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Ao minuto12.09.2022

Bolsas europeias disparam. Petróleo sobe. Dólar abranda e dá força ao euro e ao ouro

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta segunda-feira.

Investidores estão a procurar proteção contra o risco associado à guerra, enquanto avaliam o impacto das sanções e as reações das várias empresas.
Timm Reichert/Reuters
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12.09.2022

Bolsas europeias ganham com aposta em queda da inflação nos EUA

As bolsas europeias fecharam em alta, com os investidores a apostarem que a inflação nos Estados Unidos tenha arrefecido em agosto.

 

Os dados sobre o índice de preços no consumidor dos EUA serão divulgados amanhã. E na Europa também a Alemanha e Espanha apresentam os seus números finais do IPC de agosto.

 

Esta foi a terceira sessão em alta do índice de referência do Velho Continente, animado pela expectativa de que um arrefecimento da inflação possa levar a Reserva Federal norte-americana e outros bancos centrais a desacelerarem o ritmo do aperto da política monetária.

 

O Stoxx 600 fechou a somar 1,76%, para 427,75 pontos. Todos os setores do índice europeu de referência estiveram em alta, com especial destaque para o retalho, banca e automóvel.

 

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax somou 2,40%, o francês CAC-40 valorizou 1,95%, o italiano FTSEMIB avançou 2,33%, o britânico FTSE 100 subiu 1,66% e o espanhol IBEX 35 pulou 2,01%. Em Amesterdão, o AEX registou um acréscimo de 1,59%.

 

"As ações europeias subiram no início desta nova semana, estendendo os ganhos registados durante a sessão asiática que ocorreu durante a noite, à medida que o apetite pelo risco continua a crescer globalmente", salienta Pierre Veyret, analista técnico da ActivTrades, na sua análise diária.


"A maioria dos índices estabeleceu novas descidas de curto prazo após a quebra de vários níveis intermediários de resistência na semana passada, sendo que agora estão a caminhar para novos topos mensais à medida que a correção de alta da liquidação do final de agosto continua".


Veyret acrescenta que "é interessante notar aqui que os ativos mais arriscados continuam a subir enquanto o euro está também a recuperar". "Isto é muito incomum considerando o facto de que um euro mais caro normalmente pressionaria os grandes grupos exportadores dos índices Stoxx 600 e Stoxx 50, mas não é isso que estamos a ver a acontecer".


"Parece que os índices europeus estão a ser empurrados para cima por um sentimento global de melhoria, enquanto os traders também aproveitaram a ocasião para comprar uma possível queda na moeda europeia, após o início do ciclo de aumento das taxas de juros pelo BCE na semana passada", refere.


No entanto, dito isto, "os traders estão também a preparar-se para dados macro sensíveis, como o IPC dos EUA amanhã, o IPC do Reino Unido na quarta-feira e o IPC da UE na sexta-feira, que provavelmente trarão mais volatilidade nos mercados", aponta.

12.09.2022

Petróleo sobe com incerteza em torno da oferta

Os “stocks” norte-americanos de crude caíram e um importante terminal de exportação de petróleo no Mar Negro está com disrupções.

Os preços do petróleo seguem a ganhar terreno, numa altura em que as conversações sobre o acordo nuclear com o Irão parecem ter encontrado obstáculos e num momento em que se aproxima um embargo europeu à importação de crude russo, com a apertada oferta a debater-se para atender a uma procura ainda bastante robusta.

 

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, segue a somar 2,05% para 94,74 dólares por barril.

 

Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, ganha 2,10% para 88,61 dólares por barril.

 

França, Reino Unido e Alemanha disseram no sábado que têm "sérias dúvidas" quanto à intenção do Irão de revitalizar o acordo nucelar, num desenvolvimento que poderá manter o crude iraniano fora do mercado e manter assim a oferta apertada.

 

Os preços do crude poderão subir mais no final do ano, já que o embargo da União Europeia à importação de crude russo via marítima entra em vigor a 5 de dezembro.

 

Além disso, o G7 vai implementar um preço máximo sobre o crude russo para limitar as lucrativas receitas das exportações desta matéria-prima por parte de Moscovo – isto no âmbito das sanções depois de a Rússia ter invadido a Ucrânia a 24 de fevereiro.

12.09.2022

Juros aliviam na Zona Euro

Os juros das dívidas soberanas na Zona Euro estão a aliviar, depois da trajetória de agravamento registada após a nova subida das taxas de juro diretoras por parte do BCE. 

