Europa maioritariamente verde. Ouro cai e euro continua abaixo do dólar

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta quarta-feira.
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Fábio Carvalho da Silva e Diogo Mendo Fernandes e Sílvia Abreu 24 de Agosto de 2022 às 17:26
Últimos eventos
Fed pressiona arranque de sessão europeia. Ásia fecha predominantemente encarnada

A Europa aponta para um arranque de sessão no vermelho. Os investidores vão digerir as declarações "hawkish", mais agressivas, de um membro da Reserva Federal norte-americana (Fed), numa altura em que o mercado procura sinais sobre o futuro da política monetária dos EUA.

 

O presidente da Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, reiterou esta terça-feira o compromisso do banco central em combater a inflação, através do endurecimento da política monetária. O líder regional frisou ainda que o seu maior medo é que a pressão exercida pelo aumento dos preços seja subestimada.

 

As declarações de Neel Kashkari surgem dias antes do discurso do presidente do banco central norte-americano, Jerome Powell, durante o simpósio Jackson Hole, que arranca esta quinta-feira.

 

Na Ásia, a sessão encerrou de forma mista. Pela China,o Shangai Composite caiu 1,4% e o Hang Seng 1,2%. No Japão, o "benchmark" do país Nikkei derrapou 0,49% e o Topix desvalorizou 0,2%. Já na Coreia do Sul, o Kospi subiu 0,6%.

Petróleo na linha d'água. Gás pressionado por obras na Noruega e EUA

O petróleo negoceia na linha d’ água, com os investidores a digerirem a queda dos stocks do crude nos EUA.

 

O West Texas Intermediate (WTI), referência para os EUA, negoceia (0,03%) nos 93,77 dólares por barril, enquanto o Brent do Mar do Norte – negociado em Londres – cota-se (-0,04%) nos 100,18 dólares por barril.

 

Na semana passada os stocks de crude nos EUA caíram 5,63 milhões de barris, de acordo com fontes que tiveram acesso aos dados do American Petroleum Institute, citadas pela Bloomberg. A par disto, a sessão está ainda a ser marcada pela notícia de que as expotações através do Cazaquistão podem ser interrompidas durante meses.

 

O principal oleoduto do país vai ser reparado, depois de uma equipa de mergulho ter descoberto fissuras em duas componentes da infraestrutura, de acordo com o comunicado do Caspian Pipeline Consortium divulgado esta semana. Assim que os trabalhos arranquem, deve demorar cerca de um mês a reparar cada componente.

 

No mercado do gás, a matéria-prima negociada em Amesterdão (TTF) - "benchmark" para o mercado europeu – sobe 1,5% para 273 euros por megawatt-hora.

O mercado está a ser pressionado pelas obras num importante centro de armazenamento que ficou danificado no início deste ano. A infraestrutura deveria estar pronta para voltar a operar em outubro, mas afinal só volta a funcionar em novembro.

 

O mercado está ainda a ser pressionado pela redução dos fluxos de gás que atravessam as centrais da Noruega, devido a trabalhos de manutenção não planeados, agravando assim as preocupações dos investidores que já enfrentam a redução expressiva do abastecimento de gás russo para a Europa.

Ouro cai com investidores a avaliar o futuro da política monetária nos EUA

O ouro desvaloriza, depois de no início da manhã ter subido, numa altura em que os investidores procuram sinais sobre o futuro da política monetária, levada a cabo pela Reserva Federal norte-americana (Fed).

 

O metal amarelo recua 0,16% para 1.745,38 dólares por onça. Durante seis dias consecutivos, o ouro cedeu contra a força do dólar, que torna as matérias-primas denominadas na nota verde, mais caras para quem negoceia com outras moedas, tendo na terça-feira quebrado esta sequência de perdas.

 

O presidente da Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, reiterou esta terça-feira o compromisso do banco central em combater a inflação, através do endurecimento da política monetária. O líder regional frisou ainda que o seu maior medo é que a pressão exercida pelo aumento dos preços seja subestimada.

 

 As declarações de Neel Kashkari surgem dias antes do discurso do presidente do banco central norte-americano, Jerome Powell, durante o simpósio Jackson Hole, que arranca esta quinta-feira.

