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Ao minuto17.11.2025

Europa no vermelho sob pressão do retalho e tecnológicas

Acompanhe aqui, minuto a minuto, a evolução dos mercados desta segunda-feira.

Traders na Euronext
Traders na Euronext Peter Dejong/AP
17 de Novembro de 2025 às 17:45
17.11.2025

Europa no vermelho sob pressão do retalho e tecnológicas

As principais praças europeias encerraram a primeira sessão da semana no vermelho, com Madrid e Frankfurt a caírem mais de 1%. É o terceiro dia consecutivo de perdas para a região, numa altura em que os investidores aparentam estar bastante calculistas antes de conhecerem uma série de dados económicos nos EUA - agora que o "shutdown" acabou - e os resultados da cotada mais valiosa do mundo, a Nvidia. 

O Stoxx 600, de referência para a região, caiu 0,54% para 571,68 pontos, depois de ter conseguido marcar um novo máximo histórico na semana passada. Desde aí, o "benchmark" tem sido penalizado por um "sell-off" no setor tecnológico, que voltou a cair esta segunda-feira mais de 1%. No entanto, foi mesmo o retalho a registar o pior desempenho, ao ceder 2,27%. 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perdeu 1,20%, o espanhol IBEX 35 cedeu 1,06%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 0,52%, o francês CAC-40 subtraiu 0,63%, o britânico FTSE 100 tombou 0,24% e o neerlandês AEX deslizou 0,69%.

Apesar das mais recentes desvalorizações, o Stoxx 600 continua com um saldo anual bastante positivo, perto dos 13%, e próximo das valorizações do seu par norte-americano, o S&P 500. Já para 2026, os estrategas da Morgan Stanley mostram-se otimistas, com o "benchmark" a ser impulsionado "pela recuperação cada vez mais ampla dos EUA, apesar dos contínuos desafios orçamentais internos", escrevem numa nota a que a Bloomberg teve acesso. 

No entanto, antes de o ano terminar, as bolsas mundiais ainda têm de enfrentar a prova de fogo dos resultados da Nvidia. Mais do que avaliar o desempenho da tecnológica no terceiro trimestre, os investidores vão estar atentos ao "guidance" para este e para o próximo ano, de forma a conseguiram medir o pulso à sustentabilidade do "rally" das ações ligadas à inteligência artificial - que tem encontrado alguns travões nos últimos tempos. 

"Os números da Nvidia vão ser acompanhados de perto, mas as declarações sobre o 'outlook' da empresa vão ser ainda mais importantes, dadas as recentes preocupações com o setor", explica Guillermo Hernandez Sampere, diretor de negociação da gestora de ativos MPPM, à Bloomberg. 

Entre as principais movimentações de mercado, a empresa de publicidade britânica WPP disparou 8,80% para 3,14 libras, depois de o Sunday Times ter noticiado que o grupo francês de consultoria de comunicação Havas estaria interessado em comprar a rival. Já a sueca Saab AB, do ramo de defesa, ganhou 2,49% para 538,50 coroas suecas, após ter assinado um contrato para fornecer à Colômbia novos caças no valor de 3,1 mil milhões de euros. 

17.11.2025

Juros aliviam na Zona Euro. Yield das Gilts recua após disparar 13 pontos

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro encerraram a sessão desta segunda-feira com alívios, num dia em que os investidores procuraram refúgio em obrigações e reduziram a exposição das suas carteiras ao risco.

A "yield" das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a região, registaram um recuo de 0,8 pontos base para 2,711%, enquanto os juros das obrigações francesas com a mesma maturidade cederam 0,6 pontos para 3,451%. Já por Itália, os alívios foram em muito maior escala, com os juros a deslizarem 2,6 pontos para 3,444%. 

Pela Península Ibérica, a tendência de alívio também se manteve, embora em menor magnitude do que em Itália, com os juros da dívida portuguesa a dez anos a caírem 1,8 pontos base para 3,040% e os da espanhola a recuarem 1,9 pontos para 3,206%. 

Fora da Zona Euro, a "yield" das "Gilts" britânicas aliviou 3,9 pontos base para 4,534%, revertendo em parte os avanços de sexta-feira, dia em que disparou mais de 13 pontos - isto depois das notícias de que o Governo terá abandonado os planos de aumentar o imposto sobre o rendimento no próximo Orçamento do Estado, reduzindo a margem de manobra da ministra das Finanças, Rachel Reeves.