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos, referência para a Europa, aliviam 3,9 pontos base para 1,652%, enquanto os juros da dívida francesa recuam 4,1 pontos base para 2,221%. Já a "yield" da dívida italiana com a mesma maturidade é a que mais alívio vê, com um recuo de 7,1 pontos base para 3,934%. 

Em Portugal, os juros da dívida soberana descem 5,3 pontos base para 2,686%. Isto depois de na passada sexta-feira a Standard & Poor's ter elevado o rating da dívida soberana de Portugal para BBB+, ou seja, três níveis acima de "lixo".

Já os juros da dívida espanhola perdem 4,8 pontos base para 2,792%. 

12.09.2022

Euro avança face ao dólar

O euro segue a valorizar face ao dólar, impulsionado pelos comentários do Banco Central Europeu (BCE), que na passada quinta-feira anunciou uma subida histórica de 75 pontos-base nas três taxas.

A moeda única europeia sobe 0,89% para 1,0131 dólares. 

Já o índice dólar da Bloomberg - que compara a força da moeda contra 10 divisas rivais - cai 0,87% para 108.128 pontos, numa altura em que os investidores estão de olhos postos nos dados da inflação de agosto nos Estados Unidos e avaliam as hipóteses de uma elevada subida das taxas de juros na reunião da próxima semana da Fed.

12.09.2022

Ouro valoriza perante recuo do dólar

O ouro segue a valorizar, numa altura em que o dólar cede e um dia antes de serem divulgados os dados da inflação em agosto. 

O metal amarelo sobe 0,56% para 1.726,52 dólares por onça, enquanto a platina cresce 2,19% para 903,57 dólares e o paládio avança 3,05% para 2.245,09 dólares.

"Uma ligeira queda do dólar aliada ao recente 'short selling' por parte dos fundos foi o necessário para dar início a esta subida", disse Ole Hansen, chefe de estratégia de commodities do Saxo Bank.

12.09.2022

Wall Street sobe à espera de dados da inflação

As bolsas norte-americanas arrancaram a sessão em terreno positivo, numa altura em que o dólar recua e os investidores aguardam pelos dados da inflação em agosto, que será divulgada na terça-feira.

O industrial Dow Jones sobe 0,52% para 32.318,02 pontos, o S&P 500 avança 1,53% para 4.094,83 pontos e o tecnológico Nasdaq cresce 0,72% para 12.199,72 pontos.

 

Os investidores acreditam que a inflação já deverá ter atingido o pico, prevendo que o aumento dos preços recue para os 8% em agosto.

Os mercados esperam uma subida das taxas de juro em 75 pontos bases na reunião da próxima semana da Reserva Federal norte-americana.

12.09.2022

Europa sorri e avança para terceiro dia no verde

As principais praças do Velho Continente estão a caminhar para o terceiro dia consecutivo de ganhos, agora de olhos postos em dados da inflação de agosto nos Estados Unidos, que deverão dar mais pistas sobre a política monetária nos Estados Unidos.

O índice de referência europeu, Stoxx 600, soma 0,36% para 421,9 pontos, com o setor automóvel e bancário a liderar os ganhos, com valorizações acima de 1,5%. Este índice registou na semana passada o primeiro ganho em quatro semanas.

"Se os dados nos Estados Unidos forem mais baixos, ou abaixo do esperado, os ganhos no mercado acionista devem permanecer o resto da semana", explica Ipek Ozkardeskaya, analista da Swissquote, à Bloomberg.

"Se, no entanto, os dados não forem tão baixos como o esperado, ou pior, se a inflação for mais elevada do que em julho, os ganhos desta semana vão retornar", adianta ainda.

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o italiano FTSEMIB pula 1,13%, o alemão Dax soma 1,08%, o espanhol IBEX 35 ganha 0,84%, seguido pelo francês CAC-40 que ganha 0,83%. Em Amesterdão, o AEX regista um acréscimo de 0,48%.


Por cá, o PSI sobe 1,19%.

12.09.2022

Euro sobe para valor mais alto em três semanas, com avanços na Ucrânia

As 161 sociedades gestoras a operar no país são responsáveis pela gestão de 17,8 mil milhões de euros em ativos. A liderança do mercado mantém-se com a Caixa Gestão de Ativos.

O euro está a registar ganhos e no valor mais elevado em três semanas face ao dólar, numa altura em que surgem notícias de que a Ucrânia estará a retomar território que estava sob domínio russo.

A moeda única europeia ganha 1,37% para 1,018 dólares.

"Ganhos territoriais significativos pelas forças ucranianas são potencialmente boas notícias assumindo que a Ucrânia consegue empurrar a Rússia para mais longe e terminar a guerra nos seus próprios termos", indica o analista Rodrigo Catril, do National Australia Bank.

