Ao minutoAtualizado há 1 min11h16

Europa recupera após queda e Adidas dispara quase 5%. Ouro tomba à espera de Warsh

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta sexta-feira.
Europa em recuperação após queda e Adidas dispara quase 5%. Ouro tomba à espera de Warsh
AP / Eduardo Parra
Negócios 11:13
Últimos eventos
há 2 min.11h15

Euribor sobe a 3 e 6 meses e desce a 12 meses e termina mês com média a cair nos 3 prazos

A taxa Euribor subiu hoje a três e seis meses e desceu a 12 meses face a quinta-feira e termina janeiro com a média a cair nos três prazos.

Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que subiu para 2,031%, continuou abaixo das taxas a seis (2,158%) e a 12 meses (2,226%).

Em relação à média mensal da Euribor de janeiro, esta baixou a três, a seis e a 12 meses, de forma mais acentuada no prazo mais longo.

A média mensal da Euribor em janeiro desceu 0,020 pontos para 2,028% a três meses e 0,002 pontos para 2,137% a seis meses. Já a 12 meses a média da Euribor recuou 0,022 pontos para 2,245% em janeiro.

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu hoje, ao ser fixada em 2,158%, mais 0,012 pontos do que na quinta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a novembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,6% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,84% e 25,17%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor cedeu, para 2,226%, menos 0,002 pontos do que na sessão anterior.

A Euribor a três meses subiu hoje, ao ser fixada em 2,031%, mais 0,011 pontos do que na quinta-feira.

A próxima reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) realiza-se em 04 e 05 de fevereiro, em Frankfurt, Alemanha.

Na anterior reunião, em 18 de dezembro, o BCE manteve as taxas diretoras, de novo, pela quarta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes, em junho de 2024.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

há 6 min.11h12

Sobe e desce no ouro intensifica-se e leva metal precioso abaixo dos 5 mil dólares

Mike Groll/AP

O mercado dos metais preciosos está a viver uma autêntica montanha-russa de preços. Depois de o ouro e a prata terem conseguido fixar novos máximos históricos na quinta-feira, a negociação foi tomada por turbulência e, esta manhã, o metal amarelo chegou mesmo a negociar abaixo dos 5 mil dólares por onça, pressionado pelas notícias de que seria

A esta hora, o ouro já conseguiu recuperar ligeiramente das perdas, cedendo agora 5,64% para 5.072,23 dólares por onça, mas chegou a cair mais de 8% esta manhã para 4.943,32 dólares. Também a prata enfrenta grandes movimentos, tendo chegado a cair abaixo da marca dos 100 dólares recentemente ultrapassada, negociando agora com perdas superiores a 13% para 100,10 dólares. 

Donald Trump, Presidente dos EUA, anunciou que irá revelar a sua escolha para liderar a Fed esta sexta-feira e vários órgãos de comunicação norte-americanos estão a apontar para Kevin Warsh. A escolha, dizem fontes anónimas da Casa Branca, só é final quando o republicano a anunciar, mas os rumores foram reforçados com a ida do antigo governador do banco central a Washington na quinta-feira. 

Apesar de apoiar taxas de juro mais baixas, Warsh é visto como o mais "hawkish" dos candidatos que integravam a "short list" do Presidente dos EUA para liderar a Fed. Com a perspetiva de os juros diretores permanecerem num ponto restritivo por mais tempo, os mercados estão a incorporar esta escolha, dando força ao dólar e reduzindo a atratividade do ouro - uma vez que o metal amarelo não rende juros. 

Mesmo com os movimentos desta sexta-feira, o ouro continua a registar um saldo bastante positivo este ano, tendo já escalado cerca de 17% - bastante próximo de registar o melhor mês desde 1980. O salto na prata é ainda mais impressionante, com o metal branco a crescer 43% desde o arranque de 2026. 

10h14

Europa em recuperação após sessão de quedas. Adidas dispara quase 5%

AP / Arne Dedert

As principais praças europeias arrancaram a derradeira sessão da semana em território positivo, recuperando parcialmente das quedas de quinta-feira, quando foi pressionada pelos maus resultados da SAP e pelas quedas no setor tecnológico. Mesmo assim, o Stoxx 600 - o "benchmark" para a negociação da região - prepara-se para fechar o sétimo mês consecutivo em alta, a maior série de ganhos desde 2021. 

