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Abertura dos mercados: Itália dá ao euro maior subida desde Março e petróleo afunda

A moeda única europeia beneficia do veto do presidente da República italiano, que rejeitou um eurocéptico para o cargo de ministro das finanças, e deverá sugerir um ex-director do FMI. O petróleo afunda na sombra de um novo acordo entre Rússia e Arábia Saudita.,

Reuters
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 28 de Maio de 2018 às 09:35
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Os mercados em números

PSI-20 cai 0,19% para os 5.599,76 pontos

Stoxx 600 sobe 0,16% para os 391,69 pontos

Nikkei aprecia 0,13% para os 22.481,09 pontos

"Yield 10 anos de Portugal recua 0,1 ponto base para 1,944%

Euro valoriza 0,50% para os 1,1709 dólares

Petróleo desliza 1,61% para os 75,21 dólares por barril

 

Europa diz "buon giorno" aos ganhos 

O principal agregador europeu, o Stoxx 600, está a valorizar 0,16% para os 391,69 pontos.  A Europa segue com nota positiva na maioria das praças, com destaque para a italiana. O índice da bolsa de Milão abriu a subir 1,59% para os 22.754,27 pontos e mantém-se com uma valorização de 0,72% para os 22.559,49 pontos. Isto depois do presidente da República italiano, Sergio Mattarella, vetar a escolha de um eurocéptico para ministro das finanças, o que levou Giuseppe Conte a desistir do cargo de primeiro-ministro. Espera-se que Matarella anuncie Carlo Cotarelli, um antigo director para os assuntos orçamentais do Fundo Monetário Internacional (FMI), como a próxima opção para liderar um governo de transição.

 

A bolsa nacional abriu em queda, pressionada pelas seis cotadas que estão hoje a descontar o dividendo.  O índice iniciou em queda ligeira, de 0,03%, mas a tendência negativa foi reforçada, deslizando agora 0,19% para os 5.599,76 pontos.

  

Juros de Itália aliviam de máximo de três anos 

Os desenvolvimentos em Itália, que deverão ditar novas eleições, está a ter impacto positivo sobretudo na dívida italiana, com os juros das obrigações soberanas do país a liderarem as quedas na Europa, aliviando dos máximos de três anos fixados na véspera. A "yield" dos títulos a 10 anos cede 7,2 pontos base para 2,39%.

Em Portugal a queda é bem mais contida – 0,1 pontos base para 1,944% - embora o prémio de risco esteja a ceder de forma mais acentuada, para 152 pontos base, uma vez que a "yield" das bunds a 10 anos está a aumentar 2,3 pontos base para 0,429%.     

 

Euro com maior subida desde Março

Já a moeda única europeia beneficia de uma valorização de 0,50% face ao dólar, cotando nos 1,1709 dólares, mas já esteve a subir 0,66% para os 1,17 dólares, a maior subida do euro em relação ao dólar desde o dia 26 de Março. A moeda única do velho continente alivia desta forma dos mínimos de meados de Novembro, os quais tem vindo a renovar. De Itália vem um alívio da pressão, com o presidente da República a defender uma nova direcção para o Governo: quer um ex-director do FMI a liderar as finanças do país. 

 

Petróleo afunda com novo acordo à vista

O barril de Brent, referência para a Europa, desliza 1,61% para os 75,21 dólares, depois de já ter afundado 2,55% para os 74,49 dólares, um valor que não era tocado pela matéria-prima desde 8 de Maio. A Rússia e a Arábia Saudita, dois dos maiores produtores do "ouro negro", anunciaram que estão a considerar aumentar a produção para aliviar a tensão dos consumidores, depois da matéria-prima ter atingido preços inéditos desde 2014. No último 22 de Maio o barril de Brent chegou a tocar os 80,50 dólares.

 

Gigantes do ouro e da prata reunidos

Grandes fabricantes como Barrick Gold Corp. e o Shandong Gold Group vão estar reunidos com consultores, analistas e ministros na cidade de Lima, no Peru, para discutir o futuro dos metais preciosos. O ouro está a cair 0,37% para os 1297,47 dólares por onça.

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