somou 0,34%, o espanhol Ibex 35 valorizou 0,49% e o Aex, em Amesterdão, perdeu 0,10%. Já o italiano FTSE Mib avançou 0,45%, enquanto o britânico FTSE 100 desvalorizou 0,22%. 

Entre as principais movimentações, o Credit Suisse viu as ações caírem 1,01% em bolsa após ter sido divulgado que a norte-americana Harris Associates - que chegou a deter 10% dos títulos do banco em 2022  - vendeu a participação que detinha. 

Já a Repsol valorizou ligeiramente, 0,95%, depois de anunciar que vai recomprar 909,8 milhões de euros em ações.

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