17.11.2025

Dólar sobe com perspetiva de taxas elevadas por mais tempo

Libra e iene ganham força contra o dólar americano

O dólar segue em alta contra as principais rivais esta segunda-feira, no início de uma semana que será marcada pelo regresso da divulgação de dado económicos relevantes dos EUA, que poderão dar pistas sobre o rumo das taxas de juro da Reserva Federal (Fed).     

Os dados que foram adiados pela paralisação do governo dos EUA começam a ser divulgados esta semana, com destaque para a leitura do emprego referente a setembro, agendada para quinta-feira.  

Apesar dos sinais de fragilidade da economia norte-americana dados pelos indicadores do emprego privado, as expectativas de um corte das taxas de juro em dezembro pela Fed diminuíram, depois dos alertas do presidente do banco central dos EUA, Jerome Powell.

O adiamento dos dados veio reforçar as previsões de que as taxas serão mantidas, com os mercados a descontarem uma probabilidade de 42% de um corte em dezembro, contra 60% no início do mês, de acordo com a Reuters.     

A perspetiva de que as taxas se mantenham elevadas por mais tempo está a beneficiar o dólar. O índice DXY ganha 0,18% para 99,47, enquanto o euro desce 0,19% para 1,1599 contra a nota verde. Face ao iene, o dólar sobe 0,37% para 155,12.

17.11.2025

Petróleo estabiliza com retoma de atividade em porto russo no Mar Negro

Os preços do petróleo estabilizaram esta segunda-feira, com o retomar das operações no porto russo de Novorossiysk, no Mar Negro, após uma suspensão de dois dias na sequência de um ataque ucraniano.

O West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – subia 0,1% para 60,12 dólares por barril. Já o preço do barril de Brent - de referência para o continente europeu – valorizava sete cêntimos, também 0,1%, para 64,46 dólares.

Ambos os índices de referência subiram mais de 2% na sexta-feira, terminando a semana com um ganho modesto, após a suspensão das exportações em Novorossiysk e num terminal vizinho, através do qual o Consórcio do Oleoduto do Cáspio exporta petróleo do Cazaquistão, afetando o equivalente a 2% da oferta global, indica a Reuters.

Com efeito, segundo a agência de notícias, dois petroleiros atracaram domingo no porto de Novorossiysk e os carregamentos foram retomados. "Os investidores estão a tentar avaliar como os ataques da Ucrânia vão afetar as exportações de crude da Rússia a longo prazo", observou o analista da Fujitomi Securities, Toshitaka Tazawa.

Os investidores estão também a monitorizar o impacto das sanções do Ocidente no fornecimento russo e nos fluxos comerciais, depois de, no final do mês passado, o, numa tentativa de pressionar Moscovo para iniciar conversações de paz sobre a Ucrânia.

17.11.2025

Ouro estabiliza à espera de dados dos EUA

O ouro manteve-se estável esta segunda-feira, enquanto os investidores aguardam por novos dados económicos oficiais dos EUA em busca de pistas sobre a trajetória da taxa de juro a seguir pela Reserva Federal (Fed), na reunião de dezembro.

O metal amarelo segue a recuar 0,3% para 4.077,57 dólares por onça, depois de ter caído cerca de 2% em sessões anteriores.

Carlo Alberto De Casa, analista externo da Swissquote, citado pela Reuters, explica que os preços estão estáveis, uma vez que a compra de ouro por parte dos investidores como proteção contra a incerteza do mercado, após a queda dos preços na semana passada, compensou parte da pressão de um dólar norte-americano forte e da redução das expectativas de corte de juros da Fed - taxas de juro mais baixas tendem a tornar o ouro, que não remunera juros, mais atrativo.

Os relatórios em atraso, devido à paralisação do Governo de seis semanas, deverão dar mais "luzes" tanto aos investidores como ao banco central norte-americano sobre a inflação e como está o mercado laboral - os dois mandatos da Fed. Além disso, esta quinta-feira será revelada a criação de emprego relativa a setembro. 

Apesar das recentes quedas, o ouro já valorizou 55% este ano e segue a caminho do seu melhor desempenho anual desde 1979.


17.11.2025

Medo regressa a Wall Street. Investidores à espera da resultados da Nvidia e dados do emprego

Os principais índices norte-americanos arrancaram a última sessão da semana no vermelho, com a cautela a imperar novamente nas bolsas, que aguardam ansiosamente pelos resultados na Nvidia, na quarta-feira, e por dados económicos que ficaram por divulgar devido ao "shutdown".