 

Apesar das palavras do líder da Fed de Minneapolis, o economista-chefe do Goldman Sachs, Jan Hatzius, acredita que o discurso de Powell poderá fazer menção a um abrandamento da subida das taxas de juro nos próximos tempos.

Euro mantém-se a valer menos de um dólar

O euro mantém-se abaixo da paridade face ao dólar, estando a registar uma queda de 0,21% para 0,9949 dólares.

 

A preocupação em torno de uma possível recessão foi reforçada pela divulgação do índice de gestores de compras (PMI) da S&P Global, segundo o qual a atividade empresarial da Zona Euro contraiu em agosto pelo segundo mês consecutivo, depois de 16 meses de crescimento.

O índice caiu para 49,2 pontos em agosto, face a 49,9 pontos em julho, de acordo com a estimativa rápida.

 

Os dados "apontam para uma contração da economia durante o terceiro trimestre", alertou esta terça-feira a S&P Global.  

 

Já o índice do dólar da Bloomberg – que mede a força da nota verde contra 10 divisas rivais- negoceia na linha d’água, mais inclinado para terreno positivo (0,09%) % para 108,73 pontos, depois de cair 0,4% esta terça-feira.

A nota verde recuperou depois de o presidente da Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, ter reiterado o compromisso do banco central em combater a inflação, através da subida das taxas de juro.

 

Também o iene ganha força, dias antes do discurso de Jerome Powell durante o simpósio anual de Jackson Hole, estando os investidores a apostar num discurso "falcão", mais agressivo. A moeda japonesa ganha 0,11% para 0,0073 dólares.

"Yield" portuguesa com mais longa sequência de agravamento desde maio

Os juros agravam-se na Zona Euro, à medida que os mercados monetários continuam a aumentar as apostas de uma nova subida das taxas de juro diretoras da Zona Euro, ao mesmo tempo que os preços do gás aceleram.

 

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos – referência para a Europa – soma 3,6 pontos base para 1,348%, estando há sete dias a agravar-se, a mais longa sequência desde fevereiro.

 

Por sua vez, os juros da dívida italiana a dez anos agravam-se 5,3 pontos base para 3,681%, estando também a subir há sete dias, a mais longa sequência desde julho. Já os juros das obrigações francesas com a mesma maturidade crescem 4,1 pontos base para 1,953%.

 

Na Península Ibérica, a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos soma 4,2 pontos base para 2,426%, a mais longa sequência de agravamento de juros desde maio (sete dias consecutivos). Já aos juros da dívida espanhola a dez anos acrescem 4,4 pontos base para 2,542%.

 

O mercado monetário aposta que o BCE deve subir as taxas de juro diretoras em 130 pontos base até ao final do ano, um salto de dois pontos base, face às apostas desta terça-feira.

Especificamente, os "traders" acreditam que a taxa referente aos depósitos deve chegar a 2% até setembro de 2023, segundo os dados disponibilizados pela Bloomberg.

Europa prestes a fechar maior ciclo de derrotas desde junho

A Europa deslizou pela quarta sessão consecutiva, estando prestes a fechar a maior sequência de derrotas desde meados de junho.

As ações europeias estão a ser pressionadas pelo temor em torno de uma recessão iminente e pela expectativa em torno dos sinais sobre o futuro da política monetária, que poderão ser apresentados no final desta semana pela Reserva Federal norte-americana (Fed) durante o simpósio anual Jackson Hole.

 

O "benchmark" europeu por excelência, Stoxx 600, perde 0,59% para 428,80 pontos. Entre os 20 setores que compõe o índice de referência, o setor automóvel e de mineração comandam as perdas.

Por outro lado, o setor dos bens de consumo é o que melhor consegue escapar a esta maré vermelha, impulsionado pelos títulos da Richemont, os quais sobem 2,06%.

 

A empresa do segmento de luxo vendeu uma participação que detinha na empresa de e-commerce YNAP à Farfetch.

 

Nas restantes praças europeias, o sentimento também é negativo: Madrid desliza 0,69%, Frankfurt recua 0,65% e Paris cai 0,18%. Londres perde 0,18%, Amesterdão desvaloriza 0,26% e Milão perde 0,78%.

