Ao minuto09h54

Recuperação do ouro e época de resultados dão novos máximos à Europa. Gestora Amundi salta 5%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta terça-feira.
Recuperação do ouro e época de resultados dão novos máximos à Europa. Gestora Amundi salta 5%
AP / Eduardo Parra
Negócios 09:54
Últimos eventos
09h52

Recuperação dos metais preciosos e época de resultados dão novos máximos à Europa

Christophe Petit Tesson / EPA

As principais praças europeias estão a negociar em território positivo e o índice de referência tocou num novo máximo histórico, à - após duas sessões de quedas avultadas - e ainda de uma série de resultados trimestrais que acabaram por ficar acima das expectativas dos analistas. 

A esta hora, o Stoxx 600, principal índice europeu, avança 0,65% para 621,38 pontos, tendo chegado a tocar num novo valor recorde de 622,67 pontos. As empresas do setor mineiro são as que mais sobem esta manhã, num dia em que o preço do ouro dispara mais de 5% e o da prata acelera 9%, enquanto o setor dos media impede ganhos superiores, com o setor a desvalorizar mais de 2% e a liderar a tabela das perdas. 

O índice francês CAC-40 acelera 0,41%, depois de o , permitindo a aprovação final do Orçamento do Estado para 2026 sem votação após meses de impasse. Os ganhos acontecem ainda num dia em que a inflação do país caiu, em termos homólogos, para 0,3% em janeiro - o valor mais baixo desde dezembro de 2020. 

Os novos máximos históricos do principal índice europeu seguem-se a um janeiro bastante positivo e que se configurou como o sétimo mês consecutivo de ganhos para o Stoxx 600 - a melhor série de ganhos desde 2021. "Não vejo motivos para que o impulso acabe no curto prazo, mesmo que os lucros possam tornar-se um pouco mais desafiadores para a Europa durante o segundo semestre", explica Roland Kaloyan, diretor de estratégia de ações europeias do Société Générale, à Bloomberg.

Entre as principais movimentações de mercado, a Amundi dispara 5,24% para 81,40 euros, depois de a maior gestora de ativos da Europa ter reportado no quarto trimestre lucros antes de impostos que superaram as expectativas dos analistas, além de ter anunciado um programa de recompra de ações no valor de 500 milhões de euros. Já a Plus500 acelera 7,63% para 45,72 libras, atingindo um novo máximo histórico, após a empresa ter anunciado a entrada no mercado de previsões dos EUA. 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX sobe 1,06%, o espanhol IBEX 35 avança 0,67%, o italiano FTSEMIB valoriza 1%, ao passo que o britânico FTSE 100 regista ganhos de 0,16%. Já o neerlandês AEX destoa, ao deslizar 0,11%.


09h41

Juros agravam-se na Zona Euro. França destoa com queda da inflação

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a negociar maioritariamente com agravamentos esta terça-feira, embora não registem grandes movimentações, num dia em que as principais praças europeias estão pintadas de verde. França destoa do cenário geral, depois de a inflação homóloga ter caído para 0,3% em janeiro - muito abaixo das expectativas dos analistas que apontavam para 0,6%. 

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, avançam 0,9 pontos-base para 2,875%, enquanto as obrigações francesas a dez anos recuam 0,9 pontos para 3,439%. Em Itália, os juros agravam-se em apenas 0,2 pontos para 3,481%. 

Já pela Península Ibérica, a "yield" das obrigações portuguesas e espanholas na maturidade de referência aceleram ambas 0,2 pontos-base para 3,215% e 3,232%, respetivamente. 

Fora da Zona Euro, mantém-se a tendência mas com maior magnitude. Os juros das "Gilts" britânicas a dez anos ganham 1,4 pontos-base para 4,519%, num dia em que o Reino Unido vai ao mercado da dívida emitir 4,24 mil milhões de libras a nove anos. 

09h22

Dólar tropeça após duas sessões consecutivas em alta. "Aussie" dispara

Florian Gaertner/picture-alliance/dpa/AP Images

O dólar norte-americano está a negociar em território negativo face aos seus principais concorrentes, numa altura em que o país enfrenta um novo "shutdown" parcial que vai adiar a divulgação do relatório da criação de emprego relativo a janeiro - um importante indicador da vitalidade do mercado de trabalho dos EUA. Desta vez, a paralisação deve ter uma resolução rápida, com a Câmara dos Representantes a votar um texto orçamental na sexta-feira. 

A esta hora, o euro avança 0,16% para 1,1810 dólares, depois de ter tocado nos 1,20 dólares na semana passada. No entanto, a escolha de Kevin Warsh como presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana acabou por interromper o "rally" da moeda comum europeia, com o dólar a beneficiar da posição mais "hawkish" do economista entre os quatro nomes que restavam na corrida ao banco central. 

O índice do dólar da Bloomberg cai, a esta hora, 0,29%, após ter acelerado nos últimos dois dias. A libra acelera 0,16% para 1,3688 dólares, enquanto a "nota verde" desliza 0,08% para 155,51 ienes. No entanto, é contra o dólar australiano que a divisa dos EUA mais perde a esta hora, ao cair 1,27% com cada dólar australiano a valer 0,7036 dólares norte-americanos. 

O "Aussie", como é conhecido, disparou depois de o Banco da Austrália ter decidido aumentar as taxas de juro em 25 pontos-base pela primeira vez em dois anos, citando um aumento da inflação na segunda metade de 2025. O banco central antecipa agora que os preços continuem acima da meta durante mais tempo do que inicialmente previsto, impulsionados por um aumento da procura interna e investimento. 

face à rupia indiana, o dólar chegou a afundar mais de 1%, depois de os . Em troca, Nova Deli prometeu investimentos milionários em território norte-americano e terá se comprometido a parar de comprar petróleo russo - a principal fonte de financiamento dos russos para continuar com a guerra na Ucrânia.