A esta hora, o Stoxx 600 avança 0,31% para 609,02 pontos, apoiado numa série de novos resultados trimestrais de várias empresas. A banca e as telecomunicações são os setores que mais ganham esta manhã, enquanto as mineiras estão a ser pressionadas por um "sell-off" no mercado dos metais preciosos, que estão a recuar de máximos históricos com o dólar a ensaiar uma recuperação.

Os investidores aguardam com expectativa a escolha de Donald Trump, Presidente dos EUA, para liderar a Reserva Federal (Fed) norte-americana. O anúncio vai ser feito esta sexta-feira e , antigo membro do conselho de governadores do banco central, visto como a opção mais "hawkish" entre os quatro candidatos que restavam na "short list" do Presidente e que são pelo princípio da redução das taxas de juro.

A escolha pode vir a minar o otimismo que se vive esta manhã nas principais praças europeias. Com a perspetiva de cortes menos agressivos nas taxas de juro, num contexto em que continuam num nível restritivo, o crescimento económico e das empresas pode continuar limitado e levar a um arrefecimento do mercado acionista norte-americano e contagiar a Europa. A esta hora, a negociação de futuros do outro lado do Atlântico aponta para uma abertura no vermelho, com o S&P 500 a cair quase 1%.

"Os mercados estão a mostrar algum desapontamento com os temas dominantes, a política de taxas de juro da Reserva Federal e as expectativas muito elevadas em algumas partes do setor tecnológico", explica Guillermo Hernandez Sampere, diretor de negociação da gestora de ativos MPPM, à Bloomberg. "Nenhuma classe de ativos está atualmente imune ao risco de uma correção", acrescenta. 

Entre as principais movimentações de mercado, o. Por sua vez, a Adidas avança 4,74% para 150,30 euros, depois de a empresa de vestuário de desporto ter visto as suas vendas crescer 4,8% para um recorde de 24,8 mil milhões de euros em 2025, com o lucro operacional a ultrapassar os 2 mil milhões. 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX salta 0,67%, o espanhol IBEX 35 avança 0,94%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,62%, o francês CAC-40 cresce 0,47%, ao passo que o britânico FTSE 100 acelera 0,14% e o neerlandês AEX salta 0,08%.

09h33

Juros agravam-se na Zona Euro à espera de inflação na Alemanha

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a agravar-se esta sexta-feira, num dia em que os investidores aguardam a primeira leitura da inflação na Alemanha referente ao mês de janeiro, de forma a avaliarem aquela que pode ser a tendência a nível europeu. 

A "yield" das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, aceleram 1,1 pontos base para 2,849%, enquanto os juros da dívida francesa com a mesma maturidade ganham 1,6 pontos para 3,433% e os da italiana sobem 1,7 pontos para 3,461%. Esta sexta-feira, o gabinete de estatísticas alemão revelou que a maior economia europeia acelerou mais do que o previsto no quarto trimestre do ano passado, acelerando 0,3% em cadeia. 

Pela Península Ibérica, os juros das obrigações portuguesas a dez anos agravam-se em 1,1 pontos base para 3,201%, enquanto os das obrigações espanholas saltam 1,3 pontos para 3,215%. Em termos homólogos, a economia do país vizinho acabou por ficar abaixo das expectativas, crescendo 2,6% contra os 2,7% que os analistas apontavam. 

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas a dez anos seguem a tendência ao saltarem um ponto base para 4,519%.  

09h29

Economia de Espanha cresceu 2,8% em 2025

Mariscal / Lusa-EPA

A economia de Espanha cresceu 2,8% no ano passado, revelou esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE) espanhol.

Só no último trimestre do ano (outubro a dezembro), o Produto Interno Bruto (PIB) de Espanha cresceu 0,8% comparando com os três meses anteriores e 2,6% na comparação com o mesmo período de 2024, segundo os dados do INE conhecidos hoje.

Na comparação homóloga (com o mesmo período de 2024), a procura interna (consumo e investimento) contribui com 3,6 pontos para o crescimento do PIB entre outubro de dezembro, enquanto a contribuição da procura externa (importações e exportações) foi negativa (-1 ponto).

O "crescimento em volume do PIB no conjunto do ano de 2025 foi de 2,8%", revelou o INE, num comunicado.

A economia espanhola cresceu 3,5% em 2024, segundo a estimativa atualizada mais recente do INE.

O Banco de Espanha melhorou no final de dezembro as previsões de crescimento do PIB do país para 2025, que calculava que chegasse aos 2,9%, mais três décimas do que a estimativa anterior.