 

Após o "rally" de julho, o mercado acionista europeu foi pressionado pela crise energética e pelo medo de recessão que afetam a o bloco.

"A queda do euro poderia dar um impulso às ações europeias, mas compreensivelmente ninguém quer aguentar os riscos de possível aprofundamento da crise energética", salienta Ipek Ozkardeskaya, analista do Swissquote Bank, em declarações à Bloomberg.

Wall Street segue terceiro dia de vermelho. Bed Bath & Beyond sobe 28%

Wall Street está a negociar negativa nos primeiros minutos de negociação, isto depois dos principais índices terem registado perdas nos últimos dois dias, numa crescente antecipação de um simpósio da Reserva Federal norte-americana a realizar-se no final desta semana.

O índice de referência mundial S&P 500 está a ceder 0,09% para os 4.125,06 pontos, apontando assim o quarto dia consecutivo em baixa e que se está a traduzir em perdas de 1,4 biliões de dólares, de acordo com cálculos feitos pela Bloomberg. Já o industrial Dow Jones recua 0,15% para 32.859,63 pontos, enquanto que o Nasdaq Composite, depois de ter terminado inalterado esta terça-feira, desvaloriza 0,16% para os 12.361,00 pontos.

Entre os principais movimentos de mercado está a Bed Bath & Beyond que escala 28,19% em bolsa, depois do Wall Street Journal ter avançado que a empresa conseguiu um acordo de empréstimo com um credor, de forma a colmatar o prejuízo de 58 milhões apenas no último trimestre.

Este mês a empresa tornou-se a protagonista de um novo movimento "meme stocks", depois do presidente da GameStop, Ryan Cohen, ser ter desfeito da totalidade das ações na cotada a troco de um valor global de 189,3 milhões de dólares, lucrando assim 68,1 milhões de dólares com a venda da participação no capital da companhia.

Ouro valoriza com investidores à espera de Jackson Hole

O ouro segue a valorizar, numa altura em que os investidores ponderam sobre qual o caminho que a Reserva Federal norte-americana (Fed) vai seguir no que diz respeito à subida das taxas de juro diretoras. 

O metal amarelo valoriza 0,12% para 1.750,23 dólares por onça, ao passo que a platina cede 0,83% para 877,52 dólares e o paládio avança 2,62% para 2.037,41 dólares.

Os investidores estão de olhos postos na reunião em Jackson Hole, que todos os anos reúne os banqueiros centrais, e que na qual o presidente da Fed, Jerome Powell, vai discursar. Até agora, os sinais que vão surgindo apontam para caminhos distintos. 

Jan Hatziu, economista-chefe do Goldman Sachs, antecipou que Powell deverá abrir caminho a um abrandamento na subida das taxas de juro em Jackson Hole, mas, o presidente da Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, por sua vez, afirmou que é "muito claro" que o banco central terá de dar continuidade ao endurecimento da política monetária. 

Dólar pára ganhos e euro sobe ligeiramente, mas ainda abaixo da paridade

Um dia depois da paridade o dólar está a interromper ganhos dos últimos dias, com o euro a registar uma valorização.

Isto depois de terem sido divulgados dados sobre os serviços no setor privado nos Estados Unidos que registaram uma contração pelo segundo mês consecutivo - levantando mais uma vez hipóteses de uma menor subida das taxas de juro em setembro, por parte da Fed.

O euro valorizava assim 0,09%, ainda abaixo da paridade nos 0,9979 euros. Já o índice do dólar da Bloomberg – que mede a força da nota verde contra 10 divisas rivais – cede 0,075% para 108,549 pontos.

Petróleo valoriza após redução de reservas nos EUA

O petróleo valorizou depois de um relatório que aponta uma redução nas reservas de crude nos EUA ter pesado mais do que as perspetivas de a Rússia começar a vender petróleo com um forte desconto face aos preços internacionais.

O West Texas Intermediate (WTI), referência para os EUA, valoriza 0,83% para 94,52 dólares por barril, enquanto o Brent do Mar do Norte – negociado em Londres – avança 0,49%, estando a negociar nos 100,90 dólares por barril.

