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Ao minuto21.09.2022

Europa regressa ao verde e Wall Street avança. Todos estão de olhos postos na Fed

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta quarta-feira.

Reuters
Diogo Mendo Fernandes diogofernandes@negocios.pt 21 de Setembro de 2022 às 17:57
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21.09.2022

Europa recupera em dia de anúncio da Fed

Após seis dias de quedas, as bolsas europeias fecharam em terreno positivo, com o índice de referência, o Stoxx 600 a avançar 0,90%, para os 407,05 pontos, com os investidores a anteciparem outra grande subida das taxas de juro pela Reserva Federal norte-americana.

Os setores das 'utilities' (gás, luz e água), indústria e gás e petróleo foram os que mais ganharam.

Entre as principais praças europeias, em Frankfurt o DAX 30 subiu 0,76%, o parisiense CAC 40 ganhou 0,87%, o milanês FTSEMIB 30 valorizou 1,20% e o londrino FTSE 100 avançou 0,63%. Só o espanhol IBEX 35 sofreu perdas, de 0,01%

A energética alemã Uniper, cuja nacionalização foi hoje anunciada, caiu para mínimos recorde. Já a maior acionista da Uniper, a finlandesa Fortum Oyj, viu as ações dispararem, depois do anúncio do governo alemão de que iria comprar a sua participação.

Espera-se que o banco central norte-americano anuncie hoje a subida das taxas de juro em 75 pontos base, o valor mais alto desde a crise financeira de 2008.

"Se tivermos algum sinal de [Jerome] Powell de que está preocupado com um abrandamento da economia, as más notícias poderão ser boas notícias para os mercados, se for sugerido que o banco central pode aliviar as agressivas taxas de juro por receios de uma recessão", diz à Bloomberg Victoria Scholar, chefe de investimenos no  Interactive Investor.

21.09.2022

Juros alivam após discurso de Putin

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro aliviaram, depois de dois dias a agravar e após o discurso do Presidente russo, que pretende escalar a guerra na Ucrânia ao lançar uma nova mobilização das suas forças.

Já esta terça-feira, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, reiterou mais uma vez que os próximos aumentos das taxas de juro diretoras vão depender da evolução da taxa de inflação na Europa.

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos, referência para a região, recua 3,4 pontos base para 1,886%. Os juros da dívida francesa, que atingiram ontem um máximo de 2014 perdem 3,2 pontos base para 2,440%.

Já a "yield" da dívida soberana de Itália com a mesma maturidade alivia 6,2 pontos base para 4,115% e os juros da dívida espanhola cedem 4,2 pontos base para 3,013%.

Por cá, a "yield" da dívida portuguesa com a mesma maturidade alivia 3,2 pontos base, fixando-se nos 2,908%.

21.09.2022

Discurso de Putin inflama petróleo

O petróleo valoriza no mercado internacional horas antes da reunião da Fed, impulsionado pelo discurso de Vladimir Putin sobre os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia.

 

O West Texas Intermediate (WTI) sobe 0,86% para 84,86 dólares por barril. Por sua vez, o Brent do Mar do Norte – referência para o mercado europeu – ganha 1% para 91,53 dólares por barril.

 

Segundo as contas da Bloomberg, o petróleo está a caminho da primeira perda trimestral em dois anos. A preocupação dos investidores relativamente ao possível abrandamento económico está a pressionar o ouro negro.

 

Por outro lado, também a China está a pressionar a cotação do petróleo, já que Pequim emitiu uma nova quota para a exportação de combustíveis refinados, de acordo com uma fonte da indústria, citada pela agência norte-americana.

21.09.2022

Ouro avança impulsionado por discurso de presidente russo

O ouro está a valorizar, apesar do avanço do dólar, numa altura em que os investidores procuraram os ativos-refúgio depois de o presidente russo ter anunciado o reforço de tropas na guerra contra a Ucrânia.

O metal amarelo avança 0,43% para 1.671,99 dólares por onça, ao passo que o paládio cresce 0,69% para 2.185,80 dólares e a platina cede 0,55% para 919,36 dólares.

"O sentimento tem sido pessimista, quase a um ponto de fatiga", explica a analista Avtar Sandu, da Philip Nova, numa nota vista pela Bloomberg.

Os investidores estão agora menos otimistas, com os Exchange-Traded Funds (ETF) - produtos negociados em bolsa cujo principal objectivo é replicar o desempenho de um determinado índice, commodity ou cesto de ativos - a sofrerem na terça-feira a maior movimentação em sete semanas. 

21.09.2022

Powell e Putin inflamam dólar e atiram euro ao chão

O discurso de Vladimir Putin, durante o qual o chefe de Estado russo anunciou uma "mobilização militar parcial" na Ucrânia, pressionou o euro face ao dólar, já que os investidores foram motivados a procurar ativos refúgio, como é o caso da nota verde e do ouro.