Também a previsão do banco central para 2026 melhorou quatro décimas, com a nova estimativa a ser de um crescimento do PIB de Espanha de 2,2% este ano.

09h17

Dólar ensaia recuperação com novo presidente da Fed à vista

Soeren Stache/AP Images

Após uma semana penosa para o dólar, a divisa norte-americana está a ensaiar uma recuperação, depois de o Presidente dos EUA ter anunciado que vai revelar o novo líder da Reserva Federal (Fed) ainda esta sexta-feira. Kevin Warsh, antigo membro do conselho de governadores do banco central, estará à frente da corrida - um nome que está a surpreender os mercados, devido à posição mais "hawkish" do que os seus concorrentes. 

A esta hora, o índice do dólar da Bloomberg acelera 0,31%, depois de ter caído para mínimos de quatro anos durante a semana. Mesmo assim, a moeda encaminha-se para fechar a semana com um saldo negativo, pressionada por uma série de políticas erráticas por parte da atual administração dos EUA, que culminou com Donald Trump a afirmar que não estava preocupado com a desvalorização do dólar. 

Os mercados estão, agora, a incorporar a possível escolha de Kevin Warsh como presidente da Fed. Visto como mais "hawkish" que os outros nomes na corrida, como Kevin Hassett ou Rick Rieder, Warsh advoga por taxas de juro mais baixas mas tem uma posição bastante mais moderada em termos de política monetária. Juros diretores mais elevados tendem a restringir o crescimento económico e das empresas - uma das formas que os países têm para conter a inflação -, o que pode levar a um arrefecimento do mercado acionista, aumento dos juros da dívida e ainda a um reforço da divisa norte-americana. 

O euro recua 0,35% para 1,1929 dólares e a libra desvaloriza 0,3% para 1,3766 dólares. Já a "nota verde" acelera 0,49% para 153,86 ienes, deixando a divisa nipónica novamente no centro das atenções. O mercado cambial chegou a incorporar uma possível intervenção conjunta no iene por parte das autoridades norte-americanas e japonesas, o que deu algum alento à moeda esta semana, mas o envolvimento dos EUA acabou por ser negado pelo secretário do Tesouro do país, Scott Bessent. 

08h43

Ouro cai quase 5% com possível nomeação de Wash. Metal vive melhor mês desde 1982

AP / Jae C. Hong

O ouro ainda chegou a recuperar do "sell-off" de quinta-feira, mas as notícias que colocam Kevin Warsh como o nome indicado para liderar a Reserva Federal (Fed) norte-americana voltaram a afundar o metal precioso. Os preços do ativo de refúgio predileto dos investidores chegaram a cair quase 5% esta sexta-feira, com os mercados a incorporarem um novo presidente do banco central mais "hawkish" do que era antecipado - o que tende a desfavorecer o ouro. 

A esta hora, o metal precioso já reduziu um pouco as perdas, mas continua a cair 4,22% para 5.148,35 dólares por onça, depois de ter fixado um novo máximo histórico de 5.595,47 dólares na quinta-feira - antes de cair abruptamente com a tomada de mais-valias. Apesar das quedas registadas nesta sessão, o ouro encaminha-se para fechar o melhor mês desde 1982, ao valorizar mais de 20%, com os investidores a acorrerem à "commodity" para encontrar refúgio de uma escalada nas tensões internacionais. 

De acordo com órgãos de comunicação norte-americanos, que citam fontes anónimas, , antigo membro do conselho de governadores da Fed, como o novo líder do banco central. Visto como mais "hawkish" que os outros nomes na corrida, como Kevin Hassett ou Rick Rieder, Warsh advoga por taxas de juro mais baixas, mas tem uma posição bastante mais moderada em termos de política monetária.

O ouro tende a beneficiar de taxas de juro mais baixas, uma vez que não rende juros. Como a possível nomeação de Warsh está a dar algum impulso ao dólar, isso torna a negociação do ouro mais dispendiosa para investidores que usam outras divisas.  Para Christopher Wong, estratega do Oversea-Chinese Banking, estes movimentos do metal precioso "validam o mantra de tudo o que sobe, tem de descer", com os mercados à espera de um acontecimento que justifique uma correção nos preços. "É uma daquelas desculpas que os mercados estão à espera para reverter estes movimentos parabólicos", acrescenta. 

