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Fecho dos mercados: Crise em Itália atira euro para novo mínimo e juros do país para máximos de quase três anos 

Os mercados estão em baixa face à instabilidade em Itália. A perspectiva de que os partidos eurocéticos podem reforçar a sua posição nas próximas eleições está a deixar os investidores preocupados.

Tiago Varzim tiagovarzim@negocios.pt 28 de Maio de 2018 às 17:35
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Os mercados em números

PSI-20 caiu 1,74% para 5.513,02 pontos

Stoxx 600 desvaloriza 0,31% para 389,85 pontos

Yield 10 anos de Portugal aumenta 12,3 pontos base para 2,074%

Euro recua 0,19% para 1,1629 dólares

Brent desce 1,6% para 75,22 dólares por barril

Bolsa italiana em queda há quatro sessões 

Os principais índices europeus desvalorizaram esta segunda-feira, nomeadamente o Stoxx 600, que reúne as 600 principais cotadas europeias, que caiu 0,31% para os 389,85 pontos. Já a bolsa nacional fechou em queda pela quarta sessão consecutiva, com o PSI-20 a atingir mínimos de 8 de Maio e a sofrer a queda diária mais forte desde 5 de Fevereiro. 


A praça lisboeta dominou as quedas na Europa, mas foi superada pela Itália. Face aos desenvolvimentos políticos no país, a bolsa italiana recuou 2%, acumulando quatro sessões consecutivas em queda. Está em mínimos de 5 de Março. Em causa está o novo Governo presidencial de transição, liderado por Carlo Cottarelli, director do FMI, após Sergio Mattarella ter rejeitado o Executivo proposto pelos partidos eurocéticos. Inicialmente, os investidores receberam bem a notícia, mas agora temem as repercussões da decisão nas próximas eleições. 

Juros italianos em máximos de quase três anos 

Apesar de estar para já afastado o cenário de um governo anti-euro, a subida dos juros italianos reflecte o receio dos investidores de que o Movimento 5 estrelas e a Liga obtenham votações ainda mais fortes nas eleições que vão decorrer no Outono ou início do próximo ano.

Os juros a dez anos de Itália sobem 22,2 pontos base para os 2,683%, um máximo de Junho de 2015. Por causa desse efeito, os juros dos países periféricos agravam esta segunda-feira, incluindo os juros a dez anos de Portugal que sobem 12,3 pontos base para 2,074%, um máximo de Outubro do ano passado, ultrapassando novamente a barreira dos 2%.

Também a subir, mas de forma menos expressiva, estão os juros a dez anos em Espanha: sobem 5,8 pontos base para 1,525%, um máximo de Fevereiro deste ano. No final desta semana a moção de censura chegará ao Parlamento espanhol onde será discutida e votada. 

Euribor sobe em todos os prazos em máximos de seis meses

As taxas Euribor subiram esta segunda-feira a 3, 6, 9 e 12 meses para níveis máximos dos últimos seis meses. A Euribor a três meses aumentou 0,001 pontos para -0,322% e a seis meses subiu 0,002 pontos para -0,269%. Já a Euribor a nove meses aumentou 0,001 pontos para -0,216% e a doze meses subiu 0,002 pontos para  -0,186%.

Euro em mínimos de Novembro

Esta segunda-feira o euro começou a sessão a recuperar, contagiado pela decisão de Mattarella, mas o sentimento nos mercados mudou ao longo do dia. Neste momento, o euro volta a perder terreno face ao dólar, renovando mínimos de Novembro do ano passado. O euro desvaloriza 0,19% para os 1,1629 dólares esta segunda-feira. A divisa europeia continua assim o seu maior ciclo de perdas semanais desde Janeiro de 2015. 

Brent desvaloriza pela 3.ª sessão consecutiva 

Depois de várias sessões a subir sem parar, o Brent, negociado em Londres, está há três sessões em queda. Esta segunda-feira o barril está a desvalorizar 1,6% para os 75,22 dólares. Já o WTI, negociado em Nova Iorque, renova quedas há cinco sessões consecutivas. Esta segunda-feira está a desvalorizar 2,11% para os 66,45 dólares. 

Porquê? A resposta está na Rússia e na Arábia Saudita, dois dos maiores produtores do "ouro negro", que anunciaram que estão a considerar aumentar a produção para aliviar a tensão dos consumidores, depois de a matéria-prima ter atingido os 80 dólares, um máximo de quatro anos. 

Gigantes do ouro e da prata reunidos

Os grandes fabricantes Barrick Gold Corp. e o Shandong Gold Group estão reunidos com consultores, analistas e ministros na cidade de Lima, no Peru, para discutir o futuro dos metais preciosos. O ouro está a desvalorizar 0,32% para os 1.298,02 dólares por onça. 

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