08h46

"Montanha-russa" nos metais preciosos. Ouro próximo dos 5 mil dólares e prata dispara 9%

Mark Baker / Associated Press

Após duas sessões de perdas avultadas, os metais preciosos estão a recuperar uma boa parte do terreno perdido. O ouro está próximo de ultrapassar mais uma vez a barreira dos 5 mil dólares por onça, depois de ter visto o seu preço a afundar 13% em apenas dois dias, enquanto a prata dispara, apagando as perdas de segunda-feira e encaminha-se a passos largos de voltar a tocar nos 100 dólares por onça. 

Leia a notícia completa .

07h59

Tensões geopolíticas aliviam e atiram petróleo para o terceiro dia de perdas

AP / Jeff McIntosh

O barril de petróleo continua a desvalorizar e está a viver a terceira sessão consecutiva em território negativo, numa altura em que as tensões geopolíticas, nomeadamente entre EUA e Irão, estão a a aliviar e os investidores antecipam o possível impacto do acordo entre Washington e Nova Deli nas negociações para a paz na Ucrânia. 

Em troca de cortar as tarifas a produtos indianos de 25% para 18%, a - algo que tem vindo a fazer a um preço reduzido desde que Moscovo decidiu invadir o país vizinho. Isto acontece numa altura em que Nova Deli já tem vindo a diminuir substancialmente estas aquisições e faz parte de uma estratégia norte-americana de cortar as fontes de financiamento da Rússia para a guerra, pressionando Vladimir Putin para aceitar um acordo de paz. 

Neste contexto, o West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – perde 0,51% para os 61,82 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – segue a desvalorizar 0,63% para os 65,88 dólares por barril. Na sessão anterior, os dois crudes de referência acabaram por perder mais de 4% do seu valor, depois de EUA e Irão terem sinalizado uma aproximação. 

Numa conversa com jornalistas este domingo, Donald Trump recuou nas ameaças que andava a fazer a Teerão e que culminaram com o supremo líder do país, Ayatollah Ali Khamenei, a admitir um novo conflito no Médio Oriente. O Presidente dos EUA já vê um acordo entre as duas potências a acontecer no curto prazo, apesar de o Irão continuar relutante em relação ao fim do seu programa nuclear - uma das reivindicações de Wasghinton para não escalar as tensões.

Já nesta terça-feira, o . Representantes do Irão e dos EUA devem reunir-se na sexta-feira em Istambul, para discutir um possível acordo nuclear.

"Estas quedas consecutivas refletem a rapidez com que as posições otimistas foram revertidas", explica Priyanka Sachdeva, analista de mercado sénior da corretora Phillip Nova, à Bloomberg, referindo-se ao arranque do ano bastante positivo para o petróleo. "Com as ameaças geopolíticas atualmente atenuadas, o mercado voltou à narrativa de um mercado petrolífero com excesso de oferta", conclui. 


07h39

Recuperação do ouro e tecnológicas dão força às ações mundiais. Ásia vive melhor sessão desde abril

As principais praças asiáticas recuperaram do seu pior dia em mais de dois meses, à boleia de uma recuperação nos preços do ouro e da prata, que está a ajudar os mercados a estabilizarem após uma sessão de grande volatilidade. O setor tecnológico acelerou, com o impulso das notícias de que - um acordo que avalia as empresas em 1,25 biliões de dólares - e num dia em que a hipotética "bolha" de inteligência artificial (IA) vai voltar a ser testada com os resultados da fabricante de "chips" AMD. 

MSCI Asia Pacific Index - "benchmark" para a região - acelerou 3%, marcando a melhor sessão do índice desde abril do ano passado, quando Donald Trump, Presidente dos EUA, apresentou a sua nova política comercial ao mundo e agitou os mercados de uma forma quase sem precedentes. O sul-coreano Kospi, que conta com grande peso da IA na sua composição, liderou os ganhos regionais ao crescer 6,8%, apagando todas as perdas registadas na sessão anterior. A Samsung disparou mais de 11%. 

Pela China, o dia foi bastante mais calmo, com o Hang Seng, de Hong Kong, a ganhar 0,3% e o Shanghai Composite a acelerar 1,2%. Já no Japão, o seleto Nikkei 225 encerrou a sessão a valorizar 3,9%, enquanto o abrangente Topix conseguiu crescer 3,1%. Os dois últimos índices conseguiram recuperar completamente das perdas do dia anterior. 

Apesar de o "rally" das ações estar de volta, os analistas aconselham alguma precaução. "Esta recuperação parece mais uma estabilização após a tempestade, com a entrada dos 'dip buyers' [investidores que aproveitam desvalorizações recentes para reforçar posições], em detrimento de um retorno da confiança", explica Hebe Chen, analista de mercados sénior da Vantage Global Prime, à Bloomberg. 

Pela Índia, o Nifty 50 acelera 2,87%, depois de os . O anúncio foi feito por Donald Trump, depois de o primeiro-ministro indiano ter concordado interromper as compras de petróleo russo. O Presidente norte-americano afirmou ainda que a Índia vai também eliminar os impostos de importação sobre produtos dos EUA e comprar bens ao país no valor de 500 mil milhões de dólares (cerca de 400 mil milhões de euros).

O otimismo asiático deve ainda estender-se às praças europeias e a Wall Street, com os futuros do Euro Stoxx 50 a indicarem uma abertura em alta com ganhos de 0,4%

Pub
Pub
Pub