08h13

Petróleo dá "passo atrás" mas encaminha-se para fechar o melhor mês em anos

AP / Jeff McIntosh

O barril de petróleo está a desvalorizar mais de 1% esta manhã, uma correção dos grandes ganhos das últimas sessões, mas que não impede a matéria-prima de fechar o melhor mês em vários anos. É, aliás, o primeiro mês no verde para o crude em meio ano, com o "ouro negro" a ser impulsionado por uma escalada no prémio de risco após as ameaças de Donald Trump, Presidente dos EUA, ao regime iraniano. 

A esta hora, o West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – perde 1,74%, para os 64,28 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – segue a desvalorizar 1,29% para os 69,80 dólares por barril. Na quinta-feira, o e atingiu máximos de finais de julho, encaminhando-se para fechar o melhor mês desde janeiro de 2022. 

Com as ameaças de uma investida dos EUA contra o Irão e o , os preços acabaram por aliviar depois de terem disparado quase 4% na sessão de quinta-feira. As tensões entre os dois países escalaram depois de Trump ter feito um ultimato ao regime de Ali Khamenei: ou o país chega a um acordo com os EUA para acabar com o seu programa nuclear ou poderá vir a enfrentar uma intervenção militar de maiores proporções às registadas em junho do ano passado - que atirou o preço do Brent acima dos 70 dólares. 

A resposta de Teerão não tardou em chegar. O país mostrou-se disponível para um diálogo baseado em "respeito e interesses mútuos", mas rejeitou qualquer tipo de pressão vinda dos norte-americanos, acrescentando que o país está pronto para "se defender e responder como nunca antes". O Irão é o quarto maior produtor da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), com um "output" de cerca de 3,2 milhões de barris por dia. 

Os analistas do banco norte-americano Citi consideram que o petróleo está a negociar com um prémio de risco de sete a dez dólares, de acordo com a Bloomberg. Não antecipam uma nova escalada de tensões no curto prazo, com os EUA e o Irão a restringirem as suas ações. Caso um ataque aconteça, Trump deverá evitar infraestrutura petrolífera, referem ainda. 

07h40

Ásia divide-se entre ganhos e perdas com Kevin Warsh a liderar corrida à Fed. Europa aponta para o verde

As principais praças asiáticas encerraram a derradeira sessão da semana divididas entre ganhos e perdas, após uma série de sessões a renovar recordes consecutivos, num dia em que os investidores aguardam com grande antecipação a escolha de Donald Trump, Presidente dos EUA, para a presidência da Reserva Federal (Fed) norte-americana. Vários órgãos de comunicação do país estão a apontar para , após uma visita do antigo governador da autoridade monetária à Casa Branca na quinta-feira - e os mercados já começaram a incorporar essa escolha. 

Visto como mais "hawkish" que os outros nomes na corrida, como Kevin Hassett ou Rick Rieder, Warsh advoga por taxas de juro mais baixas mas tem uma posição bastante mais moderada em termos de política monetária. Juros diretores mais elevados tendem a restringir o crescimento económico e das empresas - uma das formas que os países têm para conter a inflação -, o que pode levar a um arrefecimento do mercado acionista, aumento dos juros da dívida e ainda a um reforço do dólar. 

"A perceção do mercado é de que Kevin Warsh seria a opção relativamente mais tradicional e menos 'dovish' como presidente da Fed, caso em que podemos ver menos cortes nas taxas", explica Andrew Ticehurst, estratega sénior da Nomura Australia, à Bloomberg. No entanto, a agência financeira diz que a escolha só é final quando o Presidente dos EUA a anunciar, de acordo com fontes que preferiram não ser nomeadas. 

Neste contexto, o MSCI AC Asia Pacific - "benchmark" para a região - encerrou a sessão com perdas de 0,9%, depois de ter atingido máximos históricos nas últimas sessões. Pelos EUA, os futuros apontam para uma abertura no vermelho, com o S&P 500 a cair 0,7%, enquanto na Europa a tendência deve ser contrária - com as ações do Velho Continente a recuperarem das quedas de quinta-feira, quando foram pressionadas pelos maus resultados da SAP. 

Entre as principais praças asiáticas, os chineses Hang Seng, de Hong Kong, e o Shanghai Composite cederam 2% e 0,9%, respetivamente, encabeçando as perdas da região. Já o sul-coreano Kospi conseguiu avançar mais de 1% esta sexta-feira, enquanto o japonês Nikkei 225 ganhou 0,25% e o australiano S&P/ASX cresceu 0,23%. 

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