Bolsa S&P500 sobe para máximo histórico após Fed admitir descer juros

S&P500 sobe para máximo histórico após Fed admitir descer juros

As bolsas americanas seguem com ganhos, ainda a refletir as perspetivas traçadas pela Fed. O S&P500 atingiu mesmo um novo máximo histórico.
S&P500 sobe para máximo histórico após Fed admitir descer juros
Reuters
Sara Antunes 20 de junho de 2019 às 14:40

Os principais índices bolsistas dos EUA estão a subir, com o Dow Jones a ganhar 0,91% para 26.744,81 pontos, o Nasdaq a avançar 1,19% para 8.082,18 pontos e o S&P500 a apreciar 0,96% para 2.954,79 pontos, tendo já negociado acima dos 2.955 pontos, o que corresponde a um máximo histórico.

 

A contribuir para este desempenho estão as novidades sobre a política monetária nos EUA. A Reserva Federal (Fed) dos EUA manteve as taxas de juro na reunião de junho, mas admitiu descer o preço do dinheiro. Jerome Powell assumiu que os dados apontam, pela primeira vez, para um cenário de descida de juros, o que elevou a expectativa dos investidores.

 

"O cenário para uma política um pouco mais acomodatícia fortaleceu-se", afirmou o presidente da Fed durante a conferência de imprensa que se seguiu ao fim da reunião de política monetária. Powell disse ainda que a Fed está preparada para usar as ferramentas necessárias para ajudar no crescimento económico, voltando assim a garantir que a autoridade estará pronta a responder no caso de a economia precisar.

 

Este contexto fez com que os investidores elevassem as suas expectativas sobre o futuro da política monetária nos EUA. O Goldman Sachs está já a prever que a Fed anuncie duas descidas de juros nos EUA este ano, num total de 50 pontos base. A primeira será já em julho e a segunda dois meses depois.

 

Entre as cotadas destaque para a Boeing, cujas ações estão a apreciar 1,01% para 372,33 dólares, depois de a fabricante de aviões ter anunciado que está em negociações com mais companhias aéreas para vender mais unidades do 737 Max. A Boeing tinha já revelado que a IAG, dona da British Airways, disse estar interessada em comprar 200 aviões deste modelo.

Também esta quinta-feira foi revelado que o número de americanos que pediram o subsídio de desemprego caiu mais do que estava a ser antecipado. Os pedidos desceram em 6.000 para um total de 216 mil, na semana passada, de acordo com os dados do Departamento do Trabalho. Já os economistas consultados pela Reuters antecipavam uma quebra para 220 mil.

 

A Oracle está a avançar mais de 6% para 56,08 dólares após ter elevado as previsões de lucros do atual trimestre, o que está a animar a negociação dos títulos.

 

Do lado oposto está a Carnival, ao perder mais de 11% para 46,85 dólares, depois de ter revisto em baixa as estimativas de lucros para este ano, devido ao anúncio da administração Trump de banir os cruzeiros para Cuba. A operadora de cruzeiros não está sozinha na reação, as rivais Royal Caribean Cruises e a Norwegian Cruise Line também estão a ceder mais de 2,5%.

 

Os investidores estão também menos pessimistas em relação à guerra comercial entre os EUA e a China. O presidente dos EUA revelou no início desta semana que as equipas norte-americanas e chinesas já estão em negociações, em antecipação da reunião que irá realizar-se na próxima semana. Donald Trump revelou que teve uma "conversa muito boa ao telefone" com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, e antecipou uma reunião "aprofundada" a ser realizada na próxima semana, durante a cimeira do G-20.




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