Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas em alta e juros em novos mínimos à boleia da Fed. Ouro em máximos de 2013

Abertura dos mercados: Bolsas em alta e juros em novos mínimos à boleia da Fed. Ouro em máximos de 2013

As bolsas europeias acordaram otimistas perante a perspetiva de descida de juros nos EUA, um cenário que está a contribuir para uma descida dos juros na Europa. Já o petróleo está a subir mais de 2,5%, numa altura em que a tensão entre EUA e Irão aumenta. O ouro beneficia do contexto e sobe para máximos de quase seis anos.
Abertura dos mercados: Bolsas em alta e juros em novos mínimos à boleia da Fed. Ouro em máximos de 2013
Bloomberg
Sara Antunes 20 de junho de 2019 às 09:14

Os mercados em números

PSI-20 cai 0,06% para 5.095,78 pontos

Stoxx 600 aprecia 0,59% para 387,03 pontos

Nikkei valorizou 0,60% para 21.462,86 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 2,9 pontos base para 0,513%

Euro ganha 0,63% para 1,1297 dólares

Petróleo sobe 2,64% para 63,45 dólares por barril

 

Bolsas sobem à boleia da Fed

As bolsas europeias iniciaram a sessão em alta, a beneficiar da postura mais "dovish" assumida pela Reserva Federal (Fed) dos EUA. O banco central americano manteve as taxas de juro na reunião de junho, mas admitiu descer o preço do dinheiro. Jerome Powell assumiu que os dados apontam, pela primeira vez, para um cenário de descida de juros, o que elevou a expectativa dos investidores.

 

"O cenário para uma política um pouco mais acomodatícia fortaleceu-se", afirmou o presidente da Fed durante a conferência de imprensa que se seguiu ao fim da reunião de política monetária. Powell disse ainda que a Fed está preparada para usar as ferramentas necessárias para ajudar no crescimento económico, voltando assim a garantir que a autoridade estará pronta a responder no caso de a economia precisar.

 

Este contexto fez com que os investidores elevassem as suas expectativas sobre o futuro da política monetária nos EUA. O Goldman Sachs está já a prever que a Fed anuncie duas descidas de juros nos EUA este ano, num total de 50 pontos base. A primeira será já em julho e a segunda dois meses depois.

 

A Fed junta-se assim ao Banco Central Europeu (BCE), que também já abriu a porta à descida de juros na Zona Euro.

 

Neste contexto, o Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, está a apreciar 0,59% para 387,03 pontos. Já na bolsa nacional, o PSI-20, que iniciou o dia com ganhos, já inverteu a tendência e segue com uma queda de 0,06%, numa altura em que os setores do papel e do retalho estão a desvalorizar.

 

Juros renovam mínimos

A perspetiva de descida de juros nos dois lados do Atlântico está a pressionar as taxas implícitas nas dívidas soberanas. A "yield" da dívida portuguesa a 10 anos está a descer 2,9 pontos base para 0,513%, o que representa um novo mínimo histórico. A queda é generalizada na Europa, com a taxa de juro da dívida alemã a ceder 1,8 pontos para -0,310%. França e Espanha estão a sentir uma redução de 2,5 pontos e Itália está a registar uma queda de 5,4 pontos para 2,049%.

 

Dólar cai com perspetiva de juros mais baixos

A esperada redução de juros nos EUA está a reduzir a atratividade do dólar, com os investidores a preferirem apostar em ativos mais arriscados (uma vez que os bancos centrais estão a mostrar-se firmes no apoio à economia) e que poderão dar retornos maiores. Assim, o euro está a subir 0,63% para 1,1297 dólares, apesar de na Europa a estimativa ser também de uma redução de juros.

 

Tensão entre EUA e Irão catapulta petróleo

Os preços do petróleo estão a subir mais de 2,5%, a refletir a tensão geopolítica que se vive no Médio Oriente, mais especificamente no Irão, que revelou ter abatido um drone americano. O Irão, liderado por Hassan Rouhani, anunciou que destruiu um drone de espionagem americano que circulava no espaço aéreo iraniano. Este episódio marca o escalar das tensões políticas sentidas no Golfo Pérsico, uma região que fornece um terço do petróleo utilizado a nível mundial. Este é mais um episódio de aumento de tensão, depois de os EUA terem decidido enviar cerca de mil militares suplementares para o Médio Oriente em contexto de tensões acrescidas com o Irão.

 

O preço do barril do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, está a subir 2,64% para 63,45 dólares. Já o West Texas Intermediate (WTI), transacionado em Nova Iorque, está a ganhar 2,88% para 55,31 dólares.

 

Ouro sobe para máximos de 2013

O ouro está a subir e a negociar em máximos de 2013, a beneficiar de um contexto de corte de juros nos EUA. A postura assumida pela Fed torna os investimentos em dólares menos atrativos, uma vez que o retorno dos mesmos diminui, o que aumenta o apetite pelo ouro. O metal precioso está a subir 1,63% para 1.382,58 dólares por onça.




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