A moeda única está ainda a sofrer com a antecipação do mercado e dos analistas sobre a reunião da Reserva Federal norte-americana (Fed), cujo o desfecho será dado a conhecer às 19h, hora de Lisboa.

O euro segue a perder 0,60% para 0,9911 dólares, depois de ter tocado durante a sessão em 0,9895 dólares, renovando assim mínimos de duas semanas. Desde o início do ano, o euro já desvalorizou 13% contra o dólar.

Por seu lado, o índice do dólar da Bloomberg - um indicador que mede a força do "green cash" contra 10 divisas rivais - soma 0,46% para 110,72 pontos.

O presidente russo discursou na manhã desta quarta-feira ao povo russo, prometendo "apoiar aqueles que o regime de Kiev transformou em reféns" e anunciando um recrutamento parcial.

Por sua vez, os investidores preparam-se para a decisão do banco central liderado por Jerome Powell. O mercado especula a possibilidade de um aumento entre 75 e 100 pontos base da taxa de fundos federais, para fazer frente à inflação.

A taxa de juro de referência está, atualmente, fixada num intervalo entre 2,25% e 2,50%.

21.09.2022

Wall Street abre no verde, de mira posta na Fed

Wall Street abriu em terreno positivo, no dia em que termina a reunião de política monetária da Reserva Federal norte-americana e onde será divulgada a subida das taxas de juro diretoras.

O consenso de mercado aponta para 75 pontos base, mas um aumento de 100 pontos base não está a ser descartado, naquela que será a quinta subida das taxas de referência por parte da Fed desde o início de 2022.

O Dow Jones avança 0,73%, para os 30.931,74 pontos, enquanto o índice alargado S&P 500 sobe 0,67%, para 3.855,93 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite ganha 0,33%, para os 11.476,10 pontos.

Os investidores estão ainda a avaliar a escalada nos preços da energia, depois do petróleo ter chegado a subir 3% na negociação desta quarta-feira, na sequência de um anúncio do presidente russo, Vladimir Putin, de que quer mobilizar parcialmente as forças russas.

A subida nos custos da energia poderá impactar os resultados das empresas, podendo também levar a revisões em baixa dos lucros, revelaram analistas da BlackRock. "Vamos ver reduções bastante substanciais para 2023", apontam ainda.

21.09.2022

Europa mista com palavras de Putin e reunião da Fed

Os principais índices bolsistas do Velho Continente estão a negociar mistos esta quarta-feira, a pesar tanto as palavras de Putin, bem como a subida das taxas de juro do lado de lá do atlântico, por parte da Reserva Federal norte-americana.

O índice de referência da região, Stoxx 600, soma 0,11% para 403,85 pontos. A registar os maiores ganhos está o petróleo e gás, bem como o setor mineiro, os únicos que ganham acima de 1%. Nas perdas, a maior queda é no setor das viagens, seguido pelo automóvel.

Entre os principais movimentos de mercado está a Uniper, que tombou 21%, depois do governo ter anunciado a nacionalização da empresa, para resgatar a energética.

"As ações europeias vão estar num modo de esperar e ver, uma vez que os mercados vão estar ofuscados pelo anúncio da Fed depois do fecho", explicou Joachim Klement, analista da Liberum Capital, à Bloomberg.

Ao mesmo tempo, a guerra também entra na equação - "enquanto que uma resolução do conflito antes ou durante o inverno era improvável, a esperança de uma resolução já não existe e por isso o mercado vai estar a incorporar um inverno difícil e um conflito mais extenso", aponta ainda.

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax perde 0,44%, o francês CAC-40 desvaloriza 0,38% e o espanhol IBE 35 recua 0,1%. Em Amesterdão, o AEX registou um decréscimo de 0,96%.

A registar ganhos está o italiano FTSEMIB que sobe 0,44%, bem como o britânico FTSE 100 que ganha 0,42%.

21.09.2022

Juros aliviam, após dois dias de agravamento

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a aliviar, na sequência de dois dias de agravamento, após palavras de Vladimir Putin, que pretende escalar a guerra na Ucrânia ao mobilizar parcialmente as tropas russas.

Já esta terça-feira, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, reiterou mais uma vez que os próximos aumentos das taxas de juro diretoras vão depender da evolução da taxa de inflação na Europa.

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos, referência para a região, recua 7,3 pontos base para 1,846%. Os juros da dívida francesa, que atingiram ontem um máximo de 2014 perdem 6,5 pontos base para 2,406%.

Já a "yield" da dívida soberana de Itália com a mesma maturidade alivia 7 pontos base para 4,107% e os juros da dívida espanhola cedem 6,2 pontos base para 2,994%.