O S&P 500 está a desvalorizar 0,22% para 6.719,09 pontos, enquanto o industrial Dow Jones cede 0,26% para 47.023,27pontos e o tecnológico Nasdaq Composite desliza 0,20% para 22.853,95 pontos. O mercado continua com dificuldade em recuperar depois da instabilidade da semana passada, motivada por crescentes receios de que uma bolha de inteligência artificial se está a formar.

Esta preocupação faz com que os resultados da Nvidia sejam analisados com ainda mais pormenor, apesar de se esperar que a fabricante de chips volte a bater as expectativas.

Além dos resultados da Nvidia, os investidores estarão também atentos às contas da Target e do Walmart, que podem ajudar a medir a "saúde" do consumo nos EUA.

A divulgação de dados como os do emprego de setembro - que ficaram por publicar devido à paralisação do governo federal - será acompanhada de perto, numa altura em que alguns membros da Reserva Federal (Fed) se mostram menos otimistas em relação a um corte nas taxas de juro na próxima reunião de dezembro. "Atualmente, os mercados de previsões atribuem uma probabilidade praticamente idêntica entre a manutenção das taxas e um corte de 25 pontos base, o que aumenta o potencial de volatilidade em caso de surpresa nos dados macroeconómicos", diz Henrique Valente, analista da ActivTrades Europe, num comentário enviado ao Negócios.

"Apesar de estar desatualizado, o relatório sobre o emprego nos EUA de setembro é importante, pois os dados atrasados causaram incerteza nos mercados e nos decisores políticos. O relatório ajudará a esclarecer o dinamismo económico e as expectativas de corte das taxas de juro pela Reserva Federal", explica à Bloomberg Ulrich Urbahn, diretor de estratégia da Berenberg.

Entre os principais movimentos de mercado, destaque para a Alphabet, que pula mais de 5% para 293 dólares por ação, atingindo máximos históricos, depois de a Berkshire Hathaway de Warren Buffett ter adquirido 17,9 milhões de ações da tecnológica no terceiro trimestre, ao mesmo tempo que reduziu a presença no Bank of America e na Apple.

17.11.2025

Euribor desce a três meses e mantém-se a seis e a 12 meses

A taxa Euribor desceu hoje a três meses e manteve-se a seis e a 12 meses em relação a sexta-feira.

Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que recuou para 2,048%, permaneceu abaixo das taxas a seis (2,141%) e a 12 meses (2,235%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, manteve-se hoje, ao ser fixada de novo em 2,141%, o mesmo valor de sexta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a setembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,3% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,87% e 25,33%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também se manteve, ao voltar a ser fixada em 2,235%, o mesmo nível da sessão anterior.

Invertendo a tendência das quatro sessões anteriores, a Euribor a três meses recuou hoje para 2,048%, menos 0,0021 pontos do que na sexta-feira.

Em relação à média mensal da Euribor em outubro esta subiu de novo nos três prazos, mas de forma mais acentuada a 12 meses.

A média da Euribor em outubro subiu 0,007 pontos para 2,034% a três meses e 0,005 pontos para 2,107% a seis meses.

Já a 12 meses, a média da Euribor avançou mais acentuadamente em outubro, designadamente 0,015 pontos para 2,187%.

17.11.2025

Europa sem rumo à espera de dados económicos dos EUA e Nvidia

bolsa europa euronext

As bolsas europeias estão a negociar sem tendência definida neste arranque de semana, divididas entre ganhos e perdas, numa altura em que os investidores se focam sobretudo na divulgação de vários dados económicos em atraso nos EUA, devido à paralisação de seis semanas dos serviços federais. 

A publicação destes relatórios, como os dados da inflação e do emprego, vão dar mais pistas tanto aos investidores como ao banco central norte-americano sobre qual rumo seguir para as taxas de juro do lado de lá do Atlântico. Já na quarta-feira, os receios do mercado quanto à sobreavaliação das ações de inteligência artificial serão postas à prova, com a divulgação dos resultados da cotada mais valiosa do mundo, a Nvidia.

"Os números da Nvidia serão acompanhados de perto, mas as declarações sobre as perspetivas da empresa serão mais importantes, dadas as recentes preocupações com o setor", disse Guillermo Hernandez Sampere, diretor de negociação da gestora de ativos MPPM, à Bloomberg. 

O índice de referência para o bloco, o Euro Stoxx 600, está inalterado em 574,84 pontos. Entre as principais praças europeias, o alemão DAX ganha 0,14%, enquanto o espanhol IBEX 35 cede 0,18%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,09%, o francês CAC-40 subtrai 0,26%, o britânico FTSE 100 ganha 0,04% e o neerlandês AEX desliza 0,47%.

