Lucros da dona do Facebook recuam 3% para 60,5 mil milhões em 2025
A tecnológica de Mark Zuckerberg ganhou no último trimestre, mas perdeu na globalidade do ano. Despesas de capital, com trabalhadores e prejuízo no segmento de realidade aumentada pressionou contas de 2025.
A Meta alcançou lucros de 22,8 mil milhões de dólares (19,07 mil milhões de euros ao câmbio atual) no quarto trimestre, um aumento de 9% face aos 20,8 mil milhões registados no mesmo período de 2024, informou esta quarta-feira a dona do Facebook e Instagram. Este valor impulsionou os resultados da totalidade do ano, que se fixaram em 60,5 mil milhões de dólares, não evitando, contudo, uma quebra de 3%.
As receitas do último trimestre apresentaram uma subida de 24% até aos 59,9 mil milhões, enquanto as do ano ascenderam a 200.966 milhões de dólares, um acréscimo de 22% em relação a 2024.
"Tivemos um forte desempenho em 2025", escreveu Mark Zuckerberg, CEO e fundador da tecnológica. "Estou entusiasmado para desenvolver a superinteligência pessoal para as pessoas de todo o mundo em 2026", continou o multimilionário no relatório financeiro.
As despesas totais da companhia cresceram no trimestre e no ano, em 40% e 24%, respetivamente. E as perspetivas é que os gastos continuem a aumentar, com a empresa a apostar na superinteligência. Só as despesas de capital fixaram-se em 72,22 mil milhões no ano, sendo que a dona do Facebook estima um aumento significativo para este ano.
"Prevemos que as despesas de capital em 2026, incluindo pagamentos de capital, fiquem entre entre os 115 e 135 mil milhões de dólares, com um crescimento anual impulsionado pelo aumento do investimento para apoiar os esforços do Meta Superintelligence Labs e os negócios principais", destaca o diretor financeiro.
A empresa justifica este aumento em duas partes. "A maior parte do aumento será impulsionado pelos custos de infraestrutura, que incluem gastos com 'cloud' de terceiros, maior depreciação e maiores despesas operacionais de infraestrutura. O segundo maior é a remuneração dos funcionários, impulsionada por investimentos em talentos técnicos", assumindo que as contratações deste ano se vão focar "em áreas prioritárias", nomeadamente em inteligência artificial.
No relatório financeiro, a empresa admite que chegou a "acordo com a Comissão Europeia sobre as alterações à nossa oferta de anúncios menos personalizados, que começaremos a implementar este trimestre". Ainda assim, a dona do Instagram assegura estar a "monitorizar obstáculos legais e regulamentares na UE e nos EUA que podem afetar significativamente os nossos negócios e resultados financeiros", especificamente temas de escrutínio que envolvem a camada jovem.
A empresa revela ainda receitas de 196,2 mil milhões de dólares no segmento publicitário. A "família de apps", onde se englobam as redes sociais como WhatsApp, Instagram e Facebook, registou lucros de 102,5 mil milhões, enquanto o estúdio de "Reality Labs", onde está a realidade virtual e aumentada, registou um prejuízo de 19,2 mil milhões. A perspetiva é que este segmento continue a apresentar perdas este ano.
A empresa fechou a sessão desta quarta-feira em baixa ligeira, ao perder 0,63% para 668,73 dólares, mas as estimativas para 2026 estão a dar gás às negociações "after-hours". Pelas 21h40, a Meta ganha 8,70% para 726,89 dólares.
Mais lidas