Por cá, a "yield" da dívida portuguesa com a mesma maturidade alivia 6,5 pontos base, fixando-se nos 2,875%.

21.09.2022

Euro no valor mais baixo em duas semanas face ao dólar

O dólar está a valorizar, em antecipação a uma subida das taxas de juro por parte da Fed esta quarta-feira.

Ao mesmo tempo, o euro atingiu o valor mais baixo em duas semanas, com as palavras do presidente russo, que quer "usar todos os meios disponíveis para defender território russo".

O dólar ganha 0,63% para 0,9906 euros, estando a moeda única a negociar abaixo da paridade, algo que tem sido recorrente com os ganhos da divisa norte-americana.

O índice do dólar da Bloomberg, que mede a força da "nota verde" contra dez divisas rivais, sobe 0,47% para 110,73 pontos.

21.09.2022

Ouro recupera com discurso de Putin

O ouro, que tem sido fortemente penalizado pela política monetária, uma vez que não rende juros, esteve esta manhã perto do valor mais baixo em dois anos. No entanto, a rota foi invertida após o discurso de Putin à nação. O presidente russo anunciou uma mobilização parcial do exército.

O metal precioso soma 0,38% para 1.671,15 dólares por onça, estando ainda a negociar abaixo da "zona de perigo" nos 1.700 dólares.

"O sentimento tem sido de baixa quase a um ponto de fatiga", explica a analista Avtar Sandu, da Philip Nova, numa nota vista pela Bloomberg.

Ao mesmo tempo, "os preços do ouro têm estado a ser consolidados nas últimas semanas, com os traders a posicionarem-se para um ambiente de subida das taxas de juro", indica ainda.

21.09.2022

Petróleo e gás disparam com escalar de guerra na Ucrânia

O petróleo disparou esta quarta-feira, na sequência do discurso de Vladimir Putin. O presidente russo anunciou uma mobilização parcial das forças russas, alegando que as forças do país enfrentavam uma ofensiva militar a oeste na fronteira com a Ucrânia.

O "ouro negro" reagiu em alta a estas declarações, uma vez que este escalar da guerra pode levar a mais disrupções energéticas.

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, pula 2,12% para 92,54 dólares por barril.

Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, escala 2,18% para 85,77 dólares por barril.

"O mercado do petróleo está a negociar ao sabor da geopolítica esta manhã", revela o analista Ole Hansen, do Saxo Bank, à Bloomberg.

O discurso de Putin revela que o mercado está "mais uma vez a assistir a receios relativos à oferta a contrariarem o foco do mercado na reunião da Fed e com isso o risco de menor crescimento [económico] e procura", esclarece ainda.

O mercado do gás reagiu da mesma forma após as palavras de Putin e escalou. Mesmo com os apoios governamentais à crise energética que se vive na Europa, os receios sobre o fornecimento desta matéria-prima continuam a pautar a negociação.

Ao mesmo tempo, a Alemanha anunciou esta terça-feira que ia nacionalizar a Uniper, a maior importadora de gás do país, para evitar um colapso no setor energético. O processo deverá ser concluído dentro de poucos dias.

Os futuros a um mês negociados em Amesterdão (TZT) - referência para o mercado europeu – chegaram a subir 7,1%, mas escalam agora 5% para 204 euros por megawatt-hora.

21.09.2022

Europa permanece em terreno negativo. Ásia negativa com dólar a ganhar força

Os principais índices europeus estão a apontar para um início de sessão em terreno negativo, no dia em que é conhecido o resultado da reunião de dois dias de política monetária da Reserva Federal norte-americana, que deverá culminar numa subida das taxas de juro, resta saber se em 75 ou 100 pontos base.

Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 descem 0,17%.

Esta segunda-feira o economista Nouriel Roubini, conhecido como profeta da desgraça mostrou grande pessimismo em relação à economia global, uma vez que espera uma recessão "longa e feia".

Quanto ao desempenho do principal índice bolsista de Wall Street, Roubini revela que a queda no Standard & Poor's 500 pode chegar aos 40%.

Na Ásia, a negociação não foi diferente e o índice agregador das praças da Região, o MSCI Asia Pacific, tombou 1,2%. A pressionar esteve o setor da tecnologia, que é normalmente mais prejudicado por uma política monetária mais agressiva.

Ao mesmo tempo, a força do dólar tem levado várias divisas asiáticas a mínimos de vários anos, aumentando a "fraqueza do mercado acionista", revela o analista Banny Lam, da CEB International Investment, à Bloomberg.

Pela China, o Shangai Composite derrapou 0,6%, enquanto que no Japão o Topix perdeu 1,2%, bem como o Nikkei. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 1,5% e na Coreia do Sul, o Kospi desceu 0,9%.

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