O setor de media regista ganhos de 0,3%, impulsionado pela WPP, que sobe 2%, após o The Times avançar que a agência de publicidade francesa Havas manifestou interesse na aquisição da empresa.

O grupo de defesa sueco Saab soma quase 7%, depois de assinar um acordo para fornecer à Colômbia novos caças num contrato no valor de 3,1 mil milhões de euros.

17.11.2025

Juros aliviam na Zona Euro antes de discursos de membros do BCE

Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro estão a aliviar esta segunda-feira, antes de alguns discursos de responsáveis do Banco Central Europeu, incluindo Philip Lane. Catherine Mann, do Banco da Inglaterra, bem como Williams, Jefferson, Kashkari e Waller, da Reserva Federal dos EUA, também deverão discursar.

Os juros da dívida portuguesa com maturidade a dez anos caem 1,7 pontos base, para 3,041%, isto depois de, na passada sexta-feira, a Moody's ter surpreendido e A agência de notação financeira deixou ainda

Já em Espanha, o alívio dos juros da dívida é de 1,8 pontos, para 3,207%. Em Itália, a "yield" desce 2,5 pontos base, para 3,455%.

A rendibilidade das "Bunds" alemãs, também a dez anos e que servem de referência para a região, perdem 1,4 pontos-base, até aos 2,704%, enquanto em França os juros da dívida recuam 1,3 pontos, para 3,445%.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" do Reino Unido a dez anos aliviam 1,6 pontos-base para 4,557%. 

17.11.2025

Dólar avança com queda nas apostas em corte de juros. Bitcoin recupera

Bitcoin atinge novo máximo desde julho, cotada acima dos 124 mil dólares

O dólar norte-americano está a registar alguns avanços face às outras divisas, numa altura em que o foco do mercado se volta para a divulgação dos dados económicos dos EUA em atraso devido ao "shutdown", que terminou a semana passada. 

A esperança dos investidores é de que os relatórios, sobretudo o da inflação e da criação de emprego de setembro, clarifiquem a decisão da Reserva Federal quanto a juros na reunião de dezembro. 

"Tivemos um vácuo de dados durante mais de 40 dias, então acho que os mercados estarão extremamente interessados "em qualquer nova informação sobre a economia dos EUA", disse Carol Kong, estratega de câmbio do Commonwealth Bank of Australia, à Reuters. A especialista adiantou ainda que antecipa um relatório do emprego, que será divulgado na quinta-feira, mais fraco do que o previsto, o que reacenderia as apostas num corte de juros e pressionaria a "nota verde". 

No entanto, o sentimento geral é menos otimista, com os investidores a acreditarem que o "shutdown" prolongado levará a que a Fed adie a decisão de reduzir os juros. Os mercados acreditam agora numa possibilidade de pouco mais de 40% de um corte de 25 pontos-base na taxa de juros em dezembro, abaixo dos mais de 60% registados no início deste mês.

Neste contexto, o euro cai 0,11% para 1,1608 dólares e, face à divisa nipónica, o dólar ganha 0,09% para 154,69 ienes. O índice do dólar da DXY avança modestos 0,02% para 99,3150 pontos. 

Já a libra continua sob pressão, após a sessão agitada de sexta-feira, em antecipação ao tão aguardado orçamento de Estado do Governo britânico, previsto para 26 de novembro. A moeda do Reino Unido cede 0,07% para 1,3162 dólares e o euro cai 0,07% para 0,8816 libras. 

Na semana passada, a libra a acumulou perdas, isto depois de o Governo ter feito saber que, afinal, não vai incluir um aumento de impostos aos rendimentos, o que fez soar os alarmes entre os investidores, que antecipavam uma subida para ajudar a combater o défice fiscal do país. 

No mercado dos criptoativos, a bitcoin está a recuperar das perdas de mais de 3% registadas na passada sexta-feira, quando negociou pela primeira vez em seis meses na marca dos 96 mil dólares, devido ao "sell-off" no setor tecnológico a nível global. As criptomoedas tendem a replicar as movimentações das ações de tecnologia. Já esta manhã, a bitcoin soma 1,79%, ainda assim,  para 95.876,40 dólares, em mínimos de maio deste ano.

17.11.2025

Ouro na linha d'água à espera de dados económicos atualizados

ouro

O ouro está a negociar praticamente inalterado, registando por momentos ligeiras quedas devido à força do dólar, enquanto os investidores aguardam por novos dados económicos oficiais dos EUA, que devem esclarecer que rumo deve a Reserva Federal (Fed) seguir na reunião de dezembro. 

