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Bolsa sofre maior queda em quatro meses com crise em Itália e cotadas em ex-dividendo

O PSI-20 liderou a tendência negativa entre as principais praças europeias. O BCP e as cotadas que descontaram o dividendo foram as que mais pressionaram o índice.

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Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 28 de Maio de 2018 às 16:46
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A bolsa nacional fechou em queda pela quarta sessão consecutiva, com o PSI-20 a atingir mínimos de 8 de Maio e sofrer a queda diária mais forte desde 5 de Fevereiro.

 

O índice fechou a cair 1,74% para 5.513,02 pontos, com apenas quatro cotadas em alta, 13 em queda e uma sem variação.

 

A crise política em Itália ganhou novos contornos neste arranque de semana, que contribuíram para agravar o nervosismo dos investidores. A decisão do Presidente da República em não aceitar a composição do Governo liderado por Giuseppe Conte até teve impacto positivo na abertura da sessão, com as bolsas europeias em alta, o euro a registar a maior subida desde Março e os juros da dívida italiana em queda.

 

Mas a reacção positiva foi curta e apesar de Mattarella ter nomeado um governo de transição liderado por um ex-director do FMI (Carlo Cottarelli), os investidores voltaram a pressionar os activos italianos, o que acabou por contagiar os mercados europeus.

 

Apesar de estar para já afastado o cenário de um governo anti-euro, a queda dos activos italianos reflecte o receio dos investidores de que o Movimento 5 estrelas e a Liga obtenham votações ainda mais fortes nas eleições que vão decorrer no Outono ou início do próximo ano.

 

"Existe uma forte probabilidade de o 5 Estrelas e a Liga conseguirem de novo uma maioria e nesse caso voltaremos ao ponto em que teremos um governo que quer gastar muito mais do que tem e entrar em conflito com as regras europeias", afirmou à Bloomberg Rene Albrecht, do DZ Bank.

Os juros da dívida italiana disparam um máximo de 25 pontos base para um novo recorde desde Junho de 2015 acima de 2,7%.

 

As obrigações soberanas portuguesas foram atrás, com a "yield" dos títulos a 10 anos a subirem mais de 10 pontos base, tendo atingido um novo máximo do ano nos 2,06%

 

BCP pressionado

 

Na bolsa portuguesa o BCP foi o título mais castigado pela crise em Itália, seguindo o movimento negativo dos congéneres transalpinos. As acções do maior banco privado português desceram 3,34% para 0,2603 euros, o nível mais baixo desde 4 de Abril.

 

As acções do banco desceram pela quarta sessão seguida, período em que desvalorizaram 7,8%. O BCP já acumula uma desvalorização de 4% em 2018 e estiveram hoje muito perto de tocar em mínimos do ano.

 

Ainda a pressionar o PSI-20 estiveram acções como a Jerónimo Martins (-1,43% para 13,79 euros) e a EDP (-1,23% para 3.378 euros). Apesar de persistir acima do preço da OPA da China Three Gorges, a cotação da EDP tem vindo a perder valor nas últimas sessões. A companhia chinesa tem até sexta-feira para proceder ao registo da OPA.

 

Seis cotadas em ex-dividendo

 

Contudo, as cotadas que maior pressão exerceram no PSI-20 foram as que estão esta segunda-feira em ex-dividendo. A Galp Energia, Altri, F.Ramada, Sonae SGPS, Sonae Capital e Sonaecom vão distribuir aos dividendos referentes ao exercício de 2017 a partir de dia 30 de Maio e por isso estão hoje a descontar do valor das acções o dividendo que vão pagar.

 

A Galp Energia, que remunera os accionistas com um dividendo de 30 cêntimos, recuou 3,44% para 15,60 euros. A Altri desceu 2,99%, a F. Ramada caiu 17,74%, a Sonae SGPS desvalorizou 4,95% e a Sonae Capital baixou 7,75%. Fora do PSI-20 a Sonaecom não negociou.

 

Em baixo pode ver a queda das acções tendo em conta apenas o ajuste do desconto do dividendo.



(Notícia em actualização)

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