O "ouro negro" viu uma valorização depois de a Arábia Saudita ter divulgado que o grupo de países exportadores de petróleo e aliados (OPEP+) pode ser obrigado a travar a produção desta matéria-prima para estabilizar o mercado.

Juros agravam-se na Zona Euro. Alemanha fecha sequência mais longa em seis meses

Os juros da dívida soberana agravaram-se na Zona Euro, numa altura em que a elevada inflação leva os mercados a apostar numa nova subida das taxas de juro por parte do Banco Central Europeu (BCE). 

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos – referência para a Europa – soma 4,3 pontos base para 1,355%, estando há sete dias a agravar-se. Trata-se da sequência mais longa desde fevereiro.

Os juros da dívida francesa, por sua vez, subiram 5,8 pontos base para 1,970%, enquanto a "yield" da dívida soberana em Itália cresceu três pontos base para 3,658%. 

Por cá, os juros da dívida portuguesa a dez anos aumentaram 4,8 pontos base para 2,433%, enquanto as do país vizinho, Espanha, subiram 4,9 pontos base para 2,547%.

Europa quebra ciclo de perdas e sorri ao quarto dia

Depois da tempestade veio a bonança. Após três dias de negociação negativa, as principais bolsas do Velho Continente estiveram esta quarta-feira a negociar maioritariamente em terreno positivo, evitando o que seria a maior sequência de perdas em mais de dois meses.

O mercado acionista tem sido pressionado nos últimos dias pela escalada do preço das matérias-primas, principalmente o gás e a eletricidade, bem como uma moeda única europeia mais fraca que atingiu novamente o valor mais baixo face ao dólar esta terça-feira, assinalando assim uma descida à paridade pela segunda vez em dois meses.

Avaliando o cenário europeu Ipek Ozkardeskaya, analista do Swisswquote Bank, esclarece à Bloomberg que "um euro mais fraco podia ter dado de forma normal um 'boost' às ações europeias, mas compreensivelmente ninguém quer enfrentar os riscos de uma crise energética que se tem vindo a agravar".

O índice de referência da Europa ocidental, Stoxx 600, terminou o dia a valorizar 0,16%, com os setores dos bens para casa e da tecnologia a registarem os maiores ganhos. Do outro lado, o setor mineiro tombou perto de 2%. Já o petróleo e gás e a banca registaram desvalorizações que rondaram 1%.

Entre os principais movimentos de mercado esteve a empresa de roupa de luxo Richemont que subiu 3,55%, depois de ter anunciado que a Farfetch ia proceder à compra de 47,5% da sua empresa de "e-commerce" YNAP.

O mercado acionista tem sido pressionado nos últimos dias pela escalada do preço das matérias-primas, principalmente o gás e a eletricidade, bem como uma moeda única europeia mais fraca que atingiu novamente o valor mais baixo face ao dólar esta terça-feira, assinalando assim uma descida à paridade pela segunda vez em dois meses.

Avaliando o cenário europeu Ipek Ozkardeskaya, analista do Swisswquote Bank, esclarece à Bloomberg que "um euro mais fraco podia ter dado de forma normal um 'boost' às ações europeias, mas compreensivelmente ninguém quer enfrentar os riscos de uma crise energética que se tem vindo a agravar".

O índice de referência da Europa ocidental, Stoxx 600, terminou o dia a valorizar 0,16%, com os setores dos bens para casa e da tecnologia a registarem os maiores ganhos. Do outro lado, o setor mineiro tombou perto de 2%. Já o petróleo e gás e a banca registaram desvalorizações que rondaram 1%.

Entre os principais movimentos de mercado esteve a empresa de roupa de luxo Richemont que subiu 3,55%, depois de ter anunciado que a Farfetch ia proceder à compra de 47,5% da sua empresa de "e-commerce" YNAP.

Entre os principais índices da Europa Ocidental em Amesterdão, o AEX subiu 0,41%, o francês CAC-40 valorizou 0,39%, o italiano FTSEMIB ganhou 0,23% e o alemão DAX somou 0,20%.

Entre as perdas esteve o espanhol IBEX 35 a recuar 0,33% e o britânico FTSE 100 a ceder 0,22%. Já em Lisboa, o PSI não acompanhou o resto da Europa e também perdeu 0,25%.

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