"Um fim iminente da guerra parece um 'long shot', mas são boas notícias por agora", revela ainda.

12.09.2022

Juros agravam-se com comentários de membro do BCE

Os juros das dívidas soberana da Zona Euro seguem numa trajetória de agravamento, após comentários de Joachim Nagel, presidente do Bundesbank, o banco central alemão e membro do Banco Central Europeu, que reiterou intenções de manutenção de uma política monetária restritiva, caso a inflação se mantenha elevada.

As "yields" da dívida portuguesa a dez anos agravam-se 5,1 pontos base para 2,791%. Isto depois da Standard & Poor's ter elevado na passada sexta-feira o rating da dívida soberana de Portugal para BBB+, ou seja, três níveis acima de "lixo".

As "yields" das Bunds alemãs a dez anos, referência para a Europa, acompanham o movimento de subida, e ganham 4,3 pontos base para 1,734%.

Em Itália e Espanha, também no vencimento a dez anos, as "yields" agravam-se 6,3 e 5,8 pontos base, para 4,068% e 2,899%, respetivamente. Os juros da dívida italiana estão no valor mais alto em quase três meses.

12.09.2022

Ouro ganha à espera da inflação nos EUA

O ouro está a valorizar, um dia antes da divulgação de dados da inflação nos Estados Unidos. Analistas consultados pela Bloomberg apontam para uma desaceleração pelo segundo mês consecutivo, para 8,1%.

Ao mesmo tempo, os líderes dos bancos centrais continuam a apoiar uma subida das taxas de juro para trazer a inflação de volta à zona de controlo que se fixa nos 2%.

O "metal precioso" encerrou pela primeira vez na semana passada com um saldo semanal positivo - foi a primeira de quatro semanas em que registou ganhos.

O ouro ganha 0,44% para 1.724,43 dólares por onça, já bem longe da "zona de perigo" dos 1.700 dólares.

12.09.2022

Petróleo e gás desvalorizam

O petróleo está a desvalorizar, numa altura em que aumenta a especulação de que a procura a nível global vai diminuir.

Ao mesmo tempo, os investidores avaliam mais detalhes sobre o tecto ao preço do petróleo proveniente da Rússia, que os Estados Unidos tentam colocar em marcha. De acordo com um documento do Tesouro, tornado público na passada sexta-feira, a medida deverá entrar em vigor em dezembro

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, segue a perder 1,04% para 91,87 dólares por barril.

Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, cai 1,24% para 85,71 dólares por barril.

"Agora parece que a potencial diminuição da procura está a ganhar protagonismo, com o receio de uma recessão e prolongadas restrições na China", revela Sean Lim, analista do RHB, à Bloomberg.

No setor do gás, os futuros também estão a negociar em baixa, com o mercado a aguardar mais detalhes por parte da União Europeia de um novo plano para combater a crise energética no bloco.

Os 27 Estados-membros estão ainda divididos sobre que medidas podem ser tomadas para colocar um tecto no preço do gás. Esta ideia foi uma das discutidas no conselho dos ministros de Energia na sexta-feira passada.

Em reação, os futuros a um mês negociados em Amesterdão (TTF) - referência para o mercado europeu – tombam 5,5% para 195,7 euros por megawatt-hora.

12.09.2022

Ásia sorri em terceiro dia de ganhos. Europa de olhos no verde

Os principais índices europeus estão a apontar para um início de sessão no verde, depois de a negociação na Ásia também ter sido feita de forma positiva.

De acordo com dados do Deutsche Bank, apenas na semana terminada a 9 de setembro, foram retirados 3,4 mil milhões de dólares do mercado de ações europeu, colocando o valor total dos últimos seis meses em 83 mil milhões de dólares. Adicionalmente, analistas do Bank of America e JPMorgan reduziram drasticamente as perspetivas para o resto do ano, tanto no Stoxx 50, como no Stoxx 600. Isto numa altura em que o Velho Continente enfrenta sérios riscos de uma recessão com o agravamento da crise energética e com o aproximar do inverno.

Na Ásia, a negociação foi maioritariamente em terreno positivo, com os índices da região a caminho do terceiro dia consecutivo de ganhos. As pausas nos ganhos do dólar estão a dar alguma força aos mercados asiáticos.

Nos principais movimentos de mercado esteve a TSMC, a fabricante de semicondutores, que subiu 3%, depois de ter revelado que as vendas em agosto registaram um aumento de 59% face ao ano passado.

No Japão, o Nikkei subiu 1,1% e o Topix somou 0,7%. Na Coreia do Sul e na China as bolsas estiveram encerradas devido a feriado.

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