Mercados num minuto Abertura dos mercados: Nova ameaça na frente comercial penaliza bolsas. Petróleo sobe e juros portugueses atingem novo mínimo

Abertura dos mercados: Nova ameaça na frente comercial penaliza bolsas. Petróleo sobe e juros portugueses atingem novo mínimo

As bolsas europeias estão a ser penalizadas pelo novo foco de tensão na frente comercial, depois de os EUA terem ameaçado impor tarifas sobre 11 mil milhões de euros de bens importados da Europa. O petróleo segue em alta ligeira e os juros portugueses atingem novo mínimo.
Abertura dos mercados: Nova ameaça na frente comercial penaliza bolsas. Petróleo sobe e juros portugueses atingem novo mínimo
Reuters
Rita Faria 09 de abril de 2019 às 09:37

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,04% para 5.312,87 pontos

Stoxx 600 perde 0,01% para 387,49 pontos

Nikkei valorizou 0,19% para 21.802,59 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos caem 1,2 pontos para 1,206%

Euro sobe 0,04% para 1,1268 dólares

Petróleo em Londres ganha 0,03% para 71,12 dólares o barril

 

Bolsas europeias descem pela segunda sessão

As bolsas europeias estão a negociar em queda esta terça-feira, 9 de abril, pela segunda sessão consecutiva, penalizadas pelo potencial novo foco de tensão na frente comercial, desta vez entre os Estados Unidos e a Europa. Isto depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter ameaçado impor tarifas sobre 11 mil milhões de euros de bens importados do bloco regional, em resposta ao que considera ser subsídios ilegais da UE à Airbus, a grande rival da norte-americana Boeing.

 

Os investidores estão a reagir com cautela a esta nova ameaça na frente comercial, numa altura em que os Estados Unidos ainda mantêm o seu diferendo com a China. O índice de referência para o Velho Continente, o Stoxx600, perde 0,01% para 387,49 pontos.

 

Na bolsa nacional, o PSI-20 contraria a tendência com uma subida ligeira de 0,04% para 5.312,87 pontos. A impulsionar estão sobretudo a Galp Energia, que sobe 0,49% para 14,425 euros, e a Sonae, com uma valorização de 1,34% para 0,947 euros.

 

Juros portugueses em novo mínimo

Os juros da dívida portuguesa estão a negociar num novo mínimo histórico no prazo a dez anos, seguindo o alívio que se regista na generalidade dos países do euro. A yield associada às obrigações portuguesas no prazo de referência cai 1,2 pontos para 1,206%, depois de, na sexta-feira, a agência DBRS ter subido a perspetiva para a dívida soberana de estável para positiva, abrindo caminho a uma melhoria do rating.  

 

Em Espanha, os juros a dez anos descem 0,8 pontos para 1,072% e em Itália recuam 0,8 pontos para 2,478%. Na Alemanha, a queda é de1,2 pontos para -0,005%.

 

Euro sobe pelo segundo dia

A moeda única europeia está a valorizar face ao dólar pelo segundo dia consecutivo, antes da reunião do Banco Central Europeu (BCE) que, esta semana, excecionalmente, se realizará na quarta-feira. Ainda que não se esperem novidades, os investidores vão estar atentos às palavras de Mario Draghi que poderá dar mais pistas sobre o rumo da política do banco central.

 

Já a libra sobe pela segunda sessão, animada pela perspetiva de Theresa May conseguir garantir um prolongamento do prazo para o Brexit nos próximos dias, antes da data fixada para a saída sem acordo, que é 12 de abril. Esta terça-feira, véspera do Conselho Europeu que tem o Brexit na agenda, a primeira-ministra estará reunida com Angela Merkel e com Emmanuel Macron. A moeda britânica valoriza 0,15% para 1,3080 dólares.

 

Petróleo em máximos de novembro

O petróleo está a negociar em alta ligeira nos mercados internacionais, continuando a beneficiar dos cortes na produção da OPEP e do conflito na Líbia que ameaça reduzir ainda mais a oferta no mercado.

 

O West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, sobe 0,17% para 64,51 dólares, enquanto o Brent, transacionado em Londres, ganha 0,03% para 71,12 dólares, o valor mais alto desde novembro do ano passado.

 

Ouro em máximos de mais de uma semana

O metal precioso está a negociar em alta ligeira, a beneficiar do potencial foco de tensão decorrente da ameaça dos Estados Unidos de imporem tarifas sobre 11 mil milhões de euros de produtos importados da Europa.

 

O ouro ganha 0,17% para 1.299,68 dólares, enquanto a prata sobe 0,09% para 15,2624 dólares.




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