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Abertura dos mercados: Juros portugueses disparam. Euro abaixo de 1,16 dólares

A crise política em Itália está a atingir fortemente os juros da dívida portuguesa que estão em máximos de Outubro. Por outro lado, o euro continua a perder terreno e já vale menos do que 1,16 dólares.

Reuters
Tiago Varzim tiagovarzim@negocios.pt 29 de Maio de 2018 às 08:32
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Os mercados em números

PSI-20 desce 1,05% para 5.455,11 pontos

Stoxx 600 desvaloriza 0,67% para 387,22 pontos

Nikkei desvalorizou 0,55% para 22.358,43 pontos 

Yield a 10 anos de Portugal recua 18 pontos base para 2,251%

Euro recua 0,26% para 1,1594 dólares

Petróleo sobe 0,33% para 75,55 dólares por barril em Londres

 

Bolsas europeias pintadas de vermelho

Não há volta a dar: a situação italiana está a contagiar todas as praças europeias que negoceiam esta terça-feira em terreno negativo. A bolsa italiana é uma das que mais sofre com uma queda de 1,82% para os 21.521,42 pontos, desvalorizando pela quinta sessão consecutiva. Já o PSI-20 desce mais de 1% com o BCP a liderar as quedas. O principal índice europeu, o Stoxx 600, que reúne as 600 maiores cotadas europeias, desvaloriza 0,67% para os 387,22 pontos. 
O sector da banca europeia é um dos mais penalizados, uma vez que está a descer mais de 1%, sendo que o mais cai, com o UBI a recuar quase 5%. O BCP é o segundo banco que mais desce, mas o vermelho é a cor que impera. Entre 48 membros, apenas dois conseguem evitar as quedas, todas as restantes cotadas estão a perder valor.

 

Juros portugueses agravam 

Os juros da dívida portuguesa a dez anos estão a subir mais do que os italianos. Neste arranque de sessão, a taxa de juro associada à dívida a 10 anos de Portugal está a disparar 18 pontos base para 2,251%, um máximo de Outubro. Este agravamento surge numa altura em que o problema de Itália continua na ordem do dia. O novo Governo provisório pode agradar aos investidores no curto prazo, mas aumenta a preocupação a médio prazo. Os juros a dez anos de Itália continuam a subir, mas de forma menos expressiva que os portugueses: aumentam 15,6 pontos base para 2,839%.

Euro negoceia abaixo dos 1,16 dólares

O maior ciclo de quedas do euro desde Janeiro de 2015 continua. O euro está a deslizar, negociando pela primeira vez desde Novembro abaixo de 1,16 dólares. A divisa europeia está a cair 0,26% para os 1,1594 dólares. A pressionar o euro continua a estar a crise política em Itália, com os investidores a temerem um reforço das forças políticas anti-europeístas nas próximas eleições antecipadas. 

Brent recupera. WTI alarga perdas
Depois de ter desvalorizado durante os últimos dias, afastando-se dos 80 dólares, um máximo de quatro anos em que tocou, o petróleo negociado em Londres está a valorizar 0,33% para os 75,55 dólares esta terça-feira. O Brent tinha desvalorizado nas últimas três sessões. Quem continua em tendência descente é o WTI, negociado em Nova Iorque, que está a perder 1,61% para os 66,80 dólares. O barril está a cair há cinco sessões, principalmente depois de a Rússia e a Arábia Saudita, dois dos principais produtores do "ouro negro", terem anunciado que estão a considerar aumentar a produção para aliviar a tensão dos consumidores. 

Ouro em discussão
Por estes dias os gigantes do ouro como os fabricantes Barrick Gold Corp. e o Shandong Gold Group reúnem-se em Lima, no Peru, para discutir o futuro do metal precioso. A discussão passa por perceber o que é preciso para que o metal precioso volte a valorizar após as quedas que tem sentido este ano face ao reforço do dólar e o aumento das taxas de juro, segundo a Bloomberg. Esta terça-feira o ouro volta a cair, pela terceira sessão consecutiva, perdendo 0,16% para os 1.297,01 dólares por onça. 

(Notícia corrigida por lapso no título: Euro abaixo de 1,16 dólares em vez de 1,6 dólares)

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