Os relatórios em atraso, devido à paralisação do Governo de seis semanas, deverão dar mais "luzes" tanto aos investidores como ao banco central norte-americano sobre a inflação e como está o mercado laboral - os dois mandatos da Fed. Esta quinta-feira será revelada a criação de emprego em setembro. 

O metal amarelo recua 0,03% para 4.082,77 dólares por onça. Na sessão anterior desvalorizou mais de 2%. 

Os "traders" estão a perder confiança numa redução das taxas de juro em dezembro, uma vez que os responsáveis da Reserva Federal têm mostrado pouca convicção em reduzir as taxas, devido a preocupações com a inflação e sinais de relativa estabilidade no mercado de trabalho após dois cortes nas taxas de juros este ano. 

"A paralisação terminou, mas a névoa de dados que criou ainda obscurece os mercados. As próximas semanas vão trazer números que mal conseguimos compreender. Isto mantém o caminho do corte das taxas da Fed longe de ser claro", disse Hebe Chen, estratega da Vantage Markets, à Bloomberg. 

Esta segunda-feira, a Indonésia anunciou que vai começar a cobrar impostos sobre as exportações de ouro entre 7,5% e 15%, um plano que será implementado no próximo ano. 

17.11.2025

Petróleo cai após porto russo retomar operações

O petróleo segue em queda após sinais de que foi retomada a atividade no porto russo de Novorossiysk, no Mar Negro, depois de, na semana passada, a estrutura ter sido atingida por um ataque ucraniano, suspendendo as operações.

A esta hora, o West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – desvaloriza 1,07% para os 59,48 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a cair 0,85% para os 63,80 dólares por barril - na passada sexta-feira, as notícias do ataque fizeram o Brent escalar mais de 2%.

De acordo com a Bloomberg, dois petroleiros atracaram em Novorossiysk no domingo, indicado que foi retomada a atividade nos terminais - já a Reuters vai mais longe e noticia mesmo que o carregamento de petróleo bruto foi retomado.

"As pessoas estavam à espera de uma interrupção maior", comentou Mukesh Sahdev, fundador e CEO da Xanalysts Pty, citado pela Bloomberg.

17.11.2025

Coreia do Sul escapa a "mar vermelho" na Ásia. Samsung Electronics sobe mais de 3%

Bolsas Ásia

As praças asiáticas registaram, na sua maioria, perdas, apesar de as ações do setor tecnológico terem subido à boleia de novos investimentos na área. 

Os índices japoneses caíram após novos dados terem revelado que a economia contraiu pela primeira vez em seis trimestres, em 2%, devido à queda registada nas exportações impactadas pelas tarifas dos EUA. Já as ações ligadas ao turismo e ao retalho caíram com o agravamento das tensões com a China.

No Japão, o Nikkei cedeu 0,10% para 50.323,91 pontos e o Topix desvalorizou 0,37% para 3.347,53 pontos. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong caiu 0,74% para 26.375,76 pontos e o Shanghai Composite perdeu 0,46% para 3.972,04 pontos. Em contraciclo, o sul-coreano Kospi saltou 1,94% para 4.089,25 pontos, isto depois de tanto a Samsung Eletronics como a SK Hynix terem prometido mais investimentos (550 mil milhões de dólares) na Coreia do Sul, após uma reunião com o presidente Lee Jae Myung. As ações da primeira empresa subiram 3,5% e as da segunda dispararam 8,21%. 

Entre outros movimentos, o SoftBank perdeu mais de 6%, ainda pressionado pela venda da participação que detinha na americana Nvidia, em que encaixou 5,83 mil milhões de dólares. Já a Sony caiu mais de 3% e a Xiaomi perdeu 1,1%, depois de ter chegado a perder 4,29%.

Após semanas sem dados relevantes para guiar o sentimento de mercado, os investidores devem receber  ao longo da semana, os tão esperados indicadores sobre a força da economia norte-americana, à medida que os serviços federais retomam os trabalhos, com o fim do maior "shutdown" da história do país.

Devem ser divulgados os números do emprego bem como da inflação. Os dados vão dar informações valiosas sobre a trajetória da política monetária da Reserva Federal, dando aos investidores uma nova perspetiva. Entretanto, o entusiasmo do mercado em relação às ações de inteligência artificial continua a sustentar a força do mercado.

Pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 caem 0,1%. Esta segunda-feira são divulgadas as previsões económicas de outono da Comissão Europeia, às quais os investidores estarão atentos, bem como a vários discursos dos responsáveis do Banco Central Europeu ao longo do dia. 


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